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Complicações Neurológicas

Têm vindo a aumentar em função da utilização de novas drogas e de doses mais altas.
Podem-se manifestar de diversas formas: alteração do estado de consciência (ifosfamida, por exemplo), disfunção cerebelosa (5-FU), ototoxicidade (cisplatina) ou, mais frequentemente, neuropatia periférica predominantemente de tipo sensitivo (platinos, alcaloides da vinca e taxanos).
Não existe antídoto conhecido; só a identificação precoce dos sintomas pode permitir minorar o problema levando à suspensão do citostático (ou reduzir a dose).

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Acufeno

O acefeno é um sintoma descrito como uma percepção acústica de som, ruído, apito, vibração ou pulsação no(s) ouvido(s) ou generalizada à cabeça, que frequentemente se agrava em ambiente silencioso. Deve ser feita uma história clínica e uma observação cuidadosa, que oriente para os exames complementares necessários ao esclarecimento do quadro.
A presença de rolhão de cerúmen ou otite seromucosa podem explicar o sintoma e a resolução da situação de base; resolvem também o acufeno.
O diagnóstico de presbiacusia, ototoxicidade ou trauma acústico está associado normalmente a acufeno permanente de algum grau, devendo o doente ser esclarecido sobre a cronicidade da situação. No caso de acufeno pulsátil, dever-se-á excluir tumor glómico, patologia vascular, cardíaca ou sistémica (por exemplo, hipertiroidismo, anemia).
Deve-se essencialmente tranquilizar os doentes que geralmente receiam tratar-se de um tumor ou outra doença grave. Terapêutica com vasodilatadores, sedativos ou antidepressivos por vezes ajudam a tolerar o acufeno ou a diminuir a sua intensidade. Nos casos em que existe hipoacusia associada, preconiza-se a utilização de prótese auricular que simultaneamente corrige a hipoacusia e mascara o acufeno. É frequente os doentes terem dificuldade em adormecer; pode aconselhar-se a ajuda do rádio ou televisão para mascarar o acufeno.

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Capreomicina (Tuberculose)

– Capreomicina – é um polipéptido, que tem boa actividade contra MT, embora possa ocorrer resistência cruzada com amicacina e canamicina (mas não com SM), pelo que é frequentemente tratado em conjunto com estes fármacos.
• Posologia e administração – apenas está disponível para uso parentérico i.m. Reacções adversas mais frequentes incluem nefrotoxicidade e ototoxicidade, relacionadas com a dose e mais frequentes a partir dos 50 anos. A DDR é de 1 g i.m./5xsemana, não excedendo os 2 meses de tratamento, e de 1 g/3xsemana em doentes com mais de 50 anos.

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Amicacina e canamicina (Tuberculose)

– Amicacina e canamicina – são aminoglicósidos que, tal como a SM, têm actividade contra o complexo MT.
Em estudos in vitro, a amicacina apresenta maior eficácia do que a SM, mas o seu elevado custo e maior toxicidade remetem-na para o tratamento de 2.ª linha. A canamicina apresenta maior potencial de ototoxicidade.
• Posologia e administração – a DDR é 7-10 mg/kg (não excedendo 1 g) para a amicacina e 10 mg/kg e de 500 mg para a canamicina, ambas i.m.