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Vacinação Brumado 180x180 - Vacina Antimeningocócica

Vacina Antimeningocócica

A vacina monovalente conjugada é a única disponível em Portugal. Esta vacina associou-se a uma taxa de protecção significativa num estudo observacional realizado no Canadá, na sequência de uma operação de vacinação em massa, com uma redução da incidência de novos casos de 78/100000 horas para 36/100000 horas, com uma efectividade de 96,8%. Em adultos, está indicada tem doentes com asplenia anatómica ou funcional, em estudantes residentes em internatos,, militares durante a recruta e profissionais de saúde com elevado risco de exposição, designadamente trabalhadores de laboratórios de patologia clínica. Neste grupo, está recomendada a administração de uma única toma da vacina, com repetição eventual ao fim de 3 a 5 anos, se as condições de exposição se mantiverem.

Dynastat powd for inj 40 mg7b7ccc45 6ffb 44f7 9804 9faa0009a723 180x180 - Parecoxib

Parecoxib

O parecoxib é um AINE inibidor seletivo da COX-2. O seu pico de ação é de 2 minutos. A sua administração não deverá ultrapassar os 5 dias e deverá ser evitada a sua utilização em doentes com patologia cardiovascular conhecida, pelo risco hipotético de precipitação de fenómenos trombóticos.
– Apresentação: frascos com pó liofilizado para reconstituir 40 mg.
– Sugestão: bolus inicial de 20 a 40 mg e.v. seguido de 20 mg e.v. de 12/12 horas.

7137g 180x180 - Desmame da Ventilação Mecânica

Desmame da Ventilação Mecânica

A maioria dos doentes submetidos a ventilação mecânica são facilmente desmamáveis após melhoria da patologia que levou à sua instituição. Todavia, cerca de 20% dos doentes, colocam problemas nesta fase, em especial os com doença pulmonar crónica obstrutiva e os com doença neuromuscular.
Vários métodos têm sido utilizados neste processo: diminuição gradual do suporte de pressão, períodos progressivamente maiores de ventilação espontânea, a utilização de ventilação não invasiva.
Independentemente do método escolhido é importante:
– Verificar a existência de critérios de desmame e a inexistência de contra-indicações.
– Minimizar o uso de sedativos/analgésicos e ponderar diariamente a sua suspensão ou a redução da dose.
– Tratar agressivamente os fatores de descompensação.
– Assegurar um equilíbrio nutricional adequado.
– Tranquilizar o doente, de modo a existir um sentimento de segurança.
– Ponderar caso a caso a necessidade de realização de traqueostomia.
– Desenvolver e aplicar rigorosamente um protocolo de desmame em cada Serviço.
A realização de traqueotomia, no sentido de facilitar a higiene respiratória e diminuir o espaço morto e o trabalho respiratório, deve ser cuidadosamente ponderada nos doentes com desmame difícil e executada no momento mais adequado à situação e características de cada doente.

pills hands 180x180 - SOBREDOSAGEM (Terapêutica Hipocoagulante)

SOBREDOSAGEM (Terapêutica Hipocoagulante)

A atitude perante valores de INR elevados e/ou manifestações hemorrágicas varia consoante a gravidade do quadro. É sempre essencial procurar a causa do desequilíbrio (nomeadamente interações medicamentosas) e, em caso de manifestação hemorrágica, ponderar investigar a patologia subjacente.
Assim:
– Valores elevados de INR, sem manifestação hemorrágica – suspensão transitória e adaptação da dose.
– Hemorragias minor – suspensão e adaptação da dose.
– Hemorragias graves – internar; vitamina K e.v. 1-10 mg e eventualmente plasma. A vitamina K reverte parcialmente o efeito hipocoagulante às 6 horas.
É importante recordar que doses de vitamina K superiores a 5 mg podem tornar o doente refratário ao efeito de hipocoagulantes orais até 1 semana, pelo que a sua reintrodução deverá ser feita em sobreposição com heparina, com rigoroso controlo do INR.

SII 1 180x180 - Medidas gerais (Síndrome do Intestino Irritável)

Medidas gerais (Síndrome do Intestino Irritável)

Estas são muitas vezes suficientes para o tratamento de síndromes ligeiras e deverão acompanhar sempre a terapêutica farmacológica quando esta se torna necessária.
– Relação médico-doente “centrada numa boa comunicação – compreender e esclarecer”.
A redução da sintomatologia e a diminuição da frequência de consultas estão relacionadas com a excelência da relação terapêutica. À segurança de um diagnóstico positivo tem que juntar-se o perfil sintomático crónico e reverberativo, sem risco oncológico acrescido, o suficiente para influenciar a história natural e o prognóstico desta patologia.
—> Adaptações no estilo de vida “consideradas como empíricas”.
Deve-se incentivar o exercício físico, sugerir uma dieta equilibrada e valorizar a metodologia adequada ao processo defecatório. Promover o registo diário de sintomas, hábitos dietéticos e alterações psicológicas como potenciais factores desencadeantes.
A identificação e correcção de factores psicossociais que desencadeiam ou perpetuam o complexo sintomático reduzem, muitas vezes, a frequência das consultas.
—> Factores dietéticos e medicamentosos “causa de alterações nos hábitos intestinais”.
A visualização, odor e ingestão de alguns alimentos podem desencadear sintomas. As dietas de exclusão demonstraram uma redução sintomática em 15% dos doentes. Podem agravar a diarreia: café, chá, leite, álcool ou alimentos com sorbitol e frutose incluídos nos frutos, doces e bebidas. Alimentos ricos em lípidos ou os citrinos aumentam a viscerocepção e acentuam os reflexos intestinais. A fermentação cólica e a formação de gás ficam aumentadas com o consumo de leguminosas ou couves. A suplementação de fibras dietéticas (20 a 40 g/dia), preferencialmente solúveis, podem aliviar a obstipação, mas têm um benefício limitado. As fibras são polissacáridos solúveis ou insolúveis que a microflora cólica metaboliza em gás, fluidos e ácidos gordos de cadeia curta. Estes diminuem o tempo de trânsito intestinal levando à diminuição da pressão intracólica e aliviando a obstipação, reduzindo potencialmente o desconforto abdominal.

Terapêutica Transuretral

O alprostadil, para além de administrado intracavernosamente, também pode ser utilizado por via transuretral (Muse). Introduzido sob a forma de um pequeno comprimido, através de um aplicador especial, a absorção do fármaco através da mucosa da uretra é rápida, sendo facilitada se o doente rola o seu pénis entre as palmas das suas mãos durante cerca de 1 ou 2 minutos. Estudos clínicos demonstram o início de acção ao fim de cerca de 7 minutos, com efeito maior entre os 15 e os 20 minutos e com uma duração total de cerca de 1 hora. A dose a usar varia entre 125 a 1000 ug. As doses mais baixas são especialmente úteis em doentes com patologia neurológica, nomeadamente após cirurgia pélvica radical. Uma resposta boa ou satisfatória é obtida em 60 a 65% dos casos. O mais comum efeito secundário, em cerca de 30% dos doentes, é a dor uretral (Howton, 1998). A ocorrência de erecções prolongadas nunca foi referida.


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Ciprofloxacin

Quimioprofilaxia da Infecção em Doentes Imunodeprimidos

O benefício da profilaxia da infecção por P. jiroveci e da toxoplasmose cerebral em doentes com infecção por VIH, a presença de valores de linfócitos TCD4 + <200 células/mm3 (ou abaixo de 15% do total de linfócitos) está, actualmente, bem reconhecido (ver Tratamento das infecções parasitárias associadas a SIDA). A identificação de outras populações de doentes imunodeprimidos com risco aumentado de ocorrência de doenças infecciosas oportunistas veio alargar o âmbito da utilização de QP, embora nem sempre com base em estudos controlados. Em doentes com um risco aumentado de ocorrência de pneumocistose pulmonar e torna mandatório o início de QP. Os seguintes esquemas associaram-se a uma redução significativa da incidência desta patologia: - Co-trimoxazol, 480 ou 960 mg/dia, p.o., em toma única. - Co-trimoxazol, 960 mg em dias alternados, p.o. Em doentes intolerantes ao co-trimoxazol, podem utilizar-se as seguintes alternativas: - Pentamidina, 300 mg em nebulização de soro fisiológico, de 4/4 semanas. - Dapsona (200 mg p.o.)+pirimetamina (75 mg p.o.), em toma única semanal, com 15 mg de folinato de cálcio. A QP pode ser suspensa quando os valores de TCD4+ se situem de forma sustentada acima das 200 células/mm3.

vacina 1 180x180 - Terapêutica (Imunoalergologia)

Terapêutica (Imunoalergologia)

Em patologia imunoalérgica, temos disponíveis fármacos, para o alívio dos sintomas agudos e para o controlo da doença.
Complemento fundamental desta abordagem e transversal a todas as doenças alérgicas mais prevalentes, a educação e as medidas de evicção alergénica para os agentes mais comuns no interior dos edifícios (ácaros, animais de companhia, baratas e fungos), com significativo impacto na qualidade de vida dos doentes afectados, serão seguidamente listadas.
A recomendação a indivíduos de risco de algumas medidas de eficácia comprovada pode permitir ao médico generalista actuar em termos de prevenção primária, área essencial onde habitualmente o especialista não tem capacidade de intervenção. Se a aplicação das medidas de evicção for efectuada pelo próprio paciente, devem ser adoptadas também protecções individuais (por exemplo máscaras) durante a realização das mesmas.
Da terapêutica farmacológica, sem dúvida que na corticoterapia tópica, associada a broncodilatadores e a anti-histamínicos, assentam os pilares fundamentais do controlo das situações mais prevalentes em Imunoalergologia (asma e rinite alérgica); no entanto, tendo estes fármacos sido alvo de tratamento em outros capítulos, parece-nos aqui apropriado posicionar a adrenalina como pilar essencial no tratamento das reacções anafilácticas.
Finalmente serão citados os princípios básicos da utilização das vacinas antialérgicas.

Reumatologia2f 180x180 - Diagnóstico II (Imunoalergologia)

Diagnóstico II (Imunoalergologia)

A caracterização das co-morbilidades atinge uma expressão fundamental quando se considera a clínica do doente alérgico, onde frequentemente existe patologia das vias aéreas e ocular, da pele e das mucosas, de hipersensibilidade a alimentos ou a medicamentos; por outro lado, vários membros da mesma família estão igualmente afectados por alergias, reforçando igualmente a hipótese de diagnóstico. O inquérito imunoalergológico desempenha então um papel essencial no controlo global do problema individual e da família, articulando-se quer com os clínicos que se encontram na 1.ª linha de monitorização e de promoção da saúde das populações (medicina geral e familiar, pediatria), quer com os especialistas vocacionados para a abordagem diferenciada de aspectos particulares da síndrome alérgica (otorrinolaringologista, dermatologista, pneumologista, oftalmologista,…).
Na posse deste informação, de riqueza extrema se bem colhida, estamos então com capacidade para tomar decisões:
— Estamos habilitados para instituir o tratamento e monitorizar a sua evolução, avaliando o grau de controlo obtido.
— Precisamos de exames complementares de diagnóstico.
— Sentimos que devemos referenciar o doente para uma abordagem complementar.
No primeiro caso, provavelmente correspondendo a situações ligeiras a moderadas, deve-se ter consciência que o tratamento se baseia numa actuação racional, tendo disponível medidas de evicção alergénica e/ou abordagem farmacológica, estando habitualmente subdividida em tratamentos de alívio e de controlo. O conhecimento dos fármacos e modos de administração, particularmente relevante quanto à inaloterapia do doente asmático, tal como os custos directos envolvidos, têm que estar presentes. O estabelecimento de metas correspondentes ao controlo da clínica permite que o agendamento de consultas posteriores avaliem da eficácia da actuação.
Se achamos fundamental solicitar exames complementares, então devemos desde logo considerar e antecipar se o resultado dos mesmos vai alterar a nossa actuação: levará a uma referência para outro clínico ou à prescrição de um determinado tratamento?
Saberemos interpretar os resultados? É de facto relevante?
Deve o clínico conhecer os métodos que tem disponíveis para estudar os quadros de patologia imunoalérgica, sendo no entanto muito cuidadoso, ponderando custos e não condicionando uma actuação ou referência a resultados que nem sempre são de interpretação linear (resultados falsos positivos e negativos são muito frequentes).

Brugia 63x2 3 180x180 - Filaríases

Filaríases

As principais filaríases com interesse na patologia humana são: W. bancrofti, B. malayi e B. timori para as filaríases linfáticas, O. volvulus, L. loa e as M. perstans, M. streptocerca e M. ozzardi.
Para a filaríase linfática, existem mais de 300 milhões de indivíduos expostos, e no caso da oncocercose, importante responsável por amaurose, encontram-se nas regiões endémicas cerca de 30 milhões.
—> Dietilcarbamazina (DEC)
A acção microfilaricida da DEC depende do funcionamento normal dos mecanismos imunológicos celulares e humorais do hospedeiro.
Para a terapêutica da filaríase por Wuchereria bancrofti, a dose indicada é de 6 mg/kg/dia por via oral durante 21 dias, dividida em 3 tomas diárias, depois das refeições.
A primeira administração deve ser de 25-50 mg e a dose do primeiro dia de 50-100 mg, conforme os casos. Em indivíduos com filaríase linfática e provenientes de áreas endémicas de oncocercose e/ou loiase, é necessário excluí-las antes de se iniciar o tratamento com a DEC a fim de evitar eventuais lesões oculares e reacções alérgicas intensas. A DEC está indicada no tratamento de doenças provocadas por filarias, continuando a ser um fármaco de 1.ª linha a utilizar na maioria daquelas patologias.
O esquema de administração é semelhante em todos os casos, variando apenas a dose e, eventualmente, a repetição do tratamento.
– Ivermectina
A ivermectina é absorvida pelo tubo digestivo. A posologia aconselhada é de 12 mg em toma única, administrada com água e em jejum. Para indivíduos com mais de 5 anos de idade e menos de 65 kg, a dose média aconselhada é de cerca de 0,15-0,2 mg/kg de peso.
Na maioria dos casos, os efeitos secundários são ligeiros e transitórios. A reacção de hipersensibilidade resultante da morte das microfilárias é uma reacção tipo Mazzoni, raramente grave.
Os efeitos secundários oftalmológicos, normalmente apenas observáveis em casos de oncocercose, são pouco frequentes, consistindo num edema palpebral, numa uveíte anterior, numa conjuntivite, numa queratite e numa corioretinite ou coroidite; estas manifestações raramente são graves, desaparecendo, geralmente, sem necessidade de recorrer aos corticóides.