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Prevenção (Osteoporose)

A prevenção da OP tem como objetivo a obtenção do melhor pico de massa óssea e deve ser feita desde a infância até à adultícia jovem. Embora os fatores genéticos que determinam o pico de massa óssea não possam ser modificados, é possível alterar fatores nutricionais e ambientais que também o influenciam. As medidas não farmacológicas preconizadas devem ser mantidas durante toda a vida porque ajudam também a retardar a perda de massa óssea que se inicia por volta dos 30-35 anos.
Embora na aprovação regulamentar dos fármacos com ação no osso exista uma distinção entre efeitos na prevenção da perda óssea em mulheres com DMO normal ou osteopenia e no tratamento de mulheres com OP, esta distinção não é, hoje em dia, considerada útil nem relevante na prática clínica, dada a gradual mudança de paradigma na abordagem da OP, baseada no risco fracturário.

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Défice de GH

Adultos:
• Diminuição da força muscular e da tolerância ao exercício.
• Diminuição do bem-estar físico e psíquico.
• Aumento da gordura corporal e distribuição irregular, principalmente subcutânea abdominal.
• Diminuição da massa magra.
• Aumento do LDL.
• Osteopenia (principalmente coluna lombar).
• Aumento da mortalidade geral (devido a doenças cardiovasculares).
A terapêutica de substituição reverte a maioria destes sintomas.
Crianças (a sintomatologia depende da idade em que se dá o défice de GH):
• Baixa estatura e diminuição da velocidade de crescimento.
• Se o défice for congénito (défice de GHRH, aplasia ou hipoplasia da hipófise), e como não é necessário a acção da GH para o crescimento intra-uterino, estas crianças nascem com tamanho normal, havendo no entanto risco de hipoglicemia grave.
• Observa-se redução da velocidade de crescimento durante os 2 anos seguintes.
Causas de défice de GH na criança:
• Idiopático.
• Esporádico (défice de GHRH isolado ou como parte de pan-hipopituitarismo).
• Orgânico.
• Radioterapia (LLA, retiblastoma, meduloblastoma, glioma óptico).
• Tumores do SNC (craniofaringioma).
•Traumatismo.
• Malformações (quistos aracnoideus supra-selares).
• Associado a outras doenças (histiocitose X com diabetes insípida, DM).

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Terapêutica (Osteoporose)

O objetivo da terapêutica da OP é a prevenção das fraturas de fragilidade e das suas consequências.
Para a decisão terapêutica, devem ser ponderados para além do risco fraturado do doente, a eficácia dos fármacos (principalmente a redução de risco) e os seus efeitos acessórios. O risco absoluto, expresso pela probabilidade de fratura a 10 anos e determinado pelo FRAX® deve ser utilizado para a decisão. No entanto, o valor a partir do qual se considera justificada a intervenção terapêutica depende também de decisões de política de saúde, e no nosso país ainda não está determinado. Apesar disso é fundamental ponderar, em cada doente, os fatores de risco que compõem o FRAX® antes de tomar a decisão terapêutica.
As recomendações da SPR/SPODOM consideram que:
Os indivíduos que apresentem uma história de fratura de fragilidade (mesmo que a DEXA revele apenas osteopenia) ou a quem, em densitometria criteriosamente solicitada, tenha sido detetado um índice T inferior a -2,5 desvios-padrão, têm indicação para fazer tratamento da OP.
—» A osteopenia sem fractura, mas com factores de risco importantes, pode justificar uma actuação farmacológica idêntica à do tratamento da OP.
—> A osteopenia isolada, em indivíduos sem factores de risco para OP, não justifica terapêutica farmacológica.
Os RCT (ensaios randomizados e controlados) dos fármacos actualmente existentes para tratamento da OP demonstraram que todos eles têm capacidade para aumentar a DMO de forma significativa quando comparados com placebo. A eficácia demonstrada na redução do risco de fractura (vertebral, não vertebral e da anca) é variável nos diferentes fármacos.
Nas medidas farmacológicas não deve ser esquecido o tratamento das complicações associadas às fracturas vertebrais múltiplas e a intervenção não farmacológica deve ter em conta a prevenção de quedas nos indivíduos em risco.

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Radiologia (Osteoporose)

A avaliação radiológica mínima na OP primitiva consta de um radiograma de perfil da coluna dorsolombar. Consoante o estádio evolutivo, serão evidentes alterações de osteopenia (perda de trabeculação horizontal) e diferentes tipos de fraturas de compressão (vértebras bicôncavas, em cunha ou esmagamentos vertebrais).
Embora as alterações radiológicas típicas representem manifestações tardias, o radiograma da coluna tem interesse para o diagnóstico diferencial e para a avaliação do risco fracturário.