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Tratamento (Vasculites)

Nas vasculites de pequenos vasos, púrpura palpável ou vasculite leucocitoclásica, as formas mais frequentes da prática clínica diária, a terapêutica é essencialmente sintomática. Para além da eliminação, sempre que possível, do agente causal, o repouso é medida indispensável; na impossibilidade de repouso, deverá ser feita ligadura de contenção dos membros inferiores, já que na grande maioria dos casos as lesões predominam nesta localização.
A utilização de corticosteróides por via sistémica (0,5-1 mg/kg/dia) é de eficácia variável e a ponderar em cada caso. Estes medicamentos aliviam o edema e as dores da artrite, quando presente, mas podem atrasar a eliminação dos imunocomplexos responsáveis pelo processo inflamatório. De uma maneira geral, instituem-se nos quadros que evoluem progressivamente para vasculite sistémica, na angeíte de hipersensibilidade e nas vasculites associadas a doenças sistémicas, cujo tratamento de base é a corticoterapia. Em alguns casos os AINEs, em especial a indometacina, podem ter algum efeito.
Das vasculites dos vasos de maior calibre, abordaremos apenas o tratamento da vasculite nodular ou eritema duro de Bazin. Quando se demonstra haver correlação com tuberculose, o tratamento consiste, além do repouso, na administração de tuberculostáticos (terapêutica tripla), instituído em centros próprios, durante cerca de 1 ano.
Para as formas sem relação com tuberculose (idiopáticas), a terapêutica consiste em repouso e AINEs.

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Dermatoses Reaccionais

Dermatose reaccional é a denominação genérica adoptada para designar padrões morfológicos de lesões cutâneas, que se exprimem como resposta a uma multiplicidade de agentes químicos, infecciosos ou outros, os quais desencadeiam mecanismos fisiopatológicos, cujo órgão alvo é a pele.
A ocorrência de novos agentes infecciosos, a modificação do comportamento de alguns preexistentes, a criação de novas moléculas medicamentosas, o crescente consumo dos mesmos e a interacção dos medicamentos constituem um desafio permanente para os clínicos, confrontados com um significativo acréscimo do número de doentes com as patologias daí decorrentes e com o aparecimento de novos padrões de expressão cutânea.
A abordagem terapêutica correcta destas situações começa na identificação do quadro clínico, tomando em consideração dados semiológicos e cronológicos para individualizar e, sempre que possível, eliminar o agente indutor e, simultaneamente, instituir a terapêutica adequada.
Vasculite, urticária e paniculite nodular são alguns dos muitos quadros clínicos cutâneos desencadeados por agentes cuja natureza nem sempre é possível determinar. Quando o factor em causa é um medicamento, designa-se de toxidermia, de que se conhecem, para além dos anteriores, muitos outros padrões morfológicos, dos quais abordaremos apenas os mais frequentes ou graves.

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Nódulo Tiroideu

Os nódulos tiroideus (NT) não são uma doença em si, mas antes uma manifestação clínica de um amplo espectro de doenças tiroideias. E assim podem ser classificados de acordo com as suas características.
A patologia nodular da tiroideia tem uma incidência de cerca de 4-7% na população, sendo mais comum no sexo feminino, em idades mais avançadas, em áreas com défice de iodo e após exposição a radiação externa.
O risco de carcinoma em nódulos assintomáticos (não expostos a radiação) é de cerca de 4%.
Há factores clínicos que apontam para uma patologia nodular benigna ou sugerem poder tratar-se de uma patologia maligna.

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Contratura de Dupuytren

A contractura de Dupuytren caracteriza-se por uma lesão fibrosante nodular da aponevrose palmar. Produz contracturas dos dedos que conduzem à flexão das articulações MCF. A sua etiologia é desconhecida, ocorrendo sobretudo em homens acima dos 40 anos e parece haver uma forte predisposição genética. Pode surgir em profissões sujeitas a traumatismos repetidos (ferreiros) ou associar-se a várias doenças como a epilepsia, diabetes mellitus, o alcoolismo crónico e a doença pulmonar crónica.
Os sintomas iniciais consistem no aparecimento de um ou mais nódulos indolores, junto à face palmar das MCF dos 3.°, 4.°, ou 5.° dedos. O 4.° dedo é o mais frequentemente afetado. Os nódulos vão-se espessando, com aderência à pele, a qual se torna irregular e endurecida. Mais tarde surge a flexão irredutível dos dedos das mãos, mantendo-se os movimentos de flexão, mas não os de extensão. É indolor, sendo o grau de gravidade relacionado com a intensidade da retração e com a difusão das lesões da mão.
O exame objetivo pode revelar a presença de nódulos cutâneos palmares indolores. Pode haver uma pequena depressão na pele na zona do nódulo com bandas fasciais que se estendem distalmente e, por vezes, proximalmente ao nódulo. Estas bandas podem cruzar a MCV e a IFP mantendo o dedo contraído.
O diagnóstico é sempre exclusivamente clínico.

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Dedo em Gatilho ou Tenossinovite Nodular Estenosante

É um processo inflamatório da bainha sinovial do tendão flexor profundo do dedo com formação de nódulos tendinosos palpáveis, resultantes de hiperplasia estenosante da bainha sinovial, geralmente resultante de microtraumatismos repetidos. Afeta principalmente o 1.°, 3.° e 4.° dedos da mão.
É mais frequente em mulheres depois dos 40 anos, na diabetes e na artrite reumatoide.
O doente pode referir dor e sensação do dedo ficar bloqueado em flexão. A dor localiza-se habitualmente na articulação IFP (interfalângica proximal) dos dedos ou IF (interfalângica) do 1.° dedo. Por vezes existe um nódulo doloroso na região distal da palma da mão, ao nível da comissura de flexão distal.
O exame objetivo revela um nódulo doloroso palpável na palma da mão ao nível da comissura de flexão distai, sobreposto à articulação MCF (metacarpofalângica). O nódulo pode deslizar e o dedo pode bloquear durante a flexão e extensão do dedo afetado.
Geralmente o bloqueio é doloroso na IFP aquando da passagem da posição de flexão para a de extensão. Pode haver tumefacção fusiforme do dedo.

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Radiologia (Entidades Nosológicas)

Pode apresentar um envolvimento parenquimatoso difuso, grosseiramente nodular. As alterações predominam nos andares superiores. A TC demonstra nódulos múltiplos centrolobulares de 2-4 mm de diâmetro e áreas em vidro despolido. São visíveis alterações compatíveis com air trapping. Com a evolução da doença podem surgir lesões de fibrose pulmonar.