Artigos

calcitonina nasal 180x180 - Calcitonina (Doença Óssea de Paget)

Calcitonina (Doença Óssea de Paget)

A calcitonina inibe a função dos osteoclastos que está activa no processo pagético.
É administrada por injecção subcutânea ou por spray nasal, mas esta última formulação só tem aprovação no tratamento da osteoporose.
A calcitonina de salmão é inicialmente usada em doses baixas para aumentar a tolerância e progressivamente aumentada até 100 unidades MRC (Medicai Research Council). A melhoria clínica e laboratorial é notada entre a 2ª e a 6ª semanas, com diminuição para 50% dos níveis de FA sérica e melhoria das lesões líticas em 3 a 6 meses. Após este período a dose pode ser diminuída para 50 MRC em dias alternados.
A duração do tratamento não está definida e em casos de doença grave pode ser necessário continuar o tratamento indefinidamente para haver melhoria clínica e laboratorial.
Os efeitos secundários mais comuns são: náuseas, flushing e gosto metálico.
Efeitos raros incluem diarreia, dor abdominal e reacções alérgicas. Estes efeitos podem ser atenuados se a administração for feita à hora de deitar.
Salienta-se que a calcitonina é cada vez menos utilizada no tratamento desta doença, sendo reservada para casos de contra-indicação ou intolerância aos bifosfonatos.

Fotos da maquina 07062010 027 180x180 - Doença Óssea de Paget

Doença Óssea de Paget

A doença óssea de Paget, também conhecida por Osteitis Defiormans, é uma alteração metabólica focal do esqueleto caracterizada por aumento da reabsorção e da formação óssea, respetivamente pelos osteoclastos e osteoblastos. O osso resultante desta acelerada destruição e produção de matriz tem uma arquitectura desorganizada com formação de um padrão de mosaico em substituição da normal estrutura lamelar.
Consequentemente o osso fica fraco, adquire uma estrutura mais alargada com aumento do fluxo sanguíneo local e do tecido fibroso na medula óssea adjacente.
A doença é monostótica em 20% dos casos, quando envolve apienas um osso, ou poliostótica em 80% dos casos, se há mais de um osso afetado.
Habitualmente é uma doença assintomática, daí que a sua incidência seja difícil de determinar. Esta rondará os 3 a 3,7% em doentes com idade superior a 55 anos, aumenta com a idade e é igual no homem e na mulher. A sua prevalência parece ser superior na Europa e América do Norte.
A etiologia da doença é desconhecida, mas factores genéticos e/ou infecciosos, nomeadamente os vírus da família Paramixaea podem estar implicados.
Como já foi mencionado, a doença pode ser assintomática (maioria dos casos), mas a clínica pode variar de acordo com a extensão, o local do envolvimento ósseo e a relação do osso pagético com as estruturas adjacentes. As regiões mais afectadas são a cintura pélvica, coluna vertebral, extremidades dos ossos longos e crânio.
As manifestações clínicas mais comuns são a dor e a deformidade óssea, o calor nas áreas afectadas e as fracturas espontâneas. Podem ocorrer tamibém alterações neurológicas resultantes da compressão nervosa, doença cardíaca (insuficiência cardíaca) e pode, em menos de 1% dos casos, evoluir para tumor ósseo – sarcoma.
A doença é caracterizada por uma fase lítica, destrutiva, uma fase mista (lítica e blástica, em que a primeira é parcialmente compensada pela formação óssea), e uma fase esclerótica, (tardia no processo evolutivo da patologia, formando osso desorganizado). As três fases podem estar simultaneamente presentes no mesmo indivíduo.
Em termos de alterações radiológicas, isto pode traduzir-se por áreas radiolucentes transversas, osteoporose localizada, alargamento dos ossos, lesões líticas expansivas e córtex espessado.