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colite 1 180x180 - Colite esquerda

Colite esquerda

A terapêutica tópica com 4 g de messalazina constitui o tratamento de 1.ª linha. A junção de supositórios de messalazina pode ser necessária nalguns doentes, bem assim como formas orais de libertação preferencial no cólon; de notar, contudo, que as formas orais são menos eficazes e mais lentas no seu modo de actuação, em relação às formas tópicas. Existe correlação directa entre a dose e a eficácia da messalazina oral.
A terapêutica combinada de messalazina oral e tópica é superior em eficácia em relação à messalazina oral isoladamente, tanto na indução como na manutenção de remissão.
Os doentes intolerantes ou com resposta inadequada aos aminossalicilatos, podem necessitar de corticoterapia, preferencialmente na forma tópica, para indução de remissão.
A corticoterapia não é eficaz na manutenção da remissão.

1 1 180x180 - Doença de Behçet (Vasculites)

Doença de Behçet (Vasculites)

-> Doença de Behçet – o controlo das ulcerações orais e genitais, bem como de algumas manifestações cutâneas consegue-se com administração de colchicina na dose de 1-2 mg/dia. Podem usar-se os corticóides tópicos ou solução de tetraciclina no tratamento da aftose oral. Os AINEs utilizam-se no controlo da febre e da artrite. No caso de envolvimento mucocutâneo mais grave, utilizam-se corticóides (10-15 mg/dia), dapsona, azatioprina, ciclosporina ou talidomida. No caso de uveíte ou vasculite grave, os doentes devem ser tratados com imunossupressores (clorambucil 0,1 mg/kg, ciclosporina em doses altas 5-10 mg/kg ou ciclofosfamida).

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Melasma

O melasma corresponde ao aumento da pigmentação, localizado sobretudo nas áreas frontal e geniana. Atinge principalmente grávidas ou mulheres a tomar anticoncepcionais orais. Pode subdividir-se o melasma em epidérmico, com hipermelanose das camadas basal e suprabasais, e dérmico, no qual os melanófagos se localizam na derme superficial. O primeiro tem tom castanho-caramelo e é acentuado pela luz de Wood (UVA), enquanto no dérmico, de tom azulado, esta luz não intensifica a cor. Os pacientes com melasma epidérmico respondem melhor a tratamentos com despigmentantes, enquanto no melasma dérmico, o objectivo é eliminar o pigmento via transporte pelos macrófagos, pois aquele não está acessível às substâncias despigmentantes.

eat healthy when you have type 2 diabetes 0 180x180 - LADA (Latent Autoimune Diabetes Of The Adult)

LADA (Latent Autoimune Diabetes Of The Adult)

Caracteriza-se por uma apresentação arrastada e um início subagudo, ocorrendo normalmente em indivíduos com menos de 35 anos, não obesos, com auto-anticorpos positivos (GAD), tratados com dieta e antidiabéticos orais durante anos, e que progride para insulinoterapia.

Imagem4 180x180 - Terapêuticas Orais (Disfunção Eréctil)

Terapêuticas Orais (Disfunção Eréctil)

São três os fármacos inibidores da 5-fosfodiesterase comercializados: o sildenafil (Viagra), o tadalafil (Cialis) e o vardenafil (Levitra). A 5-fosfodiesterase é uma enzima existente nas fibras musculares lisas do pénis que tem como função anular a acção miorelaxante do GMPc, libertado por acção do óxido nítrico que os estímulos eróticos geram no tecido cavernoso. Este tipo de medicamentos, ao inibir a 5-fosfodiesterase, permite potenciar a acção do GMPc, obtendo melhores erecções.
Qualquer desses medicamentos deve ser tomado cerca de uma hora antes do início da actividade sexual. Os preliminares eróticos devem ser estimulados. A duração do efeito vasoactivo do fármaco dura cerca de 4 a 6 horas e, no caso do tadalafil, mais de 24 horas. Isso não significa que a erecção dure esse tempo, mas sim que, durante esse intervalo de tempo, é mais fácil obter uma erecção. Os estudos clínicos realizados mostram uma eficácia clínica global entre 70-80%. É particularmente eficaz nas situações de insuficiência arterial ligeira ou moderada. Nos casos de insuficiência veno-oclusiva, lesão miocavernosa e lesão neurológica periférica – situação típica da diabetes – a sua eficácia pode ser bastante reduzida, não ultrapassando 30-50%. Os efeitos colaterais mais frequentemente referidos são cefaleias (10-15%), rubor (10-20%) e dispepsia (10%). Muito raramente (2%) podem provocar alteração da percepção da visão das cores e um aumento da sensibilidade à luz. Está absolutamente contra- -indicado a administração deste tipo de medicamentos nos doentes a fazer terapêutica cardíaca com nitratos, sob qualquer forma. São também contra-indicações absolutas a angina instável, o AVC e o enfarte do miocárdio recentes, a retinite pigmentosa e a insuficiência hepática grave.
O único fármaco dopaminomimético para o tratamento da DE é a apomorfina (Uprima).
Surgido em 2000, deixou de estar comercializado em 2004, pelo menos no nosso país.
A estrutura química da apomorfina é similar à da dopamina, uma catecolamina que determina a libertação da prolactina e da hormona do crescimento, e que regula o comportamento emocional e a função eréctil. A apomorfina tem uma acção ao nível dos receptores da dopamina do SNC, estimulando a produção do óxido nítrico nos corpos dos neurónios hipotalâmicos, o que vai fazer activar os neurónios autónomos descendentes, parassimpáticos, que contribuem para o mecanismo da erecção peniana. A eficácia clínica global é de cerca de 60-70%. As doses recomendadas são 2 ou 3 mg, administrados por via sublingual, cerca de quinze minutos antes da actividade sexual. O seu tempo de acção é de cerca de 3 horas. Como efeitos secundários têm sido principalmente referidos náuseas e vómitos.

anticoncepcional 1 180x180 - Interacção dos Antibióticos e Antifúngicos com os Contraceptivos Orais

Interacção dos Antibióticos e Antifúngicos com os Contraceptivos Orais

— Diminuem os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Rifampicina.
• Cetoconazol.
• Itraconazol.
• Griseofulvina.
— Não afectam os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Ampicilina.
• Doxiciclina.
• Metronidazol.
• Quinolonas.
• Tetraciclinas.
• Fluconazol.
• Miconazol.

Antibabypille 180x180 - Interacção dos Anticonvulsivantes com os Contraceptivos Orais

Interacção dos Anticonvulsivantes com os Contraceptivos Orais

Diminuem os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Barbitúricos (incluindo fenobarbital e primidona).
• Carbamazepina e oxcarbazepina.
• Felbamato.
• Fenitoína.
• Topiramato.
• Vigabatrin.
Não afectam os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Etosuximida (*).
• Gabapentina (**).
• Lamotrigina (**).
• Tiagabina (**).
• Levetiracetam.
• Ácido valpróico.
• Zonisamida.

melhor metodo contraceptivo 10 180x180 - Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

Contra-Indicações Absolutas dos Contraceptivos Orais

– Puérperas a amamentar e cujo parto ocorreu há menos de 6 semanas.
– Mulheres com 35 anos ou mais e fumadoras de >15 cigarros/dia.
– Combinação de múltiplos factores de risco para eventos cardiovasculares.
– HTA com valores acima de 160/100 mmHg ou associada a doença vascular.
– Episódio anterior ou agudo de trombose venosa profunda ou tromboembolismo pulmonar.
– Cirurgia, apenas quando implique imobilização prolongada (antes da laqueação tubária não há necessidade de interrupção dos contraceptivos orais).
– Trombofilias hereditárias: factor V de Leiden, défice de proteína S ou C, défice de antitrombina III, mutação da protrombina 20210A.
– História de doença cardíaca isquémica ou AVC.
– Doença valvular cardíaca complicada: hipertensão pulmonar, risco de fibrilação auricular, história de endocardite bacteriana (doença valvular cardíaca não complicada não contra-indica contraceptivos orais).
– História de enxaqueca com aura associada em qualquer idade ou sem aura a partir dos 35 anos de idade.
– Neoplasia da mama há menos de 5 anos.
– Diabetes associada com nefropatia, retinopatia, neuropatia ou outra doença vascular ou diabetes com mais de 20 anos de duração.
– Hepatite virai em fase aguda.
– Cirrose hepática descompensada, carcinoma hepatocelular e adenomas hepáticos.

métodos contraceptivos vantagens e desvantagens 180x180 - Benefícios dos Contraceptivos Orais

Benefícios dos Contraceptivos Orais

— Regularização do ciclo menstrual.
— Diminuição do fluxo menstrual.
— Menor probabilidade de anemia ferropénica.
— Melhoria da dismenorreia.
— Regularização das alterações menstruais da perimenopausa.
— Menor incidência de quistos do ovário.
— Menor incidência de gravidezes ectópicas.
— Diminuição dos fibroadenomas/doença fibroquística mamária.
— Menor incidência de doença inflamatória pélvica.
— Menor incidência de neoplasia do ovário e endométrio.
— Melhoria do acne.
— Benefícios emergentes (efeito benéfico na massa óssea, na neoplasia colorrectal, na artrite reumatóide, no hiperandrogenismo, na endometriose e na redução dos fibromiomas uterinos).

ouro 180x180 - Sais de ouro (Artrite Reumatóide)

Sais de ouro (Artrite Reumatóide)

• Sais de ouro – os sais de ouro foram introduzidos no tratamento da AR em 1920, por Forestier. Podem ser administrados em preparações orais (auranofina) ou em preparações para injeção i.m. (aurotiomalato, aurotioglucose). A administração por via parentérica, apesar de associada a maior toxicidade, permite uma maior probabilidade de eficácia (60 a 80%), com início aos 3 a 6 meses de terapêutica.
A administração por via parentérica requer uma cuidadosa vigilância e monitorização apertada de eventuais efeitos tóxicos. Deve iniciar-se com doses de 10 mg na 1ª semana e de 25 mg na 2ª semana e, posteriormente, manter uma dose semanal de 25 a 50 mg. Quando ocorrer benefício terapêutico, as injeções podem passar a ser administradas de 2 em 2 ou de 4 em 4 semanas.
A auranofina deve ser administrada na dose de 6 mg/dia via oral.
Cerca de 35% dos doentes interrompem a administração dos sais de ouro devido a efeitos secundários. Os mais frequentes são mucocutâneos, rash e estomatite. Os mais sérios envolvem a possibilidade de toxicidade renal (glomerulonefrite membranosa mediada por complexos imunes e, mais raramente, glomerulonefrite mesangial ou de lesões mínimas), leucopenia, trombocitopenia e anemia aplástica. Os sais de ouro podem ser responsáveis por bronquiolites obliterantes e fibrose pulmonar difusa.
A toxicidade da auranofina é menos importante, sendo o seu efeito secundário mais importante a diarreia. Os efeitos tóxicos mais graves descritos são raros com este fármaco.
A monitorização da terapêutica com sais de ouro injetáveis obriga à realização de um hemograma e de uma análise de urina antes de cada injeção. A deteção de proteinúria obriga à suspensão do tratamento até ao seu desaparecimento. A função hepática deve ser avaliada periodicamente, de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses.
A utilização dos sais de ouro orais requer a realização de hemograma e de análise sumária de urina cada 2 a 4 semanas, para além de avaliação periódica da função hepática.
Os sais de ouro atuam diminuindo a inflamação aguda e crónica, interferindo com diversos pontos da cascata inflamatória.
A terapêutica com sais de ouro injetáveis é capaz de atrasar a progressão radiológica da doença, nomeadamente impedindo o aparecimento de novas erosões.
É possível a ocorrência de remissões temporárias ou definitivas. Os sais de ouro orais, pela baixa eficácia demonstrada, tendem a ser cada vez menos utilizados, sendo excecionalmente reservados para casos de doença precoce e potencialmente ligeira em que outras terapêuticas mais eficazes, mas potencialmente mais tóxicas, não sejam utilizadas.