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03 hemoglobin hematocrit 1 180x180 - Etiologia (Anemia Aplástica)

Etiologia (Anemia Aplástica)

—> A maior parte dos casos é julgada idiopática.
—> Relacionada com fármacos (por exemplo, citostáticos, sais de ouro, cloranfenicol, etc) ou químicos.
—> Relacionada com infecções virais (hepatite viral, Epstein-Barr, etc).

ouro 180x180 - Sais de ouro (Artrite Reumatóide)

Sais de ouro (Artrite Reumatóide)

• Sais de ouro – os sais de ouro foram introduzidos no tratamento da AR em 1920, por Forestier. Podem ser administrados em preparações orais (auranofina) ou em preparações para injeção i.m. (aurotiomalato, aurotioglucose). A administração por via parentérica, apesar de associada a maior toxicidade, permite uma maior probabilidade de eficácia (60 a 80%), com início aos 3 a 6 meses de terapêutica.
A administração por via parentérica requer uma cuidadosa vigilância e monitorização apertada de eventuais efeitos tóxicos. Deve iniciar-se com doses de 10 mg na 1ª semana e de 25 mg na 2ª semana e, posteriormente, manter uma dose semanal de 25 a 50 mg. Quando ocorrer benefício terapêutico, as injeções podem passar a ser administradas de 2 em 2 ou de 4 em 4 semanas.
A auranofina deve ser administrada na dose de 6 mg/dia via oral.
Cerca de 35% dos doentes interrompem a administração dos sais de ouro devido a efeitos secundários. Os mais frequentes são mucocutâneos, rash e estomatite. Os mais sérios envolvem a possibilidade de toxicidade renal (glomerulonefrite membranosa mediada por complexos imunes e, mais raramente, glomerulonefrite mesangial ou de lesões mínimas), leucopenia, trombocitopenia e anemia aplástica. Os sais de ouro podem ser responsáveis por bronquiolites obliterantes e fibrose pulmonar difusa.
A toxicidade da auranofina é menos importante, sendo o seu efeito secundário mais importante a diarreia. Os efeitos tóxicos mais graves descritos são raros com este fármaco.
A monitorização da terapêutica com sais de ouro injetáveis obriga à realização de um hemograma e de uma análise de urina antes de cada injeção. A deteção de proteinúria obriga à suspensão do tratamento até ao seu desaparecimento. A função hepática deve ser avaliada periodicamente, de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses.
A utilização dos sais de ouro orais requer a realização de hemograma e de análise sumária de urina cada 2 a 4 semanas, para além de avaliação periódica da função hepática.
Os sais de ouro atuam diminuindo a inflamação aguda e crónica, interferindo com diversos pontos da cascata inflamatória.
A terapêutica com sais de ouro injetáveis é capaz de atrasar a progressão radiológica da doença, nomeadamente impedindo o aparecimento de novas erosões.
É possível a ocorrência de remissões temporárias ou definitivas. Os sais de ouro orais, pela baixa eficácia demonstrada, tendem a ser cada vez menos utilizados, sendo excecionalmente reservados para casos de doença precoce e potencialmente ligeira em que outras terapêuticas mais eficazes, mas potencialmente mais tóxicas, não sejam utilizadas.