Artigos

pills hands 180x180 - Classificação de Vaughan-Williams (Arritmias)

Classificação de Vaughan-Williams (Arritmias)

A maioria das drogas antiarrítmicas pode ser classificada como exercendo um bloqueio de ação sobre o influxo de sódio, potássio ou cálcio ou bloqueando os recetores adrenérgicos. Na realidade, no contexto das diversas situações patológicas, a ação das drogas é mais complexa e depende de vários fatores como o tecido envolvido, o tipo de lesão, a frequência cardíaca e o potencial de ação. Nem todas as drogas da mesma classe têm efeitos idênticos e existem outras de diferentes classes que têm efeitos comuns. A classificação inicialmente descrita por Vaughan-Williams é limitada por se reportar a efeitos electrofisiológicos em tecido normal e com concentrações arbitrárias de cada substância, mas pela sua simplicidade continua a ser a mais utilizada. De acordo com esta classificação, as drogas antiarrítmicas dividem-se em quatro grandes grupos:
-Classe I – drogas que bloqueiam o influxo rápido de sódio.
Esta classe subdivide-se por sua vez em IA, IB e IC.
Classe IA – reduzem a velocidade máxima do potencial de ação e prolongam a sua duração. Rapidez de bloqueio intermediário. Exemplos: quinidina, procainamida, disopiramido.
Classe IB – não interferem na velocidade máxima do potencial de ação o encurtam a sua duração. Extrema rapidez de bloqueio. Exemplos: mexiletina, tocainicia, fenitoína, lidocaína.
Classe IC – reduzem a velocidade máxima do potencial de ação e não modificam a sua duração de forma significativa. Velocidade de bloqueio lenta. Exemplos; propafenona, flecainida.
Classe II – drogas que bloqueiam os recetores adrenérgicos, de forma cardiosselectiva ou não.
Classe III – drogas que bloqueiam os canais de potássio, prolongando a repolarização. Exemplos: d,l-sotalol, amiodarona, bretílio, ibutilide, dofetilide.
Classe IV – drogas que bloqueiam os canais lentos de cálcio. Exemplos: verapamil, diltiazem.
Outras drogas antiarrítmicas não se incluem nesta classificação como a adenosina, que atua sobre determinados recetores na parede celular, ou os digitálicos, que atuam diretamente sobre a bomba de sódio.

shutterstock 2492199 180x180 - Terapêuticas combinadas (Artrite Reumatóide)

Terapêuticas combinadas (Artrite Reumatóide)

– Terapêuticas combinadas – como já referido anteriormente, a associação de duas ou mais terapêuticas de fundo é uma estratégia defendida por alguns autores, sobretudo em situações patológicas de previsível difícil controlo. A terapêutica combinada pode ser administrada sob regime de associação de fármacos logo de início, ou sob regime de administração sequencial. Neste último regime, novos fármacos são adicionados à terapêutica de fundo anterior, quando esta deixa de ser eficaz ou quando a sua eficácia fica aquém daquela que é desejada.
A maior parte dos estudos efetuados até ao momento apontam para que, na AR de início recente, grave e com prognóstico desfavorável, seja admissível iniciar vários fármacos desde o início. Os estudos mais favoráveis em termos de eficácia, sem acréscimo de toxicidade, apontam para a utilização do metotrexato, da SZP e, eventualmente dos antipalúdicos de síntese em associação inicial, mas numa estratégia de abandono sequencial. Após obtenção da resposta terapêutica eficaz, é desejável o abandono progressivo das terapêuticas até à permanência sob regime de monoterapia (eventualmente com o metotrexato). Quando se verifica falência terapêutica com a dose máxima de metotrexato semanal, pode iniciar-se tratamento com fármacos biológicos em combinação com outros fármacos de fundo.
Na AR tardia e evoluída, acumulam-se evidências de que a ciclosporina associada ao metotrexato, pode melhorar as respostas menos favoráveis em termos de eficácia do metotrexato sob regime de monoterapia. Também na AR tardia a associação do metotrexato com a SZP e com os antipalúdicos de síntese parece ser mais eficaz do que cada um dos fármacos dado isoladamente, sem aumento significativo da toxicidade.