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Amoebic dysentery in colon biopsy 1 180x180 - Microsporidiose

Microsporidiose

Microsporidiae são parasitas intracelulares obrigatórios, considerados por alguns autores mais próximos dos fungos do que dos protozoários, que podem infectar virtualmente todas as espécies de vertebrados e invertebrados. Podem reproduzir-se por esporogonia ou merogonia, resultando num grande números de esporos intracelulares que rompem a célula infectada, libertando-se e gerando, em pouco tempo, elevadas cargas parasitárias. As espécies mais relevantes no doente imunodeprimido são Encephalitozoon intestinalis, Enterocytozoon bieneusi e Trachipleistophora spp. (sobretudo T. hominis e T. anthropophthera).
Os esporos podem ser adquiridos por ingestão de água ou alimentos contaminados ou inalação. O estado de portador assintomático entérico pode ser muito frequente, possibilitando a ocorrência de doença em indivíduos com disfunção imunitária grave (contagens de CD4 <50 células/mm3). Em Portugal, a microsporidiose pode ser responsável por até 30% dos casos de diarreia crónica em doentes com infecção por VIH.

piolhos como acabar com eles 180x180 - Tratamento (Pediculose)

Tratamento (Pediculose)

Existem múltiplos produtos escabicidas comercializados, mas é do conhecimento que estes parasitas estão, cada vez mais, resistentes à maioria deles. Por outro lado, e à semelhança do sucedido com os acaricidas, os produtos contendo malatião ou lindano também foram retirados do mercado.
Os pediculocidas podem ser utilizados em champô, loção, pulverizadores, devendo ser deixados a actuar durante um período variável (entre minutos e horas) antes de serem lavados. O tratamento deve ser repetido 1 semana depois.
Os produtos actualmente existentes são à base das seguintes substâncias – permetrina (+ butóxido de piperonilo) – o mais activo -, benzoato de benzilo, crotamitona, dimeticone, d-fentizida, nalatiol, quassia amara.
Em casos particularmente resistentes e recidivantes, a administração de cotrimoxazol, ao interferir com o metabolismo do parasita, pode ter indicação.
Estes tratamentos deverão ser complementados com outras medidas para evitar a reinfestação:
-> Remoção das lêndeas com pente fino – é uma das mais importantes medidas de tratamento e profilaxia da reinfestação dada a actual resistência do parasita à maioria dos produtos químicos. Deve ser feita repetidamente l-2xsemana, durante pelo menos 2-4 semanas.
—> Lavagem de roupas de cama e do doente, com água quente abundante e, se possível, secas ao sol.
—> Lavagem de pentes e escovas com água e sabão, mantendo-os depois mergulhados em álcool.
Na pediculose palpebral deverá aplicar-se vaselina nas pálpebras, duas vezes por dia, durante 8 dias e remover as lêndeas em seguida.

Ciprofloxacin

Terapêutica (Oncocercose)

A terapêutica da oncocercose pode ser complicada quer pelos diversos efeitos secundários dos medicamentos indicados, quer pelas próprias reacções desencadeadas pela destruição dos parasitas.
Os doentes com lesões cutâneas graves e prurido, e os doentes com “sowda” poderão beneficiar do tratamento pela redução de microfilárias cutâneas.
Um tipo de tratamento relativamente simples e sem complicações é a remoção dos nódulos cutâneos com consequente eliminação de vermes adultos.
O tratamento mais utilizado para a oncocercose é a associação de DEC com suramina ou a ivermectina.
A suramina é um fármaco extremamente tóxico estando contra-indicado em indivíduos idosos ou doentes com patologia hepática ou renal.
A ivermectina tem uma acção microfilaricida que pode durar até 12 meses, não tendo, no entanto, qualquer efeito sobre os vermes adultos; tem poucos efeitos secundários, podendo provocar irritação ocular ligeira, alterações electrocardiográficas inespecíficas e sonolência.
As reacções devidas ao efeito microfilaricida são raramente graves, podendo surgir hipotensão ortostática 12-24 horas após a administração do fármaco que raramente necessita de tratamento. Podem surgir outros sintomas gerais até 3 dias após o tratamento.
O fármaco está contra-indicado apenas nos casos de hipersensibilidade conhecida e durante a gravidez e aleitamento.
A posologia média é de 12 mg (150-200 u.g/kg em adultos e crianças com mais de 5 anos) p.o. em toma única administrada com água e em jejum.

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Tripanossomíase Humana Africana

A tripanossomíase humana africana é uma doença produzida por parasitas protozoários do género Trypanosoma das espécies brucei gambiense e brucei rhodesiense e transmitida por moscas do género Glossina. E uma doença com grande repercussão na saúde e na economia dos humanos e que ataca também animais domésticos e selvagens.
Doença de grande morbilidade e de 100% de mortalidade, se não devida e atempadamente diagnosticada e tratada.
A distribuição geográfica engloba 36 países africanos com cerca de 60 milhões de pessoas em risco e 40000 casos registados cada ano e mais de 300000 doentes.

pediculose 180x180 - Pediculose

Pediculose

Pediculose é a infestação cutânea por parasitas da ordem Anoplura. Há apenas duas espécies de Anoplura cujo hospedeiro específico é o homem: o Pediculus humanus e o Phthirius púbis. O P. humanus var. capitis (piolho da cabeça) é morfologicamente muito semelhante ao P humanus var. corporis (piolho do corpo), mas originam quadros clínicos distintos.

macrocitosis 180x180 - Etiologia (Anemia Megaloblástica)

Etiologia (Anemia Megaloblástica)

– Deficiência de ácido fólico – por diminuição de ingestão (alcoolismo), mal-absorção, necessidades aumentadas (hemólise, gravidez), efeito de fármacos; pode instalar-se em semanas a meses.
– Deficiência de vitamina B12 – por diminuição de ingestão, consumo por parasitas ou infecção intestinal, insuficiência pancreática, gastrectomia, ileíte/ressecção intestinal, anemia perniciosa (a mais importante); geralmente demora anos na sua instalação.

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Terapêutica (Diarreias Agudas e Crónicas)

A terapêutica antimicrobiana empírica nas diarreias infecciosas agudas é muito utilizada, dado que os resultados microbiológicos das coproculturas são geralmente morosos, não permitindo, nos casos de diarreia grave, aguardar os resultados e só depois tratar especificamente.
A terapêutica empírica inicial, quando justificável, deve ser efectuada com ciprofloxacina.
Perante uma diarreia que persiste para além das 2 semanas, deve pensar-se em giardíase ou amebíase e, após colher as fezes para pesquisa de ovos quistos e parasitas, prescrever empiricamente metronidazol.
Tratando-se de uma diarreia aguda sem febre e sem disenteria, podem usar-se medicamentos que diminuam o peristaltismo intestinal. Tendo em conta a segurança e a eficácia, recomenda-se nestas circunstâncias o uso de 2 mg de loperamida (Imodium), que deve ser tomada SOS e nunca deve exceder 16 mg/dia nem deve ser tomada por mais de 2 dias.
Independentemente do que atrás foi dito, pensamos que existem duas situações que devemos particularizar, nomeadamente, a diarreia do viajante e a diarreia por C. difficile.