Artigos

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

Contracepção Hormonal na Mulher com Patologia. Recomendações Baseadas em Evidência Científica Limitada ou Inconsistente (Nível B)

– Contracepção oral combinada:
• Pode ser utilizada nas mulheres saudáveis e não fumadoras até aos 50-55 anos após avaliação dos riscos e benefícios.
• Não recomendado como 1.ª linha nas mulheres a amamentar devido ao impacto negativo dos estrogénios na lactação (considerar o seu uso só depois da lactação estar bem estabelecida).
• Pode ser utilizada na hipertensa, bem controlada, com menos de 35 anos, não fumadora e sem evidência de doença vascular de órgão alvo.
• Pode ser utilizada na diabética, com menos de 35 anos, não fumadora sem evidência de hipertensão, nefropatia, retinopatia ou outra doença vascular.
• Pode ser utilizada na mulher com enxaquecas sem sinais focais neurológicos, com menos de 35 anos e não fumadora (preferir progestagénio isolado, dispositivo intra-uterino ou métodos de barreira).
• Usar com precaução na mulher obesa com mais de 35 anos dado o risco aumentado de trombose venosa.
• Deve ser considerado o uso de profilaxia com heparina, antes de cirurgia major, nas utilizadoras.
– Contraceptivos orais com progestagénio isolado/acetato de medroxiprogesterona suspensão injectável:
• Pode ser iniciado com segurança nas mulheres a amamentar (6 semanas depois do parto) e nas mulheres que não amamentam (imediatamente).
– Contracepção hormonal:
• Não ocorre agravamento dos sintomas nas mulheres com perturbações depressivas.

diabetes test 180x180 - Tratamento da DM tipo 1

Tratamento da DM tipo 1

O DCCT (diabetes control and complications trial), importante estudo realizado em 1441 diabéticos tipo 1 durante 6,5 anos, concluiu que o tratamento intensivo (HbA1c média 7,2%), em comparação com o tratamento convencional (HbA1c média 8,9%), reduziu na ordem de 60% (35-70%) os riscos de retinopatia, nefropatia e neuropatia diabética.
As necessidades nutricionais dos doentes com DM tipo 1 são, de uma maneira geral, similares aos indivíduos sem doença, não há uma “dieta diabética” e as recomendações dietéticas devem ser adaptadas às necessidades individuais.
O fraccionamento das refeições assume especial importância para evitar hipoglicemias.

Diabetes 5 180x180 - Complicações tardias (DM tipo 1)

Complicações tardias (DM tipo 1)

Cerca de metade dos doentes com DM tipo 1 de longa duração apresentaram complicações microvasculares que incluem retinopatia, nefropatia e neuropatia.
A mortalidade global destes é 4 a 7 vezes maior comparativamente com grupos de indivíduos sem doença, sendo as principais causas de morte a insuficiência renal e a doença coronária.
A cegueira na DM tipo 1 deve-se normalmente a retinopatia proliferativa, hemorragia do vítreo e descolamento da retina.
Embora a neuropatia periférica seja comum em ambos os tipos, ocorre mais frequentemente na DM tipo 1 com as seguintes manifestações: hipotensão postural, taquicardia de repouso, diarreia e gastroparesia.

RIM NA NEFROPATIA DIABÉTICA 180x180 - Casos particulares

Casos particulares

– Nefropatia de contraste – é um cofactor causal de AKI muito frequente, a prevenção passa igualmente por uma gestão de fluidos tão agressiva quanto o contexto clínico permitir, a N-acetilcisteína em dose dobrada, isto é, 1200 mg pela sonda 8/8 horas desde 24 horas antes e no dia do exame, melhoram eventualmente a eficácia preventiva.
– Prescrição de aminoglicósidos – a administração de aminoglicósidos em toma única diária, totalizando a dose calculada para esse dia (não espaçar mais de 24 horas), orientada por níveis séricos ou por algoritmos mais complexos, tem um efeito preventivo de lesão renal, sem perda de eficácia.
– Insuficiência hepática concomitante – na SHR (síndrome hepatorrenal tipo 1), a AKI é de evolução rápida, em geral associada a um desencadeante agudo (peritonite espontânea, hemorragia digestiva ou cirurgia) num doente com cirrose, hipertensão portal, icterícia e encefalopatia. Sabe-se hoje que nesta entidade, além de hipotensão e vasodilatação sistémica, se verifica um aumento significativo na resistência vascular renal e hepática, com aumento da hipertensão portal e craniana. Na terapêutica, além do suporte hemodinâmico, em que se recomenda a noradrenalina e/ou terlipressina, demonstrou-se que a administração de albumina e.v. 1 g/kg/dia melhora substancialmente a evolução. A transplantação, quando possível, é o tratamento de escolha do SHR tipo 1.
– Síndrome de lise tumoral/nefropatia urática aguda – ocorre pós-terapêutica citostática em neoplasias hematológicas. A produção de ácido úrico pode ser reduzida com 1 toma de 600 mg de alopurinol antes da terapêutica e 300 mg/dia depois disso.
A rasburicase 15 mg/kg e.v. pode ser dada profilacticamente e pós-evento como terapêutica, é extremamente eficaz e cara. Diurese alcalina forçada é útil como preventivo, podemos usar duas ampolas de bicarbonato a 8,4% em cada 1000cc de dextrose em água e forçar diurese com diuréticos, sem permitir hipovolemia.
-Síndrome compartimentai abdominal – ocorre após reanimação enérgica com volume pós-cirurgia abdominal, peritonites ou trauma abdominal. A pressão intra-abdominal mede-se introduzindo 50cc na bexiga pela algália, utilizando um sistema hidráulico de pressão venosa central conectado à algália, fazendo o zero ao nível da sínfise púbica. Se a pressão for superior a 25-30 cm H2O, solicitar observação por cirurgia para eventual descompressão abdominal.
– Nefrite intersticial aguda – além da paragem da droga incriminada, 1 mg/kg/dia de prednisona 7 a 10 dias pode acelerar recuperação.

Distribution of Hepatitis B 180x180 - Epidemiologia

Epidemiologia

Em séries de autópsia, a frequência de hidronefrose é de 3,8% no adulto e 2,0% na criança.
A uropatia obstrutiva pode originar insuficiência renal aguda ou crónica, acidose tubular renal, nefropatia com alterações de concentração urinária, litíase urinária, hipertensão ou policitemia.
A litíase é mais frequente no homem (3:1), e na 3.a década. A lesão iatrogénica do uréter é mais frequente na mulher (ginecologia). No homem era frequente em tempo de guerra por arma branca. Hoje aparece ainda nalguns países por ferimento durante um assalto e lesão de arma branca ou bala.