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Rosacea 180x180 - Rosácea

Rosácea

A rosácea é um padrão de reacção cutânea, constituída por eritema congestivo da face localizado sobretudo na sua parte média, nomeadamente inter e supraciliar, nariz, regiões genianas e mento. Caracteriza-se pela evolução em diferentes estádios – eritematotelangiectásico, pápulo-pustuloso e fimatoso, ocasionalmente não sequenciais. Estes estádios evolutivos, juntamente com o possível atingimento ocular, permitem definir os quatro tipos principais de rosácea: rosácia eritemato-telangiectásica pápulo-pustulosa, fimatosa e ocular.

DSCN8476 180x180 - Mucosite

Mucosite

A inflamação das mucosas é uma complicação frequente em quimioterapia. Todas podem ser afectadas: gastrintestinal, genital, urológica, respiratória, ocular.
A mais frequente e intensamente afectada é a do tracto gastrintestinal.
A estomatite (inflamação da mucosa oral) pode ser muito limitante, chegando a constituir quadros graves traduzidos em dor intensa que pode impedir de forma total a alimentação.
Minimiza-se a sua ocorrência mantendo-se uma higiene oral adequada e bom estado de nutrição; a crioterapia (mastigar cubos de gelo enquanto se administra a quimioterapia) também tem sido usada em alguns regimes nomeadamente com 5-FU em bolus. Uma vez instalado o quadro, podem-se usar dois tipos de agentes: higienizadores e analgésicos. Os agentes mais comuns de higiene oral deverão ser evitados já que a maior parte dos que estão disponíveis são muito irritantes para a mucosa oral; preferir clorexidina, eventualmente diluída, para minimizar o incómodo que o bochecho pode provocar; o bicarbonato de sódio tem a mesma função. Como analgésicos podem-se usar agentes referidos como cicatrizantes como o sucralfate ou antiácidos, anestésicos tópicos como lidocaína viscosa ou ainda analgésicos sistémicos (AINEs ou mesmo opiáceos). O uso de antimicrobianos está dependente de existir ou não infecção concomitante; em tratamento de leucemia ou em transplantação é frequente a reactivação de herpes simplex tipo I contribuir para a lesão das mucosas, estando preconizado o uso de aciclovir em profilaxia ou tratamento.
Outra manifestação de mucosite do tracto gastrintestinal é a diarreia, de intensidade variável. O controlo sintomático passa por: adaptação dietética, eventual reequilíbrio hidroelectrolítico, obstipantes (loperamida, codeína – não devem ser usados durante mais de 24 horas se não tiver sido excluída infecção); octreótido pode ser útil em casos mais graves e prolongados; a atropina ou escopolamina devem ser reservados para quadros também intensos e dolorosos (cólicas).

oftalmologia 1 180x180 - Emergências em Oftalmologia

Emergências em Oftalmologia

As emergências em Oftalmologia incluem:
– Lesões químicas. Nas queimaduras com ácidos, a turvação da córnea habitualmente desaparece, havendo fortes probabilidades de uma recuperação total. As substâncias alcalinas, como o hidróxido de sódio, apresentam riscos elevados de lesão permanente da córnea. Podem continuar a ocorrer danos apesar do tratamento imediato.
– Corpos estranhos. As lesões podem ser limitadas à conjuntiva e córnea ou podem afectar a esclerótica. Uma dor persistente e um olho vermelho indicam ser necessário procurar uma observação especializada. Um corpo estranho pode ser uma ameaça à visão se o objecto penetrar o globo, danificar a córnea ou o cristalino.
– Olho negro. Resulta, habitualmente, de um trauma directo da face ou do globo ocular.
Alguns tipos de fracturas do crânio podem causar hematomas periorbitários, mesmo na ausência de trauma ocular directo. Este tipo de hematoma resolve, habitualmente ao fim de 2 semanas. Com frequência, esta lesão acompanha-se de edema palpebral.
Por vezes, pode ocorrer uma lesão ocular grave. Hemorragias intra-oculares recorrentes podem causar diminuição da visão, glaucoma ou lesão da córnea.

oftalmologia 180x180 - Medidas Iniciais (Emergências em Oftalmologia)

Medidas Iniciais (Emergências em Oftalmologia)

– Corpo estranho – com frequência, o globo ocular é capaz de eliminar objectos de pequenas dimensões através do pestanejar e do lacrimejo. Se tal não acontecer:
1) Não esfregar os olhos. Lavar as mãos antes de examinar os olhos.
2) Examinar o olho afectado numa área bem iluminada. Para localizar um corpo estranho, pedir ao doente para olhar para cima, para baixo e para ambos os lados.
3) Se não resultar, puxar a pálpebra inferior para baixo para expor a prega entre a pálpebra e o olho. Se necessário, puxar para cima a pálpebra superior.
4) Se o corpo estranho estiver visível numa das pálpebras, tentar removê-lo com água corrente ou com um cotonete de algodão.
5) Se o corpo estranho estiver incrustrado no globo, cubrir o olho com um penso estéril ou com um pano limpo. Não tentar remover o objecto. Procurar apoio especializado.
6) Se o corpo estranho não for identificado ou se for removido, mas o desconforto ou a visão turva persistirem, cobrir o olho com um penso estéril ou com um pano limpo. Procurar apoio especializado.
– Objecto incrustado no globo ocular:
1) Não o remover. Não tocar nem exercer qualquer tipo de pressão.
2) Acalmar e tranquilizar o doente.
3) Cobrir o olho e procurar apoio especializado.
– Queimadura térmica:
1) Rodar a cabeça do doente de modo a que o olho afectado fique de lado e para baixo. Mantendo a pálpebra aberta, fazer correr água abundantemente durante 15 minutos ou até chegar apoio especializado. Pode ser necessário forçar a abertura dos olhos.
2) Se ambos os olhos estiverem afectados, ou se o produto químico estiver noutras partes do corpo, colocar o doente num chuveiro.
3) Remover lentes de contacto – mas apenas após a lavagem com água.
4) Cobrir ambos os olhos (mesmo se apenas um dos olhos estiver afectado) com um penso estéril e evitar o contacto com os olhos.
– Queimadura térmica:
1) Irrigar os olhos com água fresca para reduzir o edema e aliviar a dor.
2) Aplicar uma compressa fria sem exercer pressão.
3) Se a visão estiver afectada, procurar apoio especializado.
– Lesões cortantes ou contusas:
1) Se o globo ocular foi atingido, procurar apoio especializado imediatamente.
2) Aplicar Compressas frias suavemente para reduzir o edema e ajudar a parar eventuais hemorragias. Não exercer pressão.
3) Se existir hemorragia proveniente do globo ocular, cobrir ambos os olhos e procurar apoio especializado imediatamente.
– Erosões da córnea:
1) Não exercer pressão.
2) Procurar apoio especializado.

6686290 xxl 180x180 - Recomendações Finais

Recomendações Finais

As seguintes recomendações são extremamente valiosas no diagnóstico e abordagem das condições clínicas associadas ao olho vermelho:
— Quando o processo é unilateral e surge acompanhado de vómitos, deve-se considerar o diagnóstico de glaucoma agudo.
— As conjuntivites virais são extremamente contagiosas e os médicos devem ter o máximo cuidado de modo a não a transmitirem a si próprios ou a outros doentes. Neste casos, nunca se deve prescrever um corticosteróide tópico ou um anestésico.
— Uma lesão da córnea que cora pela fluoresceína ou qualquer alteração da transparência da córnea exigem uma observação especializada.
— Dor ocular intensa ou uma diminuição da acuidade visual em associação com um olho vermelho exigem a atenção imediata de um médico oftalmologista, bem como qualquer infiltrado da córnea ou a presença de pus no interior do globo ocular (hipópio). Nestes casos, o médico não deve apenas recomendar a observação especializada, mas deve garantir a sua pronta transferência para um serviço de Oftalmologia.

saude oftalmologia jundiai 02 180x180 - Exame Oftalmológico Essencial (Oclusão Arterial)

Exame Oftalmológico Essencial (Oclusão Arterial)

— Acuidade visual.
— Estudo da retracção.
— Avaliação da visão cromática.
— Estudo da motilidade ocular.
— Estudo dos reflexos pupilares.
— Biomicroscopia.
— Tonometria.
— Oftalmoloscopia.
— Ecografia.
— Retinografia.

vermelho 180x180 - Sinais e Sintomas (Glaucoma Agudo)

Sinais e Sintomas (Glaucoma Agudo)

– Dor ocular ou frontal intensa.
– Visão enevoada ou halos.
– Esclerótica vermelha.
– Córnea turva.
– Pupila dilatada e não reactiva.
– Globo ocular duro à pressão.
– Náuseas e vómitos.
– Dor abdominal (não específica).
O aumento da pressão intra-ocular, devido a maior produção de humor aquoso ou menor drenagem, pode provocar:
– Edema da córnea.
– Paralisia do esfíncter da pupila.
– Degenerescência do nervo óptico.
– Eventual cegueira.

dr RENATO BRAZ DIAS 180x180 - Chame o Médico Oftalmologista (Emergências em Oftalmologia)

Chame o Médico Oftalmologista (Emergências em Oftalmologia)

– Um trauma ocular for grave.
– Qualquer produto químico atingiu os olhos do doente.
– A córnea for atingida.
– Persistir dor ocular.
– Existirem problemas de visão.

médico oftamologista 180x180 - Diagnóstico (Olho Vermelho)

Diagnóstico (Olho Vermelho)

– Acuidade visual.
– Estudo das pupilas.
– Avaliação dos campos visuais por confrontação.
– Estudo da motilidade ocular.
– Biomicroscopia com fluoresceína.
– Eversão palpebral.
– Oftalmoscopia.
– Tonometria.

episclerite 180x180 - Etiologia (Olho Vermelho)

Etiologia (Olho Vermelho)

Pode ser causado por qualquer condição ocular. Trata-se de um quadro frequentemente benigno, mas pode associar-se a doença sistémica. Pode, também, resultar de um processo infeccioso:
– Bacteriana – secreção mucopurulenta.
– Viral – secreção aquosa ou nenhuma, prurido.
Ou surgir no contexto de um trauma:
– Erosão da córnea.
– Hemorragia conjuntival.
– Corpos estranhos.