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Diagnóstico (Isosporiose)

Baseia-se na demonstração de oocistos nas fezes de doentes sintomáticos, de preferência a fresco ou em esfregaços corados pelo método de Ziehl-Nielssen, embora esteja descrita a utilidade da auramina 1351 e da imunofluorescência como métodos de diagnóstico alternativos. A carga parasitária nas fezes é geralmente baixa, pelo que é útil realizar a pesquisa num mínimo de três amostras seriadas. A biopsia do intestino delgado ou grosso pode revelar a presença de formas de oocistos ou de formas evolutivas do parasita.

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Criptosporidiose

Causada por Cryptosporidium parvum parvum (parasita intracelular de várias espécies de vertebrados) e C. parvum hominis (apenas detectado em humanos). Os oocistos existentes no ambiente constituem uma forma não reprodutiva altamente resistente às condições ambientais, incluindo o tratamento com agentes clorados. A dose de oocistos necessária para originar infecção é baixa. A infecção é transmitida por veículo comum, geralmente através de alimentos ou água contaminada, incluindo a de piscinas.
A infecção é mais frequente nos meses quentes. O ciclo parasitário inicia-se no hospedeiro, sendo os trofozoítos e os merontes as formas do ciclo assexuado detectáveis nas células do epitélio intestinal. Os merozoítos libertados para o lume intestinal podem iniciar um ciclo sexuado produtor de novos oocistos, que podem manter a auto-infecção (oocistos de parede fina) ou ser disseminados para o ambiente através das fezes (oocistos de parede espessa). O Cryptosporidium pode ser o agente responsável em, pelo menos, 8% dos casos de diarreia em doentes com SIDA em Portugal.

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Diagnóstico (Criptosporidiose)

Baseia-se na demonstração dos oocistos nas fezes, através das colorações de Giemsa, Ziehl-Nielssen modificado ou hematoxilina-eosina. Quando disponível, a imunofluorescência directa é o método mais sensível. Estão disponíveis testes de biologia molecular com elevada sensibilidade e especificidade para a detecção do Cryptosporidium em meios biológicos.

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Diagnóstico (Ciclosporidiose)

O diagnóstico baseia-se na demonstração de oocistos nas fezes por intermédio da coloração de Ziehl-Nielssen modificada, estando também disponíveis métodos de imunofluorescência directa e de PCR, embora não esteja avaliado o valor diagnóstico comparativo entre eles.

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Ciclosporidiose

Cyclospora cayetanensis é um protozoário taxonomicamente relacionado com isospora, descrito como patogénico para o homem a partir de 1977 e responsável por surtos de diarreia em doentes com infecção por VIH, relatados inicialmente nos E.U.A. e Canadá a partir de 1995 e, posteriormente, em muitas outras regiões. Os oocistos resultantes do ciclo sexuado decorrido no hospedeiro humano são libertados pelas fezes e necessitam de esporular para se tornar infectantes. Os esporos que persistem no ambiente são muito resistentes aos agentes físicos. A transmissão ocorre por ingestão de alimentos ou água contaminada, sendo a sua aquisição mais frequente durante os meses mais quentes.

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Tratamento (Isosporiose)

Deve ser dada atenção particular à hidratação e nutrição dos doentes. O diagnóstico de isosporiose impõe o início de TARV, tão precocemente quanto a situação clínica (diarreia) e a tolerância do doente o permitirem, no sentido de melhorar a probabilidade de erradicação dos oocistos e de reduzir o risco de recidivas.
—> Esquema preferencial – co-trimoxazol, 960 mg 6/6 horas p.o. durante 10 dias.
—> Esquemas alternativos:
• Pirimetamina 75 mg/dia, p.o., associada ao ácido folínico, 15 mg/dia, p.o., durante 3-4 semanas.
• Ciprofloxacina 500 mg/2xdia p.o., durante 7 dias.