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Outros órgãos e sistemas (Complicações da RT)

Ao nível do olho e anexos, dependendo da dose e volume irradiados, a RT pode provocar lesões no cristalino, aparelho lacrimal, retina ou nervo óptico, com alterações na pressão intra-ocular, cataratas, xeroftalmia ou alterações nos campos visuais.
As alterações sobre o aparelho auditivo incluem tinnitus, perda de acuidade auditiva, sendo estes efeitos mais notáveis quando há combinação com citostáticos com ototoxicidade (por exemplo, cisplatina).
A irradiação de neoplasias do pescoço ou mediastino poderá levar a défices hormonais progressivos pela irradiação da tiróide, devendo ser efectuada uma vigilância adequada com a instituição precoce do tratamento de substituição; é frequente o aparecimento de hipotiroidismo subclínico, revelado por TSH elevada, que importa tratar.
Os efeitos sobre o coração podem variar dependendo da dose e volume de miocárdio irradiado e da eventual combinação de drogas cardiotóxicas e incluem pericardite, derrame pericárdico, fibrose do miocárdio, doença isquémica, redução de volume ventricular esquerdo secundária a cardiomiopatia e lesões valvulares. Estes efeitos são raros, mas dependem também de idade e consumo de tabaco.
A irradiação pulmonar pode provocar alterações na elasticidade do órgão, com redução da compliance e capacidade de difusão, levando progressivamente a doença restritiva, se forem irradiados volumes muito extensos.

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Recomendações Finais

As seguintes recomendações são extremamente valiosas no diagnóstico e abordagem das condições clínicas associadas ao olho vermelho:
— Quando o processo é unilateral e surge acompanhado de vómitos, deve-se considerar o diagnóstico de glaucoma agudo.
— As conjuntivites virais são extremamente contagiosas e os médicos devem ter o máximo cuidado de modo a não a transmitirem a si próprios ou a outros doentes. Neste casos, nunca se deve prescrever um corticosteróide tópico ou um anestésico.
— Uma lesão da córnea que cora pela fluoresceína ou qualquer alteração da transparência da córnea exigem uma observação especializada.
— Dor ocular intensa ou uma diminuição da acuidade visual em associação com um olho vermelho exigem a atenção imediata de um médico oftalmologista, bem como qualquer infiltrado da córnea ou a presença de pus no interior do globo ocular (hipópio). Nestes casos, o médico não deve apenas recomendar a observação especializada, mas deve garantir a sua pronta transferência para um serviço de Oftalmologia.

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Tratamento (Glaucoma Agudo)

Os objectivos são diminuir rapidamente a pressão intra-ocular e prevenir um episódio idêntico no outro olho.
– Diminuir a produção de humor aquoso:
• Inibidores da anidrase carbónica (acetazolamida).
• Bloqueantes (timolol, betaxolol) – diminuem a produção de humor aquoso aumentam a drenagem.
• Diminuir o volume intra-ocular – agentes hiperosmóticos (manitol, glicerol).
Aumentam a osmolaridade plasmática rapidamente e induzem um gradiente osmótico entre o plasma e os fluidos oculares.
A água move-se do globo ocular para o plasma diminuindo o volume intra-ocular
– Diminuir o diâmetro pupilar:
• Agentes colinérgicos (pilocarpina)-mióticos (causam contracção da pupila). Determinam abertura do ângulo e maior drenagem. Em casos de isquemia pupilar devido a bloqueio pupilar, os agentes colinérgicos podem agravar a condição, uma vez que a pupila não contrai e o cristalino desloca-se para a frente.
– Deslocar o cristalino para trás:
• Posição supina – a gravidade desloca o cristalino para trás, podendo aliviar o bloqueio pupilar.

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Sintomas (Uveíte)

Estes sintomas podem surgir rapidamente:
– Olho vermelho.
– Dor, ardor, prurido e secreção.
– Visão turva.
– Sensibilidade à luz.
– Manchas escuras e flutuantes.
– Pupilas pequenas.

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Tratamento (Olho Vermelho)

— Dirigido à etiologia.
— Distinguir entre erosão da córnea e úlcera.
— A maioria das abrasões cicatriza com ou sem oclusão; as úlceras podem agravar e perfurar, mesmo com oclusão.
— Nunca ocluir um olho com risco elevado de infecção (portadores de lentes de contacto, erosões causadas por ramos de árvore ou plantas, unhas).
— Não transmitir a infecção de um olho para o outro.
— Trauma ou uveíte: excluir corpo estranho intra-ocular.

Consultar oftalmologista se:
– Dacriocistite.
– Úlcera da córnea.
– Esclerite.
– Glaucoma de ângulo fechado.
– Uveíte.
– Proptose.
– Celulite orbitaria.
– Perda de visão.
– Diagnóstico incerto.

médico oftamologista 180x180 - Diagnóstico (Olho Vermelho)

Diagnóstico (Olho Vermelho)

– Acuidade visual.
– Estudo das pupilas.
– Avaliação dos campos visuais por confrontação.
– Estudo da motilidade ocular.
– Biomicroscopia com fluoresceína.
– Eversão palpebral.
– Oftalmoscopia.
– Tonometria.

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Etiologia (Olho Vermelho)

Pode ser causado por qualquer condição ocular. Trata-se de um quadro frequentemente benigno, mas pode associar-se a doença sistémica. Pode, também, resultar de um processo infeccioso:
– Bacteriana – secreção mucopurulenta.
– Viral – secreção aquosa ou nenhuma, prurido.
Ou surgir no contexto de um trauma:
– Erosão da córnea.
– Hemorragia conjuntival.
– Corpos estranhos.

vermelho 180x180 - Olho Vermelho

Olho Vermelho

Forma mais comum e inespecífica de apresentação das mais variadas perturbações oculares, desde as mais banais às potencialmente devastadoras. Como regra, é importante considerar o olho vermelho como sinal de doença ocular importante, sobretudo se acompanhado de dor ou diminuição da acuidade visual.