Artigos


Warning: DOMDocument::loadHTML(): htmlParseStartTag: invalid element name in Entity, line: 1 in /home/medicina/public_html/wp-content/plugins/wpex-auto-link-titles-master/wpex-auto-link-titles.php on line 30
26 17 orig 180x180 - Cefaleia de Tensão

Cefaleia de Tensão

E uma dor de cabeça com poucas características distintivas: bilateral, não pulsátil, ligeira ou moderada que interfere pouco com as atividades do dia-a-dia. Não tem sintomas acompanhantes de relevo (não há náuseas ou vómitos, embora possa haver sonofobia ou fotofobia) e a dor não agrava com o movimento nem com o esforço. Conforme a sua frequência, a cefaleia de tensão designa-se por episódica (<15 dias por mês) ou crónica (ocorre em mais de 15 dias por mês, por mais de 3 meses, ou seja, tem um padrão diário ou quase diário). Na sua patogenia intervêm fatores periféricos (a dor está em parte relacionada com excessiva contração dos músculos epicranianos) e fatores centrais (menor limiar de sensibilidade à dor). A terapêutica da cefaleia de tensão é essencialmente profiláctica, sendo os antidepressivos tricíclicos, sobretudo a amitriptilina (10-100 mg/dia), o medicamento mais bem estudado. A venlafaxina, em libertação prolongada, foi eficaz na prevenção desta cefaleia pelo menos num estudo controlado. Terapêutica sintomática: durante as crises mais intensas podem utilizar-se analgésicos ou AINEs, mas se a cefaleia é muito frequente, dever-se-ão evitar de forma a prevenir o abuso medicamentoso. A ergotamina e os triptanos não têm lugar no tratamento da cefaleia de tensão.

especialidades liga reumatologia1 180x180 - Classificação e Epidemiologia das Doenças Reumáticas

Classificação e Epidemiologia das Doenças Reumáticas

As doenças do sistema músculo-esquelético são extremamente frequentes. Englobam entidades tão distintas como doenças sistémicas complexas, potencialmente fatais, como o LES (lúpus eritematoso sistémico) e as vasculites e outras sem risco de mortalidade, como os reumatismos regionais (epicondilites – “cotovelo do tenista”, bursites do grande trocânter, entre outras).
Na patogenia das doenças reumáticas intervêm fatores múltiplos. Os traumatismos e movimentos repetidos, as alterações anatómicas prévias, a deposição de microcristais, a inflamação, a infeção, diversos fatores genéticos e do meio ambiente complexos e não totalmente esclarecidos interagem, levando à génese da maioria destas situações patológicas.
As doenças reumáticas originam, numa significativa parte dos casos, um grau de sofrimento apreciável, traduzível sob a forma de dor e impotência funcional. As consequências em termos de restrição de atividade, nomeadamente profissional, são reveladoras da extrema importância social e económica deste grupo de doenças.
Na maioria dos países desenvolvidos, estudos aprofundados demonstram que estas patologias contribuem para a maior parte das reformas antecipadas por doença e para a principal causa de absentismo laboral, com os custos económicos e sociais que dai advêm. Não será de admirar que, nalguns desses países, se tenham vindo a desenvolver programas de combate às doenças reumáticas. Esses programas passam sempre pela adequada formação dos seus profissionais de saúde neste capítulo das ciências médicas, levando à criação de um maior número de especialistas nestas áreas e a um melhor grau de conhecimento desta área por parte dos médicos dos cuidados de saúde primários. Isto permitirá que, a curto prazo, se diagnostiquem e se referenciem mais precocemente muitas situações, que tratadas atempadamente poderão melhorar substancialmente o seu prognóstico.
Pelo extremo impacto das doenças reumáticas sobre a saúde física, mental e social das populações, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a década de 2000 a 2010 como “A Década do Osso e da Articulação”.
As doenças do aparelho locomotor podem ser classificadas em 10 grupos distintos de acordo com a classificação do Colégio Americano de Reumatologia (ACR – American College of Rheumatology).
Destas diversas patologias, as mais frequentes são os reumatismos periarticulares e as raquialgias que atingem cerca de 20% da população. A principal doença óssea metabólica é a osteoporose, que é muito comum em mulheres pós-menopáusicas. Apesar de as alterações radiológicas sugestivas de OA serem extremamente frequentes, só é possível detetar-se doença artrósica clinicamente significativa em cerca de 5% da população.
As doenças difusas do tecido conjuntivo são substancialmente mais raras atingindo 2% da população geral. São, contudo, mais graves e algumas delas potencialmente fatais.
As doenças reumáticas aumentam a sua prevalência com a idade, nomeadamente em relação a diversas categorias de patologias, como a OA, os reumatismos de partes moles, a osteoporose e as raquialgias. As doenças difusas do tecido conjuntivo e as espondilartrites seronegativas tendem a iniciar-se em idades mais jovens, por vezes até em idade pediátrica.
Independentemente das atitudes específicas a tomar em relação a cada situação patológica em causa, a terapêutica das doenças reumáticas rege-se por vários princípios fundamentais e aplicáveis na generalidade das doenças.