Artigos

maxresdefault 13 180x180 - Entubação Orotraqueal

Entubação Orotraqueal

É a via de entubação traqueal preferencial em qualquer doente. É tecnicamente mais fácil permitindo a colocação de um tubo de maior calibre do que na entubação nasotraqueal. Deve haver algum cuidado na entubação de casos de epiglotite, instabilidade atlantoaxial, traumatismo maxilofacial severo e lesão da coluna cervical.

511 1 180x180 - Patogénese II (Endocardite Infecciosa)

Patogénese II (Endocardite Infecciosa)

Os factores de risco associados à ocorrência de EI incluem:
– Os que predispõem à ocorrência de ETNB – doença valvular estrutural, congénita ou adquirida, incluindo a cardite reumática (esta, hoje em dia, rara em Portugal). A ETNB também pode ocorrer, raramente, em doentes com neoplasias, particularmente do pâncreas, pulmão e linfomas.
– Os que predispõem à ocorrência de bacteriemia, transitória ou prolongada – cirurgia dentária (até 85%), utilização de dispositivos de irrigação oral (até 50%), amigdalectomia (28-38%), ressecção prostática transuretral (12-46%), dilatação uretral (18-33%), cistoscopia (17%), intubação naso ou orotraqueal (16%), biopsia hepática percutânea (3-13%), endoscopia digestiva alta (8-12%), clister opaco (11%), colonoscopia (até 10%), entre outros.
A utilização de drogas por via e.v. é, também, um factor de risco importante, designadamente para a ocorrência de endocardite da válvula tricúspide, parecendo que a infecção por VIH é, por si só, um factor de risco independente para a El nesta população. Os doentes hemodialisados constituem, também, um grupo com risco acrescido de EI (0,3%), para o que podem contribuir a colocação frequente de cateteres, a doença valvular calcificante e a própria depressão imunitária associada à uremia.
A febre Q (Coxiella burnetti) é uma zoonose endémica em Portugal, que se admite ser transmitida ao homem essencialmente por via aérea, sendo a exposição classicamente relacionada com o contacto com animais domésticos e gado, designadamente ovino e caprino, apresentando picos de ocorrência nos meses de reprodução destas espécies (Março a Junho). Sendo, na maioria dos casos, uma doença ligeira e autolimitada, pode evoluir para formas crónicas, nas quais a endocardite é uma manifestação clínica frequente.

home reanimacao cardiaca 180x180 - Entubação Nasotraqueal

Entubação Nasotraqueal

Não deve ser tentada em doentes em apneia. As vantagens em relação ao método anterior incluem uma maior estabilidade do tubo e maior comodidade no doente acordado. Está indicada naqueles doentes cujo acesso oral está prejudicado. Está contra-indicada nos doentes com traumatismo da base do crânio ou faciais.
No presente momento não existem regras consensualmente aceites que privilegiem a entubação nasotraqueal sobre a orotraqueal no subgrupo dos doentes com traumatismo cervicomedular.

preview html 7c9aaa18 180x180 - Entubação Endotraqueal

Entubação Endotraqueal

Consiste na introdução de um tubo adequado através da boca (orotraqueal) ou do nariz (nasotraqueal) na traqueia.
A entubação traqueal permite isolar a via aérea mantendo-a permeável. E assim possível ventilar o doente administrando um volume de ar selecionado. Desta forma, ao mesmo tempo que se diminui o risco de aspiração, é possível fornecer elevadas concentrações de oxigénio aos pulmões.