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Aulas de Radiologia 2 180x180 - Radiologia (Entidades Nosológicas)

Radiologia (Entidades Nosológicas)

Pode apresentar um envolvimento parenquimatoso difuso, grosseiramente nodular. As alterações predominam nos andares superiores. A TC demonstra nódulos múltiplos centrolobulares de 2-4 mm de diâmetro e áreas em vidro despolido. São visíveis alterações compatíveis com air trapping. Com a evolução da doença podem surgir lesões de fibrose pulmonar.

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Vasculites

As vasculites exprimem-se, do ponto de vista cutâneo, por grande polimorfismo de lesões decorrente, em cada caso, das características e localização do processo inflamatória e do calibre dos vasos envolvidos. Quando são afectados vasos de pequeno calibre, ao nível da derme superficial, as lesões são de “púrpura palpável” ou vasculite leucocitoclásica cuja causa pode ser infecciosa bacteriana (Streptococcus, Yersinia, BK) ou viral (HBV, HCV, CMV, EBV, VIH), medicamentosa (antibióticos P-lactâmicos, sulfonamidas, anti-AINEs tiazidas, vacinas, soros heterólogos, entre outros) ou associado a doenças neoplásicas; quando são atingidos vasos de maior calibre (como na periarterite nodosa, angeíte granulomatosa de Churg-Strauss, granulomatose de Wegener, arterite temporal de Horton, doença de Takayasu, vasculite nodular ou eritema duro de Bazin), cuja etiologia é desconhecida, pode traduzir-se por livedo reticular, nódulos subcutâneos ou ambos com evolução possível para necrose e ulceração. A excepção da vasculite nodular, que é habitualmente considerada uma reacção de hipersensibilidade à tuberculose, as outras situações são de etiologia desconhecida.
O processo inflamatório pode limitar-se às paredes dos vasos cutâneos ou envolver os tecidos circundantes como acontece nas vasculites com paniculite ou afectar outros órgãos, dando, assim, lugar a formas mais graves, as vasculites sistémicas.
Estas afecções são atribuíveis à presença de imunocomplexos circulantes que, por efeito de factores mecânicos, turbulência e ralentamento circulatórios, e da existência de receptores celulares específicos, se depositam nas paredes dos vasos, conduzindo ao processo inflamatório local e à necrose das células endoteliais.

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Radiologia (Vasculites)

Os infiltrados pulmonares difusos e opacidades em vidro despolido traduzem frequentemente a DAH, comum a todas elas.
Nas três patologias podem encontrar-se nódulos simples ou vários nódulos pulmonares com ou sem cavitação; infiltrados parenquimatosos focais; massas pulmonares; derrames pleurais; estenoses traqueais ou brônquicas (na granulomatose de Wegener). Na fase crónica podem ser evidentes lesões de fibrose e de destruição pulmonar.

foto de paciente com acne1 180x180 - Cirurgia da Acne Activa

Cirurgia da Acne Activa

Em todas as formas de acne poderá ser útil complementar o tratamento médico com algumas com técnicas cirúrgicas simples tais como a extracção dos comedões, drenagem de pústulas ou nódulos, as quais, embora não alterem a história natural da doença, são de benefício cosmético imediato para o doente.
Nas sequelas tardias da acne, nomeadamente cicatrizes deprimidas, podem ser utilizadas múltiplas modalidades terapêuticas, nomeadamente peelings, dermabrasão, fillers ou ressurfacing com laser de CO2. Nas cicatrizes recentes e eritematosas, o laser pulsado de contraste parece proporcionar alguns resultados. Em todas as técnicas deve-se, no entanto, assegurar de que não existem lesões activas há pelo menos 3 meses.

1 3 180x180 - Paniculites

Paniculites

São afecções que se traduzem por nódulos subcutâneos, com ou sem evidência de sinais inflamatórios locais, como resultado de alterações ao nível da hipoderme. As paniculites em que, para além do panículo dadiposo, também há atingimento das paredes dos vasos de médio e/ou de pequeno calibre, com vasculite, integram-se no respectivo grupo de patologias.
Das paniculites propriamente ditas salientam-se o eritema nodoso, a paniculite associada a doença pancreática, a paniculite lúpica, a sarcoidose e a doença de Weber-Christian.
De todas estas, merece relevância especial o eritema nodoso, que se caracteriza pela ocorrência de nódulos eritematosos, dolorosos, localizando-se preferencialmente nas regiões pré-tibiais, acompanhando-se frequentemente de febre, artralgias e impotência funcional, com tendência para a regressão em cerca de 3 a 6 semanas sem deixar cicatriz residual.
Conhece-se uma grande multiplicidade de factores desencadeantes, nomeadamente infecções bacterianas (em especial estreptocócicas e tuberculose), doenças virais (mononucleose infecciosa e hepatite B), micoses superficiais e profundas, doenças sistémicas associadas (sarcoidose, doença de Behçet e doenças inflamatórias do intestino) e medicamentos (sulfonamidas, anticoncepcionais e fármacos halogenados).

articolo guerri1 180x180 - Imagiologia (Nódulo Tiroideu)

Imagiologia (Nódulo Tiroideu)

— GGT:
• Cerca de 80% dos NT submetidos a cintigrafia aparecem como nódulos frios, destes apenas 5-10% destes são neoplasias.
• Os nódulos quentes correspondem a 3-20% dos NT e muito raramente são neoplasias.
• Assim, como a maioria dos NT são frios e destes apenas uma pequena percentagem é maligna, a utilidade da GGT no diagnóstico diferencial dos NT é limitada.
– Ecografia:
• Há algumas características ecográficas que podem sugerir tratar-se de uma patologia benigna ou maligna.
– Citologia:
• A citologia apresenta uma sensibilidade de 68 a 98% e uma especificidade que varia entre 72 a 100% (média: 92%) no diagnóstico de neoplasias da tiroideia. Esta técnica reduziu as tiroidectomias devido a nódulos frios e aumentou o número de neoplasias da tiroideia diagnosticadas, sendo o método de eleição para a avaliação dos NT.

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Aspectos Clínicos (Vasculites)

As vasculites manifestam-se geralmente por queixas sistémicas (febre, anorexia, perda de peso) associadas a disfunção do ou dos órgãos afetados. As manifestações clínicas mais comuns são a mono ou polineuropatia, a glomerulonefrite, a HTA, a isquemia intestinal, os infiltrados ou nódulos pulmonares, as lesões cutâneas, a gangrena das extremidades e a artrite.

Originaler Finkelstein Test 180x180 - Dedo em Gatilho ou Tenossinovite Nodular Estenosante

Dedo em Gatilho ou Tenossinovite Nodular Estenosante

É um processo inflamatório da bainha sinovial do tendão flexor profundo do dedo com formação de nódulos tendinosos palpáveis, resultantes de hiperplasia estenosante da bainha sinovial, geralmente resultante de microtraumatismos repetidos. Afeta principalmente o 1.°, 3.° e 4.° dedos da mão.
É mais frequente em mulheres depois dos 40 anos, na diabetes e na artrite reumatoide.
O doente pode referir dor e sensação do dedo ficar bloqueado em flexão. A dor localiza-se habitualmente na articulação IFP (interfalângica proximal) dos dedos ou IF (interfalângica) do 1.° dedo. Por vezes existe um nódulo doloroso na região distal da palma da mão, ao nível da comissura de flexão distal.
O exame objetivo revela um nódulo doloroso palpável na palma da mão ao nível da comissura de flexão distai, sobreposto à articulação MCF (metacarpofalângica). O nódulo pode deslizar e o dedo pode bloquear durante a flexão e extensão do dedo afetado.
Geralmente o bloqueio é doloroso na IFP aquando da passagem da posição de flexão para a de extensão. Pode haver tumefacção fusiforme do dedo.

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Quadro Clínico Sumário e Diagnóstico

A doença inicia-se geralmente por envolvimento simétrico, progressivo ou abrupto das pequenas articulações das mãos ou dos pés, com dor, edema e incapacidade funcional. As articulações mais frequentemente atingidas são a 2ª e 3ª metacarpofalângicas, as interfalângicas proximais das mãos, e a articulação do punho. Os doentes queixam-se de dor, de predomínio matinal, com rigidez articular acentuada, habitualmente superior a 60 minutos.
É habitual na doença inicial a ocorrência de fadiga, de emagrecimento e de mal-estar generalizado. Por vezes ocorre febre.
As articulações interfalângicas distais das mãos e pés não se encontram habitualmente envolvidas nesta situação clínica. É frequente a deteção de inflamação nas bainhas sinoviais dos tendões flexores e extensores das mãos e pés. Os nódulos reumatoides surgem em cerca de 1/3 dos casos, habitualmente ao nível dos cotovelos.
Após meses a anos de doença surgem as deformações típicas da AR, como o desvio cubital dos dedos das mãos, deformações características dos dedos (em colo de cisne e em botoeira), deformações secundárias a ruturas dos tendões, etc.
Podem ocorrer complicações extra-articulares, sobretudo na doença mais grave, não tratada ou incorretamente tratada, como úlceras cutâneas por vasculite, neuropatia periférica, adenopatias, complicações oftalmológicas, e outras.
O diagnóstico da AR é essencialmente clínico, sendo efetuado através da colheita da história clínica do doente e do seu exame objetivo.
Não existe nenhum exame laboratorial ou imagiológico que seja patognomónico ou indispensável para o diagnóstico desta situação. Os exames complementares podem, contudo, em certas circunstâncias, ser extremamente úteis, como auxiliares diagnósticos, sobretudo quando surgem algumas dúvidas no diagnóstico diferencial.
As alterações laboratoriais associadas à AR são relativamente inespecíficas. Assim, a ocorrência de anemia, de VS e PCR elevada, surge em múltiplas situações distintas da AR. Os fatores reumatóides podem também ser detetados no soro de indivíduos normais, pelo que a sua presença não significa que estejamos, necessariamente, na presença de uma situação patológica. Recentemente tem sido utilizado um outro marcador biológico mais específico da AR, útil para o diagnóstico: o anticorpo antipéptidos citrulinados (anticorpos anti-CCP).
Os exames radiológicos podem auxiliar no diagnóstico e na monitorização da terapêutica.
Permitem detetar a presença de doença cervical e o grau de destruição articular periférico.

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Radiologia (Pneumonia Intersticial Linfóide)

Encontram-se alterações em vidro despolido e nódulos mal definidos centrolobulares. Podem surgir pequenas imagens quísticas e linfadenopatias hilares e mediastínicas.