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dsc 4749 180x180 - Tratamento (Oclusão Arterial)

Tratamento (Oclusão Arterial)

– A dilatação dos vasos retinianos pela inalação de dióxido de carbono pode ser tentada.
Esta medida permite que a oclusão se desloque para um vaso mais periférico e, assim, se reduza a área da retina afectada.
– A anticoagulação pode impedir a formação de novos coágulos. As hemorragias intra-oculares podem reabsorver e a visão pode melhorar.
-A redução farmacológica da pressão intraocular ou mecânica (punção da câmara anterior para remoção de humor aquoso) pode permitir reverter a oclusão vascular.

Bellspalsy 180x180 - Paralisia de Bell (Paralisia Facial Idiopática)

Paralisia de Bell (Paralisia Facial Idiopática)

Paralisia facial de etiologia desconhecida, provavelmente de origem viral. Habitualmente de bom prognóstico, espera-se uma recuperação total em 85% dos casos. Deve iniciar-se terapêutica com prednisolona oral nas primeiras 24 horas após o início do quadro.
É essencial a protecção do olho com lágrima artificial, oclusão nocturna e se necessário tarsorrafia, para evitar queratite. Esta entidade deve ser aceite como diagnóstico de exclusão, depois de eliminadas todas as outras causas de paralisia facial.

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Sintomas (Oclusão Arterial)

Visão enevoada ou perda de visão total ou parcial de instalação súbita.

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Tratamento (Dermite Seborreica)

– Criança – na DS do couro cabeludo é, em geral, suficiente a aplicação de óleos minerais ou vegetais ou queratolíticos fracos (1% ácido salicílico+1% enxofre), antes da lavagem com champô suave; a DS da área das fraldas é controlada pela evicção e/ou mudança frequente das mesmas; nos casos mais graves podem usar-se corticosteróides fracos durante períodos curtos (>absorção sistémica pela humidade e oclusão) eventualmente em associação a preparados com nistatina, dada a colonização frequente por Cândida albicans; nas lesões generalizadas da infância pode aplicar-se, se necessário e durante os períodos de agudização, creme de hidrocortisona a 1%.
– Adulto
• Couro cabeludo – nos casos de pitiríase capitis simples, a lavagem com champôs apropriados, 2-3xsemana é habitualmente suficiente para controlo da situação – champôs contendo imidazóis (cetoconazol, sertaconazol, bifonazol ou outros), sulfureto de selénio, piritionato de zinco, ciclopiroxolamina ou alcatrão. Nas formas mais intensas, para além dos champôs, está indicada a aplicação prévia de loções contendo antifúngicos e/ou queratolíticos, ou a aplicação subsequente de loções de corticosteróide de média potência. A terapêutica deve ser mais frequente na fase inicial, devendo, após o controlo da doença, reduzir-se a frequência e mantendo o tratamento 1-2xsemana em continuidade.
• Face e tronco – os antifúngicos tópicos (imidazóis, piritionato de zinco, ciclopiroxolamina) constituem o tratamento base da DS nestas áreas, devendo ser aplicados 1-2xdia. Nos casos mais inflamatórios, podem associar-se corticosteróides de média/fraca potência, por períodos limitados. Os inibidores da calcineurina (tacrolimus e pimecrolimus) vêm sendo utilizados com alguma frequência nesta situação, com sucesso – têm acção inibidora sobre a Malassezia demonstrada in vitro, e não têm os efeitos acessórios locais dos corticosteróides.
• Nas pregas podem utilizar-se cremes corticosteróides de fraca potência por períodos limitadas (8-10 dias), mantendo subsequentemente as lesões controladas mediante a aplicação de linimento de óxido de zinco (óleo de zinco) ou cremes contendo cobre e zinco (Cu-Zn).
• Terapêutica sistémica – em casos particularmente exuberantes de DS difíceis de controlar apenas com a terapêutica tópica, pode justificar-se a terapêutica sistémica antifúngica, em especial com itraconazol, 100 mg/dia, durante 2-3 semanas. De igual modo, a isotretinoína oral em baixas doses (0,1-0,2 mg/kg/dia) reduz a secreção sebácea, contribuindo indirectamente para a redução da Malassezia e melhoria do quadro clínico. Com este fármaco há, contudo, que ter em atenção os eventuais efeitos acessórios, particularmente no sexo feminino no que respeita à prevenção da gravidez.

Ileus2 180x180 - Oclusão Intestinal (Cuidados Paliativos)

Oclusão Intestinal (Cuidados Paliativos)

A oclusão intestinal requer analgésicos como a morfina – fármaco mais eficaz no controlo da dor contínua – e associadamente a butilescopolamina no controlo da dor tipo cólica. Dos antieméticos, a metoclopramida não deve ser usada; é gastrocinética, aumentando a dor abdominal, e pode levar a perfuração intestinal ou à formação de fístulas (aumenta o peristaltismo); o haloperidol é o tratamento de 1ª linha. Se a oclusão for ao nível do cólon, o tratamento passa sempre pela cirurgia, tendo indicação para ser operado de urgência (ressecção) se o estado do doente o permitir; nos casos de grande volume tumoral, a derivação ou a colostomia serão as melhores soluções. Se o doente não tolerar a cirurgia, a terapêutica paliativa farmacológica, a terapêutica endoscópica com laser e/ou com árgon plasma (cólon esquerdo ou recto) ou a prótese (cólon esquerdo ou recto) devem ser consideradas.

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Identificação Clínica do tipo de AVC

– Identificação clínica do tipo de AVC – deve procurar distinguir-se entre AVC hemorrágico (hematoma intracerebral) e isquémico, e nestes os que são potencialmente devidos a cardioembolismo, estenose/oclusão carotídea e a dissecção arterial. Sugerem AVC hemorrágico: início durante atividade, cefaleias, vómitos e sonolência ou coma desde o início e agravamento clínico nas primeiras horas. Os valores tensionais estão em regra muito elevados. Certas apresentações clínicas são bastante típicas: hemiplegia com desvio oculocefálico conjugado para o lado oposto indica hematoma cerebral profundo; coma com miose sugere hematoma da protuberância; desequilíbrio, ataxia e vómitos podem indicar hematoma do cerebelo. No entanto, a distinção segura entre AVC isquémico e hemorrágico depende da realização de TC. Antecedentes de cardiopatia potencialmente embolígena, sopro cardíaco, pulso arrítmico, instalação em atividade com defeito máximo no início, sintomas simultâneos em mais do que um território vascular, defeito cortical isolado como afasia ou hemianopsia, ou défices que regridem muito rapidamente são muito sugestivos de embolia de origem cardíaca. Antecedentes de doença coronária ou vascular periférica, ou de AIT, em especial se no mesmo território do episódio atual, ou um sopro carotídeo, podem indicar estarmos perante um AVC relacionado com uma estenose carotídea. História de traumatismo craniano ou cervical, dor cervical ou o achado de uma síndrome de Horner devem fazer pensar em dissecção. Uma melhoria rápida sugere que se vai tratar de um AIT, uma vez que a maioria destes regride em menos de 2-3 horas.