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sincrociclotroni protonterapie tavoli posizionamento robotizzati 70440 125603 180x180 - Protonterapia

Protonterapia

Os protões são uma forma de radiação com partículas, cujas possibilidades de uso clínico têm sido investigadas nos últimos anos. Os protões são administrados da mesma forma que os fotões e electrões, mas os equipamentos utilizados são ainda bastante complexos para uma utilização clínica de rotina, embora o número da aparelhos instalados esteja a aumentar de forma significativa. As áreas clínicas em que a protonterapia tem sido usada com resultados promissores são os tumores uveais, sarcomas da base do crânio e carcinomas da próstata, estando em curso estudos da sua aplicação em tumores de pulmão de não pequenas células, hepatomas e tumores dos seios perinasais.

Botanic Serrat Vuelo de vilano 3 180x180 - Pólenes

Pólenes

No caso da alergia aos pólenes, alergénios muito prevalentes em Portugal e, contrariamente ao que acontece por exemplo na alergia aos ácaros do pó, não é possível uma evicção alergénica muito eficaz, sob pena de uma restrição drástica do quotidiano diário do doente, no entanto, algumas medidas podem permitir alguma protecção ou minimizar os sintomas.
—> Medidas:
• Reduzir a actividade em ambiente exterior, particularmente em áreas de elevada polinização.
• Evitar praticar desportos ao ar livre ou campismo; evitar caminhar em grandes espaços relvados ou cortar relva.
• Manter as janelas fechadas quando as contagens de pólenes forem elevadas, particularmente em dias de vento forte, quentes e secos.
• Usar filtros de partículas de grande eficiência nos carros e viajar com as janelas fechadas; no caso dos motociclistas, deverão usar capacete integral.
• Usar óculos escuros fora de casa.

Artrite reumatoide001 180x180 - Patogénese

Patogénese

A etiologia da AR é desconhecida. Estudos familiares demonstraram que a doença pode estar dependente de fatores genéticos. A presença de moléculas DR4 no complexo major de histocompatibilidade encontra-se ligada à ocorrência de AR na maioria das populações estudadas, mas em grau variável. Doentes com AR do Norte da Europa, podem apresentar haplotipos HLA DR4 em até 80% dos casos. Por contraste, em populações do Sul da Europa, como entre os judeus gregos e israelitas, a prevalência do haplotipo HLA DR4 entre doentes com AR pode variar entre 40 a 60%.
Na patogénese da doença podem estar também implicados fatores infeciosos, nomeadamente os que se relacionam com a hipótese de indução da doença por partículas virais ou bacterianas, que teriam responsabilidade na iniciação e perpetuação dos processos inflamatórios necessários à definitiva expressão da doença. Entre estes agentes, os parvovírus e determinados peptidoglicanos bacterianos parecem ser os principais candidatos, em associação a uma prévia predisposição genética.
Apesar de desconhecido até ao momento, o estímulo desencadeante da doença é capaz de iniciar e perpetuar as alterações imunológicas responsáveis pelos efeitos de destruição tissular inerentes à AR.

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Aspiração de Partículas Sólidas

É a causa mais frequente de obstrução endoluminal em crianças e jovens. Pode ocorrer em doentes com faixa etária mais avançada perante falha dos mecanismos de proteção ou em indivíduos saudáveis durante a alimentação na presença de fatores desencadeantes como a fala, gargalhada ou espirro.
Os corpos estranhos localizam-se, por ordem decrescente de frequência, na árvore brônquica direita (60%), árvore brônquica esquerda, traqueia e laringe. O local de obstrução, tamanho, formato e tipo de material aspirado (sólido orgânico ou inorgânico) determinam a apresentação clinica:
— Obstrução central gera engasgamento, rouquidão, afonia, tosse, dispneia, estridor e cianose que pode durar segundos a minutos. Conduz a três situações possíveis: expulsão espontânea; o corpo estranho migra distalmente com percepção errónea de resolução completa do episódio; em situações mais raras verifica-se morte por asfixia após obstrução completa da via aérea pelo corpo estranho ou laringospasmo reflexo.
As complicações agudas são raras mas graves, englobando edema laríngeo, hemoptises, pneumotórax, pneumomediastino e rutura da árvore brônquica.
— Obstrução distai parcial ou completa se houver deslocamento do corpo estranho para a árvore brônquica distai. Numa obstrução prolongada, o material é incorporado pela mucosa brônquica e ocorre a formação de tecido de granulação. Muitas vezes o doente não se recorda do episódio de aspiração, apresentando-se assintomático ou com sintomas recorrentes de tosse, expetoração, pieira, dispneia, hemoptises, febre e toracalgia. No exame objetivo salientam-se alterações localizadas como sibilância monofónica e diminuição/ausência do murmúrio vesicular. As complicações crónicas surgem quando o diagnóstico é atrasado, caracterizando-se por hemoptises, estenose traqueal ou brônquica, fístula traqueoesofágica ou broncopleural, bronquiectasias localizadas, enfisema obstrutivo, atelectasia, pneumonia obstrutiva, abcesso pulmonar e fibrose pulmonar.
— Radiografia de tórax deve ser realizada embora a utilidade no diagnóstico dependa da radiopacidade do objeto aspirado e do grau de obstrução desenvolvido. As alterações mais comuns são insuflação, enfisema obstrutivo, desvio do mediastino, atelectasia e pneumonia.
— Broncofibroscopia permite o diagnóstico definitivo.
O tratamento deve ser adaptado à situação, sendo realizado em fase aguda com risco de vida por qualquer profissional de saúde com o objetivo de manter a patência da via aérea e posterior intervenção por especialista com treino específico na remoção de corpos estranhos:
— Manobra de Heimlich ou compressão torácica vigorosa em caso de asfixia aguda e obstrução total alta. Se o doente apresenta estabilidade clínica, estas intervenções estão contraindicadas dado que podem converter uma obstrução parcial em total.
— Broncoscopia rígida é o método preferencial para remoção de corpos estranhos da árvore traqueobrônquica.
— Corticoterapia se houver um amplo tecido de granulação envolvendo o corpo estranho.
— Antibioterapia se houver pneumonia obstrutiva.
— Prevenção de futuros episódios em indivíduos que apresentam fatores predisponentes.