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Sem título 180x180 - Patologia dos Leucócitos e Plaquetas

Patologia dos Leucócitos e Plaquetas

A patologia dos leucócitos e plaquetas é essencialmente uma patologia quantitativa em que importa separar as entidades hematológicas verdadeiras das alterações sintomáticas de outras entidades ou consequência de agentes físicos ou químicos – por exemplo, leucopenia na leucemia aguda ou aplasia, trombopenia no hiperesplenismo ou consequência de quimioterapia. Na prática actual é importante saber também distinguir as alterações numéricas, que são significativas, das que são achados laboratoriais mínimos.
O automatismo laboratorial actual trouxe-nos uma série de facilidades que não podemos dispensar, mas trouxe também problemas – por exemplo, a pseudotrombopenia do EDTA (agregação de plaquetas induzida pelo EDTA que subestima o número real de plaquetas) – e afastou os médicos da observação morfológica do sangue.
A patologia qualitativa das plaquetas (trombopatias) é menos frequente e é essencialmente adquirida e secundária a fármacos; será discutida na secção “Trombopatias”.
Poderemos considerar (embora haja divergência de fonte para fonte e de autor para autor):
– Leucopenia – contagem de leucócitos <3000. - Leucocitose - contagem de leucócitos > 12000.
– Trombocitopénia – contagem de plaquetas < 100000. - Trombocitose - contagem de plaquetas >450000.
No diagnóstico destas situações poderemos considerar como essencial, do ponto de vista clínico e laboratorial:
– Há queixas do doente ou trata-se de um achado em análises de rotina?
– Há achados objectivos? – esplenomegalia, adenopatias, etc.
– Trata-se de um fumador?
– Há outras alterações do hemograma e da fórmula leucocitária?
– Foi feito (e mostra ou não alterações) um estudo morfológico do sangue periférico?
– Há tóxicos (álcool), fármacos, exposição a agentes físico-químicos nocivos?
– Há patologia concomitante?

doar sangue 180x180 - Tratamento (Talassemias)

Tratamento (Talassemias)

A talassemia minor não deve ser considerada como patologia, nem é causa de sintomas (se existem, há que procurar outras causas); não exige tratamento nem vigilância.
Só indicado nas formas graves e dependentes de transfusão (talassemia intermédia ou major) e pode incluir suporte transfusional de concentrado eritrocitário, quelantes de ferro em caso de hemossiderose transfusional, esplenectomia e transplante medular alogénico; estes casos devem ser tratados em serviços de hematologia.


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Anemia Ferropénica

A anemia ferropénica é, em Portugal, a 1.ª causa de anemia e de patologia do GV.
O seu diagnóstico faz-se pelos exames básicos acima referidos – anemia com microcitose (VGM <80) e anisocitose (RDW >15) – a par da demonstração da ferropenia – sideremia baixa com transferrina alta ou normal, saturação de transferrina baixa e ferritina baixa; na ausência de doença inflamatória, infecciosa ou neoplásica, uma ferritina baixa é suficiente para diagnóstico. Queixas de astenia e alterações de faneras, sugerindo anemia ferropénica mas sem anemia, devem levar a procurar ferropenia e a tratar.

DSC01842 180x180 - Sobrecarga de Ferro

Sobrecarga de Ferro

Depende do número de unidades de concentrado eritrocitário recebido. Se a patologia do doente indica que vai ter que receber múltiplas transfusões, como sucede em talassemia, drepanocitose e outras, deve ser considerada, concomitantemente, terapêutica com quelantes do ferro para evitar hemossiderose associada à transfusão.

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Factores Associados ao Doente

A decisão terapêutica, naturalmente, implica não só a caracterização da doença como a caracterização do doente. O doente oncológico pode-se apresentar em condições físicas muito diferentes e, nessa circunstância, uma terapêutica que se adapta a um doente com bom estado geral pode estar contra-indicada noutro que se encontre debilitado ou com diferentes co-morbilidades.
A idade, o sexo, o estado nutricional e eventual emagrecimento são factores que seguramente poderão influenciar a terapêutica (o exemplo mais claro é a limitação da transplantação alogénica de progenitores hematopoiéticos, na maior parte dos centros, a doentes com idade inferior a 45-50 anos).
O Performance Status (PS) é um parâmetro obrigatório na caracterização do doente oncológico. Trata-se de um índice que procura identificar o grau de autonomia, da capacidade de se manter em ambulatório ou a necessidade de assistência, resultado do impacto da doença e do estado fisiológico geral. Tem importância prognóstica e determina o tratamento a executar. Existem diversas escalas, sendo as mais usadas as conhecidas como índice de Karnofsky (que se expressa em percentagem e define dez estádios) ou ECOG (eastern cooperative oncology group).
A presença de outras co-morbilidades ou terapêuticas em curso pode influenciar a decisão terapêutica. Em particular, carece de especial atenção a presença de patologia cardiovascular, renal, hepática, pulmonar, gastrintestinal ou do sistema nervoso.
Finalmente, também o contexto psíquico e socioeconómico deverão ser avaliados: frequentemente algumas terapêuticas exigem uma disponibilidade significativa, do doente ou da família, que nem todos os doentes têm capacidade de cumprir.
Para uma série de patologias têm sido construídos modelos de definição de prognóstico integrando informação clínica ou biológica, validados na prática clínica; um exemplo claro é o do “índice Prognóstico Internacional” usado para os linfomas não Hodgkin e que inclui dados como a idade, estádio, LDH (desidrogenase láctica), PS, localizações extraganglionares.

montagem tireoide 180x180 - Tiroidite de Hashimoto

Tiroidite de Hashimoto

Normalmente, nesta patologia a tiroideia é mais firme e irregular e caracteriza-se pela presença de anticorpos antitiroideia.

articolo guerri1 180x180 - Imagiologia (Nódulo Tiroideu)

Imagiologia (Nódulo Tiroideu)

— GGT:
• Cerca de 80% dos NT submetidos a cintigrafia aparecem como nódulos frios, destes apenas 5-10% destes são neoplasias.
• Os nódulos quentes correspondem a 3-20% dos NT e muito raramente são neoplasias.
• Assim, como a maioria dos NT são frios e destes apenas uma pequena percentagem é maligna, a utilidade da GGT no diagnóstico diferencial dos NT é limitada.
– Ecografia:
• Há algumas características ecográficas que podem sugerir tratar-se de uma patologia benigna ou maligna.
– Citologia:
• A citologia apresenta uma sensibilidade de 68 a 98% e uma especificidade que varia entre 72 a 100% (média: 92%) no diagnóstico de neoplasias da tiroideia. Esta técnica reduziu as tiroidectomias devido a nódulos frios e aumentou o número de neoplasias da tiroideia diagnosticadas, sendo o método de eleição para a avaliação dos NT.

img quais sao os sintomas do bocio 12121 orig 180x180 - Nódulo Tiroideu

Nódulo Tiroideu

Os nódulos tiroideus (NT) não são uma doença em si, mas antes uma manifestação clínica de um amplo espectro de doenças tiroideias. E assim podem ser classificados de acordo com as suas características.
A patologia nodular da tiroideia tem uma incidência de cerca de 4-7% na população, sendo mais comum no sexo feminino, em idades mais avançadas, em áreas com défice de iodo e após exposição a radiação externa.
O risco de carcinoma em nódulos assintomáticos (não expostos a radiação) é de cerca de 4%.
Há factores clínicos que apontam para uma patologia nodular benigna ou sugerem poder tratar-se de uma patologia maligna.

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Clínica (Doença de Graves)

A evolução clínica da doença de Graves é muito variável, podendo ser cíclica, permanecer ligeira/moderada durante um tempo variável ou evoluir para tirotoxicose grave em poucas semanas.
Cerca de 30% da oftalmopatia ocorre no início da doença, que pode ser a única manifestação da doença (doença de Graves eutiroideia).
Em doentes com patologia cardíaca preexistente, a insuficiência cardíaca congestiva pode dominar o quadro clínico, já nos doentes idosos a oftalmopatia é mais rara, o bócio pode estar ausente e a doença de Graves pode manifestar-se apenas com cansaço, fadiga e anorexia.
A retracção e o espasmo palpebrais são manifestações do hipertiroidismo e não da doença de Graves. Estas regridem com o tratamento, enquanto que a oftalmopatia, típica da doença de Graves, tem um curso quase sempre independente.
A oftalmopatia pode manifestar-se apenas com uma sensação de corpo estranho, hiperemia da conjuntiva e edema peri-orbitário ou com exoftalmia (normalmente bilateral e assimétrica), eventual subluxação do globo ocular e diplopia ou complicar-se com úlcera na córnea, papiledema e diminuição da acuidade visual por compressão do nervo óptico.
Analiticamente verifica-se:
—> TSH suprimida.
—> T3 normalmente mais elevado do que T4.
—> TRAb positivo (é diagnóstico de doença de Graves, mas não se correlaciona com as manifestações clínicas).
A GGT pode ter importância no diagnóstico diferencial da doença de Graves com tiretoxicose factícia, tiroidite subaguda ou tiroidite crónica (fase hipertiroidismo).


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Dispepsia 180x180 - Terapêutica de erradicação do Helicobacter pylori (Hp)

Terapêutica de erradicação do Helicobacter pylori (Hp)

A erradicação do Hp tem resultados francamente diferentes quando é utilizada em doentes com dispepsia não investigada e nos doentes com DF. Uma meta-análise recente demonstra que para se obter um sucesso terapêutico é necessário erradicar 7 doentes com dispepsia não investigada e 12-15 doentes com DF. Esta diferença resulta da grande eficácia da erradicação do Hp na úlcera péptica, patologia englobada na dispepsia não investigada e já excluída na DF.
Em conclusão, a erradicação do Hp pode justificar-se na dispepsia não investigada, sendo cost-effective, e é controversa na DF, podendo, ainda assim, ser cost-effective.
Na dispepsia não investigada, em doentes com menos de 45 anos e na ausência de sintomas de alarme, pode ser seguida uma estratégia de test and treat. Nos países com baixa prevalência de infecção por Hp (<20%) a terapêutica empírica com IBP ou uma estratégia test and treat são opções equivalentes nestes doentes. Em doentes com idade superior a 45 anos e/ou sinais de alarme deve ser efectuada endoscopia digestiva alta (Consenso de Maastricht III). A indicação da erradicação Hp na DF baseia-se em pressupostos fisiopatológicos, epidemiológicos e de eficácia terapêutica. Embora os estudos iniciais demonstrassem uma maior prevalência do Hp na população com DF, estudos mais recentes não têm suportado definitivamente esta associação. Estudos randomizados, duplamente cegos e controlados que avaliavam a eficácia da terapêutica anti-Hp na DF demonstraram resultados opostos. O estudo realizado por McColl, com 318 DF randomizados para erradicação do Hp ou omeprazole durante 14 dias revelou que ao fim de 1 ano, 21% dos DF que fizeram erradicação tinham um score sintomático de 0/1 comparativamente a 7% nos doentes submetidos a omeprazole. Ao invés, o estudo OCAY, com metodologia semelhante, não revelou diferença significativa ao fim de 1 ano, na percentagem de doentes com score sintomático (0/1), entre os DF que fizeram erradicação ou omeprazole. O estudo ORCHID também não encontrou diferença significativa no score sintomático ao fim de 1 ano nos doentes submetidos a erradicação comparativamente ao placebo. Em resumo, em onze publicações que avaliam a eficácia da erradicação do Hp, nove não mostram benefício e duas revelam um ganho terapêutico de 9% e 14%. Em conclusão, apesar da terapêutica anti-Hp demonstrar numa pequena minoria de DF, uma melhoria sustentada pode ser uma opção no tratamento da DF. Assim, pode ser utilizada abinitio nos DF tipo úlcera e nos casos resistentes à terapêutica farmacológica na DF tipo dismotilidade. Esta opção é sobretudo útil em indivíduos jovens e com esquemas simples e bem tolerados, como é o caso das terapêuticas triplas de 1 semana. Outra justificação para esta opção baseia-se no facto do Hp ser considerado um patogénio associado à úlcera péptica e ter sido classificado pela OMS como um carcinogénio de tipo I, podendo eventualmente reduzir-se nesta população o risco destas duas patologias.