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Prevenção das recidivas

Os fármacos utilizados no tratamento da toxoplasmose não eliminam as formas enquistadas do parasita (bradizoítos). Após 6 semanas de tratamento inicial, se a evolução clínica e imagiológica o permitirem, deve ser feito um tratamento de manutenção com dose reduzida dos fármacos utilizados inicialmente (pirimetamina 25 mg/dia, p.o.; sulfadiazina 500 mg 6/6 horas p.o.; clindamicina 450 mg 8/8 horas p.o. “»>, atovaquona 750 mg 12/12 horas p.o.). Este tratamento poderá ser suspenso em doentes sob TARV bem tolerada em que se obtenham valores de CD4 >200 células/mm3 de forma sustentada (>6 meses, com carga virai indetectável). Nos doentes que fazem tratamento de manutenção com pirimetamina e sulfadiazina, não é necessário adicionar mais fármacos para a profilaxia da pneumocistose.


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Pediculose Capitis

É a infestação do couro cabeludo pelo piolho da cabeça. O parasita é hematófago e alimenta-se no couro cabeludo e região cervical, depositando os ovos nos cabelos.
Pode ocorrer em qualquer grupo etário, mas é mais frequente nas crianças e no sexo feminino, pois o cabelo comprido das raparigas não só dificulta o tratamento como facilita a transmissão. Existem ainda factores individuais (atópicos?) que facilitam a infestação, uma vez que é comum a observação, no mesmo agregado familiar, de crianças que estão frequentemente infestadas a par de outras que raramente o estão. A transmissão faz-se através de chapéus, bonés, pentes e escovas, ou pelo contacto cabeça com cabeça.
Pode ser assintomática, mas na maioria dos casos provoca prurido acentuado nas regiões occipital e temporais. Podem observar-se escoriações e infecção secundária, associada com linfadenopatias occipitais e/ou cervicais.
No exame objectivo podem observar-se piolhos, geralmente em pequeno número (<10) e, sobretudo, lêndeas; estas são ovos do piolho fêmea, ovais, de cor branca acinzentada e estão fixas às hastes do cabelo. Como complicações, em regra em situações arrastadas, pode existir eczema das regiões occipital e nuca (secundárias ao prurido e à coceira), escoriações, crostas e impétigo do couro cabeludo, que podem ocultar os piolhos e lêndeas, dificultando o diagnóstico, e pápulas urticariformes, nas faces laterais da região cervical e nuca, resultantes das picadas do parasita.

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Leishmaniose

A infecção por Leishmania donovani infantum é endémica em Portugal, sendo perpetuada em reservatórios animais (canídeos, roedores) e transmitida ao homem através da picada da fêmea de mosquitos do género Phlebotomus. O ciclo do parasita inicia-se no intestino do mosquito, que inocula as formas promastigotas no hospedeiro humano através da sua picada. Estas formas são captadas pelos macrófagos locais, onde evoluem para amastigotas. A migração dos macrófagos é responsável pela disseminação sistémica do parasita e pela forma visceral da doença, que se manifesta, sobretudo, ao nível dos órgãos do sistema reticuloendotelial (baço, fígado, medula óssea, intestino).
Em Espanha, no final da década de 90, foi estimado que 60% dos casos de leishmaniose visceral ocorriam em doentes com infecção por VIH. Há, no entanto, dados que permitem admitir uma redução desta elevada incidência com a introdução da TARV.

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Criptosporidiose

Causada por Cryptosporidium parvum parvum (parasita intracelular de várias espécies de vertebrados) e C. parvum hominis (apenas detectado em humanos). Os oocistos existentes no ambiente constituem uma forma não reprodutiva altamente resistente às condições ambientais, incluindo o tratamento com agentes clorados. A dose de oocistos necessária para originar infecção é baixa. A infecção é transmitida por veículo comum, geralmente através de alimentos ou água contaminada, incluindo a de piscinas.
A infecção é mais frequente nos meses quentes. O ciclo parasitário inicia-se no hospedeiro, sendo os trofozoítos e os merontes as formas do ciclo assexuado detectáveis nas células do epitélio intestinal. Os merozoítos libertados para o lume intestinal podem iniciar um ciclo sexuado produtor de novos oocistos, que podem manter a auto-infecção (oocistos de parede fina) ou ser disseminados para o ambiente através das fezes (oocistos de parede espessa). O Cryptosporidium pode ser o agente responsável em, pelo menos, 8% dos casos de diarreia em doentes com SIDA em Portugal.

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Malária ou Paludismo

A malária ou paludismo é uma doença causada por protozoários intracelulares obrigatórios do género Plasmodium.
A transmissão de malária ocorre em mais de 100 países de Africa, Ásia, Oceânia, América Latina, em certas ilhas das Caraíbas e na Turquia. A incidência global anual de paludismo é de 200 milhões de casos. Só na África subsariana, há mais de 100 milhões de casos anuais, com uma mortalidade calculada em 1 milhão, sobretudo de crianças.
O P. falciparum é a espécie de plasmódio mais frequente nas regiões tropicais e subtropicais, predominando em África, Haiti e Nova Guiné. Esta espécie é a causa da grande maioria das mortes por malária. O P vivax existe em muitas regiões de clima temperado, mas também em regiões tropicais e subtropicais, predominando na América Latina e no subcontinente indiano, sendo mais raro em África, pois a maioria dos indivíduos de raça negra é geneticamente resistente a este parasita. O P malariae tem uma distribuição geográfica semelhante à do P falciparum, mas é muito menos frequente. O P ovale existe nas regiões tropicais, encontrando-se sobretudo em Africa e raramente noutros continentes.
O ciclo evolutivo dos plasmódios ocorre no Homem (ciclo assexuado ou esquizogonia) e no mosquito (ciclo sexuado ou esporogonia).

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Diagnóstico (Leishmaniose)

Baseia-se na demonstração de formas amastigotas do parasita por intermédio da coloração de Wright-Giemsa a partir de amostras de produtos biológicos, salientando-se o aspirado medular como o meio de eleição na doença visceral. No entanto, as biopsias em cutânea, ganglionar ou intestinal podem permitir a demonstração de parasitas em doentes com evolução menos típica. A cultura dos produtos em meio de Novy-McNeal-Nicole (NNN) permite o crescimento das formas amastigotas. embora este possa ser lento, devendo a cultura ser mantida até às 4 semanas. A serologia pode apoiar o diagnóstico de leishmaniose visceral se revelar títulos elevados do parasita, mas a resposta humoral pode ser rara ou inexistente em doentes com disfunção imunitária grave, pelo que a sua negatividade não exclui o diagnóstico nesta população. Do mesmo modo, novos testes de diagnóstico com elevada sensibilidade e especificidade, como ELISA para a proteína recombinante K39, não estão validados na população infectada por VIH.

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Isosporiose

Isospora belli é um parasita intracelular coccidióide estritamente humano. O ciclo sexuado decorre no hospedeiro, sendo os oocistos não esporulados expulsos através das fezes para o ambiente, onde se dá a esporulação ao fim de alguns dias. Os oocistos esporulados, contendo quatro esporozoítos, são resistentes às condições físicas e a sua ingestão com alimentos ou água contaminada pemite a infecção e perpetuação do ciclo do parasita. A infecção ocorre predominantemente em regiões tropicais ou subtropicais, sendo, em Portugal, uma patologia de importação.