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ha uma cura natural para a hepatite c 1 180x180 - Efeitos Adversos (Hepatite C)

Efeitos Adversos (Hepatite C)

Estão descritos efeitos adversos significativos desta terapêutica, alguns específicos de cada fármaco, outros comuns, mas agravados pela combinação, mas a prevalência é variável, e é imprevisível a sua ocorrência antes de serem ensaiados.
Os efeitos adversos ligeiros são frequentes, com incidência superior a 20-30%, podem ser minorados por terapêutica sintomática e não acarretam a suspensão do tratamento.
Compreendem: síndrome gripal após a injecção de interferão, artralgias, mialgias, cefaleias, anorexia, astenia, irritabilidade fácil, depressão, náuseas e vómitos, anemia, leucopenia, trombocitopenia ligeiras a moderadas, prurido cutâneo, xerose, pneumonite intersticial difusa. A alteração das séries hematológicas podem obrigar a decisões de redução de posologia, determinadas pelo risco de complicações por níveis marginais de hemoglobina, neutrófilos ou plaquetas, com regras estandardizadas de ajuste dos fármacos aos valores observados.
Os efeitos adversos graves mais raros, mas com morbilidade significativa e evolução autónoma, com eventual risco de vida e/ou de sequelas permanentes, obrigam à suspensão imediata da terapêutica, ao esclarecimento diagnóstico e eventual terapêutica apropriada, sem reconsiderar a reintrodução dos fármacos suspensos. Incluem: doença auto-imune, retinopatia, depressão major/psicose, anemia hemolítica grave, erupção cutânea maculopapular, leucopenia ou trombocitopenia grave, descompensação de cirrose hepática, tiroidite de Hashimoto.
Actualmente, os efeitos adversos hematológicos graves estão a merecer tratamento específico intensivo, com factores de crescimento, como a eritropoietina e o filgrastim, para manter a posologia do interferão e ribavirina durante o tratamento, sobretudo nos primeiros 3 meses. Verificou-se que a manutenção de uma dose adequada dos fármacos, em dose superior a 80% da dose esperada, durante um período superior a 80% do intervalo de tempo previsto, é um factor determinante para evitar a recidiva após tratamento. No caso de neutropenia grave inferior a 500 neutrófilos/cc, preconiza-se o filgrastim na dose de 300 p.g (3 doses/semana) por via subcutânea, em regime contínuo ou cm demand, de modo a manter valores superiores a 750 neutrófilos/cc.
A anemia hemolítica, que condiciona a redução da dose de ribavirina, resulta da fosforilação de proteínas nos eritrócitos que reduzem a sua semivida. Está estabelecido o valor limite de hemoglobina de 8,5 g/dl (10 g/dl em doentes com cardiopatia associada, ou decréscimo de 2 g/dl em relação ao valor basal). Recorre-se à eritropoietina, com esquema de 30000 U/semana ou darbopoietina 3000 U em 2 doses/semana por via subcutânea, até assegurar um valor de hemoglobina superior a 10 g/dl, mantendo a dose eficaz de ribavirina para viabilizar o acesso à resposta mantida.
Estão em curso ensaios clínicos com um análogo sintético da trombopoietina que permitirá equilibrar a terapêutica adequada com níveis de plaquetas seguros, em doentes com níveis de risco, inferior a 50000 plaquetas/cc.

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Pneumocistose

A doença causada por Pneumocystis jiroveci tornou-se mais rara em doentes com infecção por VIH conhecida devido à disponibilidade de profilaxia medicamentosa. No entanto, continua a ser uma das mais frequentes formas de apresentação inicial da SIDA em indivíduos com infecção por VIH que não procuram cuidados médicos, designadamente TARV. A sua incidência aumenta de forma significativa em indivíduos com contagens de linfócitos CD4+ inferiores a 200 células/mm3 (ou a 14% do número total de linfócitos).
O modo de transmissão do P. jiroveci não está esclarecido, existindo dados que permitem admitir a possibilidade de transmissão respiratória inter-humana, mas é provável que outros factores, designadamente a exposição ambiental, possam ter um papel predominante na ocorrência de infecção. A pneumonia por P. jiroveci (PPJ) associa-se a uma taxa de mortalidade que pode ultrapassar 20% (50% ou mais em doentes que necessitam de suporte ventilatório), sendo factores preditivos de mortalidade a PaC>2 <60 mmHg em ar ambiente, DHL >1000 UI, necessidade de suporte ventilatório, presença de pneumotórax, contagem de neutrófilos no lavado broncoalveolar (LBA) >10% e albuminemia <30 g/L.

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Tratamento (Erisipela/Celulite)

Nas DHBA não complicadas o tratamento pode ser feito em ambulatório, ocupando o repouso um lugar de relevo fundamental para o sucesso da terapêutica.
Na erisipela típica, não complicada, a penicilina é o fármaco de eleição – penicilina-G-procaínica (1M UI 12/12 horas, durante 7-10 dias) a que se poderá associar a flucloxacilina (1 g 8/8 horas) em caso de celulite. Contudo, em face da dificuldade actual na prescrição desta forma farmacêutica de penicilina, poderá esta ser substituída por amoxicilina + ácido clavulânico (1 g 8/8 horas) ou cefradina (1 g 8/8 horas). Nos casos de alergia à penicilina poderão ser utilizados os macrólidos (eritromicina ou claritromicina). A associação com AINEs não parece estar indicada, uma vez que estes reduzem a quimiotaxia dos neutrófilos.
Nos casos mais graves ou extensos está indicado o tratamento em regime de internamento – penicilina G cristalina 2000000 UI e.v. 4/4 horas + flucloxacilina 1,5 g e.v. 6/6 horas ou, em caso de alergia à penicilina, clindamicina 600 mg 8/8 horas e.v. ou eritromicina 500 mg 6/6 horas e.v. Em situações complicadas, com bolhas, sufusão hemorrágica, necrose ou associadas a co-morbilidades, deve iniciar-se a terapêutica com Imipenem 500 mg 6/6 horas e.v. ou piperacilina/tazobactam 4,5 g 8/8 horas e.v. durante pelo menos 7-10 dias. Nestes casos, em face do risco acrescido de flebotrombose, deverá administrar-se terapêutica anticoagulante concomitante – enoxaparina 40 mg/dia s.c.
Simultaneamente há que tratar a porta de entrada (úlcera de perna, outra ferida, dermatofitia, etc.).
Nos doentes com erisipelas recidivantes dever-se-á fazer tratamento profiláctico com penicilina benzatínica 2400000 UI i.m. de 3/3 semanas, durante pelo menos 1-2 anos.

Dscn2604  180x180 - Diagnóstico (Mielodisplasias)

Diagnóstico (Mielodisplasias)

—> Sangue periférico com anemia, ou outras citopenias (na síndrome 5q- pode haver trombocitose), macrocitose, hipogranulação e hiposegmentação de neutrófilos, monocitose, blastos no sangue.
—> Medula óssea geralmente normo ou hipercelular com displasia e blastos; coloração para ferro necessária para avaliar sideroblastos.
—> Avalação de ferritina, B12 e folatos.
—> Estudo citogenético (cariótipo) de medula.