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Radiologia (Vasculites)

Os infiltrados pulmonares difusos e opacidades em vidro despolido traduzem frequentemente a DAH, comum a todas elas.
Nas três patologias podem encontrar-se nódulos simples ou vários nódulos pulmonares com ou sem cavitação; infiltrados parenquimatosos focais; massas pulmonares; derrames pleurais; estenoses traqueais ou brônquicas (na granulomatose de Wegener). Na fase crónica podem ser evidentes lesões de fibrose e de destruição pulmonar.

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Diagnóstico (Vasculites)

A broncofibroscopia com LBA permite o diagnóstico da DAH e excluir infeção.
Nas três patologias, na ausência de falência respiratória deve-se proceder à BPC. Quando há envolvimento renal, a biopsia renal deve ser realizada. Admite-se síndrome de Churg-Strauss se existirem quatro destes seis critérios: asma, eosinofilia periférica, mononeuropatia, infiltrados pulmonares migratórios, envolvimento dos seios perinasais, demonstração de eosinófilos extravasculares em biopsia envolvendo vaso sanguíneo. Goodpasture a biopsia renal é mandatória.

sida 1 180x180 - Infecções Parasitárias Associadas a SIDA

Infecções Parasitárias Associadas a SIDA

Apesar da disponibilidade de terapêutica anti-retroviral (TARV) com eficácia reconhecida na recuperação da função imunitária dos doentes com infecção por VIH (virus de imunodeficiência humana), as intercorrências infecciosas oportunistas, designadamente de etiologia parasitária, continuam a ser uma causa significativa de morbilidade e mortalidade nesta população. A abordagem do tratamento deste tipo de infecções tem evoluído na medida directa da sua relevância enquanto patologias intercorrentes, pelo que se justifica a sua actualização periódica.

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Terapêutica (Doença do Refluxo Gastresofágico)

A doença do refluxo é uma das patologias crónicas mais frequentes do tubo digestivo, a qual comporta uma terapêutica médica, cirúrgica e mais recentemente uma terapêutica endoscópica. Qualquer que seja a abordagem terapêutica da doença do refluxo, tem que ter subjacente a ela quatro grandes objetivos:
-Alívio dos sintomas.
-Cicatrização das lesões.
-Prevenção das complicações.
-Manutenção da remissão.

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Diagnóstico Diferencial

A apresentação clínica não é patognomónica, podendo confundir-se com outras patologias, pelo que o diagnóstico diferencial se fará fundamentalmente com:
– Obstrução localizada das vias aéreas – disfunção das cordas vocais, obstrução da via aérea (aspiração de corpo estranho, tumor endobrônquico, traqueobroncomalacia,…).
– Obstrução generaliada das vias aéreas – DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica), bronquiectasia, fibrose quística, bronquiolite, disfunção reativa das vias aéreas.
– Outras causas de dispneia acessual – insuficiência cardíaca, tromboembolismo pulmonar, refluxo gastroesofágico.

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Cotovelo

As patologias de partes moles mais frequentes ao nível do cotovelo são a epicondilite, a epitrocleíte e a bursite olecraniana.

Saùde Viagem 180x180 - Vacinação em Viajantes

Vacinação em Viajantes

A frequência elevada com que as populações humanas se deslocam entre regiões diferentes quanto ao clima e à ecologia microbiana, por motivos de trabalho ou de lazer, levou ao desenvolvimento da chamada “Medicina do viajante”, existindo, já, numerosos centros que proporcionam consultas nesta área. Nestas, para além da gestão dos problemas gerados pela adaptação de patologias individuais preexistentes aos recursos clínicos específicos da região para onde se viaja, deve ser ponderada a necessidade de tomar medidas de prevenção contra patologias frequentes no local de destino, incluindo a necessidade de vacinação contra doenças infecciosas, a qual varia de acordo com o estado prévio de imunização individual e com as condições que afectam o risco de transmissão (região, estação do ano, duração da estadia, entre outras). Nesta secção, não cabendo estabelecer os critérios para essa ponderação, são apenas abordadas as características das principais vacinas disponíveis, no âmbito do tema da vacinação em adultos.

upload 20140616131301vacinahpv1021mb100314 180x180 - VASPR (Sarampo, Parotidite e Rubéola)

VASPR (Sarampo, Parotidite e Rubéola)

É uma vacina atenuada. Dados da DGS indicam uma seroprevalência de anticorpos contra parotidite epidémica >70% em todos os grupos etários a partir dos 2 anos, inclusive, com valores correspondentes >90% para a rubéola e para o sarampo. Conjugados com a escassez das notificações destas patologias nos últimos anos, estes dados indiciam um baixo risco para a transmissão de qualquer destas patologias em Portugal. A vacinação, em adultos, só deve ser considerada após a comprovação de ausência de imunidade. Não há indicação para a vacinação de adultos nascidos antes de 1956. A vacinação pode ser considerada em mulheres em idade fértil (apenas componente da rubéola), em viajantes internacionais e em trabalhadores de saúde com risco elevado de exposição. Nestes casos está recomendada a administração de 1 dose da VASPR. Deve ser administrada uma 2.ª dose em adultos com elevado risco de exposição, como em profissionais de saúde ou co-habitantes, em caso de ocorrência de um surto de qualquer uma das doenças. A vacina está contra-indicada em imunodeprimidos, durante a gravidez ou 3 meses antes do seu planeamento e em indivíduos que tenham recebido imunoglobulinas (diminuição da imunogenicidade). Pode associar-se, embora raramente e sobretudo após a 1.ª toma, a exantema, linfadenopatia, febre, convulsões, artralgias/artrite, trombocitopenia e reacções alérgicas.

19 dez pulmao2 1 180x180 - Classificação das DDPP

Classificação das DDPP

A classificação das DDPP tem vindo a ser atualizada nos últimos anos. Recentemente a atenção tem-se centrado na definição e caracterização das formas idiopáticas. Desde 2001, com a publicação dos consensos da American Thoracic Society (ATS)/European Respiratory Society (ERS), que a nomenclatura e critérios de diagnóstico propostos têm permitido alguma uniformização e conduzido a uma melhor compreensão das patologias mecanismos envolvidos e abordagens terapêuticas.
Podemos sistematizá-las dividindo-as em quatro grandes grupos:
– As DDPP de causa conhecida.
– As IIP
– As DDPP granulomatosas.
– As DDPP raras, mas com quadros clínico-patológicos bem definidos.

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Duração do Tratamento

Deve ser definido para cada caso, embora existam já recomendações relativamente precisas quanto à duração mais apropriada para muitas patologias infecciosas. Raras são as situações que requerem tratamento por mais de 2 semanas no doente imunocompetente.
Citam-se, como excepções, a endocardite, a osteomielite, a brucelose, a TB e a prostatite.
Na maioria dos casos, uma duração de 7-10 dias é suficiente para a esterilização do foco infeccioso, tendo, no entanto, em conta que esta pode ser mais lenta no contexto de imunodepressão. Deve ser salientado que o prolongamento da antibioterapia para além do período razoável para a obtenção de um efeito terapêutico acarreta riscos de emergência de mutantes com resistência cromossómica, com prejuízos para o próprio doente e para o ecossistema hospitalar.