Artigos

OtitisExterna10 180x180 - Otite Externa

Otite Externa

Trata-se de uma infecção bacteriana ou fúngica da pele do CAE (canal auditivo externo).
Consideram-se factores predisponentes a manipulação do CAE, a presença de eczema do CAE ou a entrada contínua de água no CAE (piscina, sauna, praia, lavagem auricular).
Manifesta-se normalmente por otalgia, otorreia e hipoacusia, sempre que se verifique a oclusão do canal. A resolução do quadro passa por uma aspiração cuidada e frequente do CAE e terapêutica tópica com gotas otológicas contendo antibiótico e corticóide.
No caso de infecção fúngica, para além de limpeza cuidadosa e sistemática do CAE, deve fazer-se terapêutica com nistatina e aplicação local de tintura de timerosal.
No caso de otite externa muito exuberante, deve fazer-se também antibioterapia oral (amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, ciprofloxacina). Nos doentes diabéticos, deve fazer-se o controlo da diabetes e terapêutica por via parentérica, sempre que necessário.

otite2 1 180x180 - Otite Média Crónica

Otite Média Crónica

— Otite média crónica purulenta simples.
Perfuração timpânica da pars tensa, geralmente associada a disfunção tubária crónica.
Manifesta-se por episódios de otorreia, especialmente após entrada de água no ouvido.
Aspiração frequente do CAE, antibioterapia oral e tópica e resolução de eventual infecção nasofaríngea levam geralmente à resolução da otorreia. Pode realizar-se timpanoplastia para encerramento da perfuração. A persistência dos episódios de otorreia pode levar à lise da longa apófise da bigorna, com interrupção da cadeia ossicular. Nestes casos, à timpanoplastia deve associar-se uma ossiculoplastia, para restabelecimento do efeito columelar.
— Otite média crónica colesteatomatosa.
Caracterizada por perfuração timpânica marginal ou bolsa de retracção da pars flácida ou do quadrante póstero-superior da pars tensa, associada à presença de matriz de colesteatoma. O diagnóstico é clínico, podendo manifestar-se por otorreia fétida persistente, pólipo no CAE ou simplesmente presença de matriz na caixa do tímpano num ouvido seco. A terapêutica é fundamentalmente cirúrgica.
Não tratada, a otite média crónica, sobretudo se colesteatomatosa, pode cursar com complicações graves como: mastoidite aguda, paralisia facial, labirintite, meningite, abcesso extradural, subdural ou cerebral, trombose do seio lateral ou petrosite. A resolução de qualquer uma destas complicações implica internamento, terapêutica e.v. e cirurgia.

otite2 1 180x180 - Otite Média Aguda

Otite Média Aguda

Infecção viral ou bacteriana do ouvido médio. É mais frequente em crianças e usualmente bilateral. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenza e Moraxella catarrhalis são os agentes geralmente implicados. Manifesta-se por otalgia, hipoacusia, febre e eventualmente otorreia. O diagnóstico faz-se por otoscopia. A terapêutica passa por antibioticoterapia oral (amoxicilina, amoxicilina + ácido clavulânico, cefalosporinas), analgésico/antipirético, vasoconstritores nasais e antibioterapia tópica, no caso de otite supurada. Na eventualidade de persistência do quadro, apesar de terapêutica adequada, deve realizar-se miringocentese sob visão microscópica, com colheita de material para exame bacteriológico.