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img como reconocer los sintomas de la gonorrea 66 orig 180x180 - Blenorragia

Blenorragia

É a infecção provocada pela Neisseria gonorrhoeae. Manifesta-se a maioria das vezes como uretrite mucopurulenta nos homens e como endocervicite assintomática ou com sintomatologia mínima nas mulheres. Tem um período de incubação de 2 a 5 dias. As localizações extragenitais são a faríngea, a anal e a forma disseminada.
Os doentes infectados com N. gonorrhoeae estão também, frequentemente, infectados com Chlamydia trachomatis, pelo que alguns autores sugerem o tratamento concomitante das duas afecções.
Actualmente, e em face do grande número de estirpes resistentes à penicilina, esta deixou de ser o tratamento aconselhado.

Antibiotics injection241 180x180 - Benzilpenicilina (Penicilina G)

Benzilpenicilina (Penicilina G)

– Benzilpenicilina (Penicilina G) – é um antibiótico natural derivado de Penicillium notatum. A penicilina G, em forma de sal sódico ou potássico, é o fármaco de referência deste grupo. Devido à hidrólise em meio ácido, apenas está disponível para utilização parentérica, podendo ser administrada por via e.v., i.m. ou intratecal. Por via e.v., a semi vida de eliminação (tl/2) de 30 minutos impõe a administração da dose diária em tomas frequentes (cada 4-6 horas). Devido à rápida depuração associada à administração i.m., foram desenvolvidas fórmulas repositórias, úteis no tratamento ambulatório.
Destas, a penicilina benzatínica induz níveis séricos terapêuticos durante 15 a 30 dias após uma única administração, sendo particularmente adequada ao tratamento da amigdalofaringite estreptocócica. A baixa penetração desta formulação na barreira hematoencefálica (BHE) torna-a pouco apropriada ao tratamento das formas de sífilis com envolvimento do SNC.
• Segurança – as reacções adversas são raras. As mais frequentes da penicilina G são reacções de hipersensibilidade imediata, incluindo choque anafiláctico (2/100000 doentes expostos) e reacção urticariforme (até 10%), febre e eosinofilia. Estão descritas anemia hemolítica, leucopenia, trombocitopenia e nefropatia com a administração de doses elevadas de penicilina e.v. Podem ainda ocorrer arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca (IC) associadas à sobrecarga de potássio ou sódio, recomendando-se precaução em doentes com IC prévia, sendo útil dividir a dose diária total entre penicilina sódica e potássica. A reacção de Jarisch-Herxheimer (febre, calafrios, cefaleias, mialgias e exacerbação de lesões cutâneas), relacionada com a libertação maciça de endotoxinas bacterianas, pode ocorrer após a administração de uma única toma de penicilina em doentes com sífilis primária (até 50%) e secundária (até 80%) e com doença de Lyme, devendo ser distinguida das reacções de hipersensibilidade imediata mediada por IgE (choque anafiláctico). A penicilina G está contra-indicada em doentes com antecedentes de hipersensibilidade às penicilinas e deve ser utilizada com precaução em doentes com antecedentes de asma ou reacções alérgicas.
• Posologia e administração – a dose recomendada varia de acordo com a situação clínica, entre 6 MU/dia (sífilis, pneumonia) e 24 MU/dia (endocardite, meningite pneumocócica), divididas num mínimo de 4 tomas. Na amigdalite estreptocócica, penicilina G benzatínica: 600000 UI em crianças e 1200000 UI em adultos.
—> Ampicilina e amoxicilina – a ampicilina é uma penicilina semi-sintética, sendo de escolha contra Enterococcus faecalis, histeria monocy to genes, Neisseria meningitidis e uma alternativa à penicilina no tratamento das infecções por pneumococos susceptíveis. Boa actividade contra Haemophilus influenzae não produtores de (3-lactamase, que em Portugal representam cerca de 90% dos isolamentos deste agente. Neste contexto é útil no tratamento da pneumonia adquirida na comunidade (PAC) quando tratada no hospital. Boa actividade contra S. pyogenes. Classicamente com boa actividade contra enterobacteriáceas, a emergência de estirpes produtoras de lactamase tem reduzido largamente a sua utilidade contra este grupo de bactérias GR-.
Boa actividade contra anaeróbios, mas não incluindo B. fragilis.
• Farmacologia – a ampicilina tem má biodisponibildade por via oral, sendo actualmente apenas utilizada por via e.v. A amoxicilina difere estruturalmente da ampicilina apenas na presença de um grupo hidroxilo, que lhe confere melhor biodisponibilidade oral e permite obter concentrações plasmáticas 2-2,5 vezes superiores com uma dose semelhante. A absorção da amoxicilina não é afectada pelos alimentos. Ambas apresentam uma ampla distribuição tecidular, incluindo as secreções respiratórias. t1/2 de 1 hora, com eliminação renal em 75-85% e escassa metabolização hepática.
• Segurança – a incidência de choque anafiláctico é menor do que com a penicilina, mas as reacções alérgicas cutâneas são bastante mais frequentes. Globalmente, o risco de reacções alérgicas aumenta em doentes com antecedentes de alergia à penicilina. Náuseas, vómitos, diarreia são comuns. A formulação e.v. da ampicilina contém 2,7 mEq de sódio/g. Podem associar-se a doença intestinal por Clostridium difficile.
• Gravidez – classe B.
• Posologia e administração – ampicilina: até 12 g/dia, divididos num mínimo de 4 tomas. Amoxicilina: até 6 g/dia (limitada pela tolerância oral). A dose na PAC é de 3-6 g/dia.


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Tratamento (Meningite)

O atraso no início do tratamento relaciona-se definitivamente com um aumento de risco de mortalidade e de desfecho desfavorável (sequelas neurológicas) da MAB. Por isso, e na ausência de critérios clínicos que se relacionem de forma segura com a maioria das etiologias bacterianas, o esquema de antibioterapia inicial é, por regra, empírico, devendo ser ajustado logo que esteja disponível informação relativa ao agente etiológico e à sua susceptibilidade aos antibióticos, de acordo com as actuais recomendações dedescalonamento.
A escolha do esquema mais adequado baseia-se na sua penetração através da BHE, que se considera estar aumentada na presença de inflamação meníngea, na actividade dos fármacos escolhidos contra os agentes mais prováveis e na probabilidade de envolvimento de cada agente bacteriano em face dos factores demográficos e epidemiológicos identificados. A emergência de SPRP e de meningococos com susceptibilidade diminuída à penicilina (CIM entre 0,1 e 1,0 u,g/ml) na comunidade tem motivado a modificação da abordagem empírica da MAB, considerando a actual importância etiológica destes agentes e as graves consequências da inadequação do esquema terapêutico inicial. As cefalosporinas de 3.a geração (ceftriaxona e cefotaxima) demonstraram boa eficácia no tratamento da MAB por pneumococo, meningococo e Haemophilus influenzae, atingindo concentrações de 3 a 8 u,g/ml no LCR com doses de 2 g, e.v. Estas concentrações são adequadas ao tratamento de MAB por pneumococos com CIM <0,5 u,g/ml para cefotaxima, uma vez que se aceita a necessidade de obter, para os antibióticos P-lactâmicos, concentrações no LCR de cerca de 10 a 20 vezes a CIM a fim de obter um efeito bactericida adequado, mas podem ser insuficientes para pneumococos com CIM >1 u,g/ml. Nestes casos, recomenda-se a associação de vancomicina. No entanto, deve ser reconhecido que a penetração da vancomicina através da BHE é baixa, sobretudo quando com utilização concomitante de corticóides, e nunca deve ser utilizada em monoterapia. Nos casos em que o pneumococo demonstre CIM <0,1 fig/ml, a utilização de penicilina (ou ampicilina) está recomendada. O cloranfenicol, apesar da sua excelente penetração através da BHE, tem sido associado a falência terapêutica em MAB causadas quer por SPRP, quer por meningocos.

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Oxazolidinonas

São antibióticos sintéticos, sendo o linezolide o único representante da classe presentemente disponível. Tem actividade contra bactérias GR+, sendo activo contra SARM e ERV, o que o torna útil no tratamento de infecções por estes agentes como alternativa de 2.ª linha aos glicopéptidos, relativamente aos quais tem baixo potencial para o desenvolvimento de resistência cruzada. E activo contra pneumococos, incluindo SPRP (S. pneumoniae resistentes à penicilina), e contra histeria monoeytogenes, B. fragilis, C. difficile e Rhodococcus ecpii. Não têm actividade contra bactérias GR-, designadamente contra H. influenzae, pelo que não é adequado ao tratamento da PAC. A sua actividade contra estirpes de M. tuberculosis e outras micobactérias de crescimento rápido pode torná-lo num agente alternativo útil no tratamento de tuberculose multirresistente.
O linezolide tem actividade bacteriostática que se admite ser mediada pela inibição da síntese proteica por ligação à fracção de 50S do ribossoma bacteriano, no local da sua ligação à fracção de 30S, impedindo a formação do complexo de iniciação de 70S.
—> Mecanismos de resistência – embora não estejam elucidados, estão já descritos casos de resistência em bactérias GR+, designadamente casos de E. faecium e de SARM resistentes também à vancomicina. O desenvolvimento de resistência tende a ocorrer com a exposição prolongada, sugerindo uma selecção de mutantes resistentes selvagens.
– Farmacologia – está disponível em formulação oral e parentérica. A sua biodisponibilidade absoluta por via oral é de 100%, permitindo a passagem do tratamento para via oral e a alta do doente. Com uma tl/2 de 5,5 horas, doses de 600 mg de 12/12 horas proporcionam níveis séricos estáveis acima dos 4 g/ml, que é a CIM adequada para o tratamento das infecções relevantes. E metabolizado por oxidação, não interferindo com as isoenzimas do citocromo P450, sendo a excreção renal a principal via de eliminação (85%) com 30-40% de excreção não alterada. Tem uma boa distribuição no tecido pulmonar, secreções brônquicas e osso, e excelente penetração no LCR, onde atinge concentrações superiores à do soro.
– Segurança – é bem tolerado, sendo náuseas, vómitos, diarreia, cefaleias e hipertensão as reacções adversas mais frequentemente relatadas em ensaios clínicos, embora com frequência rara. A toxicidade medular (anemia, trombocitopenia) é a principal reacção adversa do linezolide com relevância clínica, estando relacionada com exposição prolongada, pelo que deve ser utilizado com precaução em tratamentos com mais de 4 semanas. O linezolide é um inibidor da MAO, tendo sido relatados casos de síndrome da serotonina em doentes medicados com inibidores da retoma da serotonina.
– Gravidez – classe C.
– Interacções – foi descrito efeito sinérgico in vitro com a gentamicina, embora não haja evidência suficiente para apoiar a utilização desta combinação in vivo. O risco de toxicidade neuropsiquiátrica está aumentado quando administrado com fármacos antidepressivos.
-> Posologia e administração – atendendo à sua utilidade potencial em infecções por agentes de GR+ resistentes aos glicopéptidos e ao espaço de tempo relativamente curto entre a sua libertação comercial e o aparecimento de resistências significativas, o linezolide deve ser reservado para situações clínicas graves com resistência documentada às alternativas disponíveis. A dose diária recomendada é de 600 mg de 12/12 horas (e.v., p.o.).

Cefuroxime Axetil 180x180 - Cefuroxima/cefuroxima axetil

Cefuroxima/cefuroxima axetil

Cefuroxima/cefuroxima axetil – boa actividade contra H. influenzae e contra pneumococo, S. pyogenes e S. aureus resistente à penicilina (não contra SARM). Boa actividade contra GR-, exceptuando Enterobacter spp., Serratia spp. e pseudomonas. Não é activa contra B. fragilis.
• Farmacologia – a cefuroxima apenas é administrada por via e.v. A cefuroxima axetil proporciona boa biodisponibilidade oral, melhorada pela toma com alimentos. São excretadas quase totalmente pela urina sem metabolização. t1/2 de 80 minutos.
• Gravidez – classe B
• Posologia e administração – 1,5-3 g de 8/8 horas, e.v. (cefuroxima). 125-500 mg p.o. de 12/12 horas para a cefuroxima axetil. A dose recomendada para a amigdalite e infecções respiratórias altas é de 250 mg de 12/12 horas.

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Cefazolina

—> Cefazolina – boa actividade contra pneumococo, S. pyogenes e S. aureus resistente à penicilina (não contra SARM). Alguma actividade contra GR-, exceptuando Enterobacter spp., Serrada spp. e pseudomonas. Actividade boa a moderada contra anaeróbios da cavidade oral. E um fármaco com interesse e ampla utilização na profilaxia da infecção na ferida operatória em cirurgias contaminadas que não envolvam secção do intestino.
• Farmacologia – utilização predominante por via e.v. t1/2 de 2 horas, excreção predominantemente renal, sem metabolização.
• Posologia e administração – 1-2 g e.v. na profilaxia da infecção da ferida cirúrgica, em toma única no momento da indução da anestesia (repetir cada 4 horas se a cirurgia se prolongar).

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Isoxazolilpenicilinas

—> Isoxazolilpenicilinas – são derivados semi-sintéticos da penicilina obtidos pela adição de um grupo isoxazolil à cadeia lateral do anel penicilínico, o que inibe a actividade das P-lactamases e permite obter boa actividade contra S. aureus resistentes à penicilina por produção de P-lactamase (SASM), embora não contra SARM (5. aureus resistentes à meticilina), já que o mecanismo de resistência destas passa pela modificação das PBP.
Os derivados mais antigos do grupo (oxacilina, meticilina) não têm aplicação clínica devido à toxicidade relativamente elevada, sendo, actualmente, a flucloxacilina o representante com utilidade clínica relevante. Pela sua excelente actividade contra SASM, é o fármaco de eleição para o tratamento de infecção locais ou disseminadas por este agente, relativamente ao qual demonstra actividade superior à da vancomicina.
No entanto, o espectro de actividade útil é limitado a bactérias GR+ e a sua actividade contra estreptococos e estafilococos não produtores de P-lactamase é inferior à da penicilina, pelo que a sua utilidade clínica se resume ao tratamento de infecções por SASM.
• Farmacologia – biodisponibilidade oral de 50-70%, estando disponível em formulações orais sólidas, líquidas e para administração e.v. Tem metabolismo predominantemente hepático e eliminação renal (60%), pelo que se recomenda o ajuste da dose em doentes com disfunção grave de qualquer dos órgãos. Apesar da elevada ligação às proteínas séricas, tem boa e rápida distribuição na maioria dos tecidos moles, incluindo o líquido de vesículas cutâneas, e atinge concentrações no osso cerca de 25% das séricas na ausência de inflamação. A passagem através da BHE parece ser suficiente para o tratamento de infecções do cérebro e meninges. A 11/2 de 1,5 horas obriga a uma repartição da dose diária em 4-6 tomas.
• Segurança – podem ocorrer náuseas, vómitos e diarreia com administração oral.
Raramente, pode ocorrer hepatite colestática, sobretudo em doentes com mais de 55 anos, em mulheres e com tratamentos de duração superior a 2 semanas. Gravidez: classe B.
• Interacções – as isoxazolilpenicilinas podem reduzir a actividade dos dicumarínicos, do etinilestradiol e mestranol. Pode reduzir a depuração do metotrexato com risco de aumento da toxicidade deste. Partilham com os restantes P-lactâmicos o antagonismo com as tetraciclinas.
• Posologia e administração – nas infecções da pele e tecidos moles, 1,5 a 3 g/dia p.o., divididos em 3 a 4 tomas, p.o. Nas infecções pulmonares e osteoarticulares, 6-8 g/dia, e.v. ou p.o., em 3-4 tomas. Na endocardite e infecções do SNC, 8-12 g/dia, e.v., em 4-6 tomas, quando não se possa excluir a infecção por estreptococos não-produtores de P-lactamase, deve-se associar penicilina ou ampicilina/amoxicilina.

antibióticos 180x180 - Utilização de Combinações de Antibióticos

Utilização de Combinações de Antibióticos

A utilização de combinações de antibióticos aumenta o risco de ocorrência de reacções adversas, dificultando a atribuição da causa da sua ocorrência a cada fármaco individual e obrigando, por vezes, à suspensão da combinação com prejuízo do efeito terapêutico. Aumenta, também, o risco de potenciais interacções farmacocinéticas e farmacodinâmicas quer entre os próprios antimicrobianos (como o antagonismo descrito entre as tetraciclinas e a penicilina), quer entre estes e os fármacos administrados concomitantemente, que podem contribuir para a redução da eficácia e para o aumento de toxicidade. Por fim, aumenta os custos directos e indirectos associados ao tratamento. Por estes motivos, a utilização de combinações deve ser judiciosamente ponderada em cada caso, com base na evidência passível de apoiar a sua utilização. Os motivos habitualmente apontados para justificar a utilização de combinações de antibióticos incluem:
—> A necessidade de alargar o espectro de actividade no tratamento empírico. Esta abordagem está justificada apenas nos casos em que não se consiga obter um espectro adequado em monoterapia. No entanto, a utilização de combinações é quase inevitável no tratamento empírico da febre de origem desconhecida ocorrida em ambiente hospitalar quer em doentes imunodeprimidos, como os neutropénicos e os infectados por VIH, quer em doentes internados em unidades de cuidados intensivos que desenvolvam quadros de infecção nosocomial. Nos doentes hospitalizados, o risco de infecção por estirpes de SARM é, infelizmente, uma realidade que não podemos ignorar e a quase totalidade dos antibióticos úteis para esta infecção não são activos contra outros agentes igualmente prováveis, designadamente contra enterobacteriáceas e Pseudomonas spp.
Uma questão não totalmente esclarecida é a da necessidade de cobrir os agentes intracelulares habitualmente associados à pneumonia atípica nos doentes com PAC tratados no hospital, através da associação de um macrólido ou de uma quinolona ao (lactâmico utilizado para as bactérias extracelulares. Se a vantagem da associação de uma quinolona não foi demonstrada numa meta-análise alargada, já a associação de um macrólido parece, nalguns estudos, associar-se com um benefício em termos de duração da estadia hospitalar e da mortalidade, facto que tem justificado as recomendações para o início de terapêutica combinada nesta situação. Estes resultados merecem, ainda, confirmação através de estudos prospectivos controlados promovidos por entidades independentes.
—> Tratamento de infecções por flora bacteriana mista como, por exemplo, em infecções em que se suspeite do envolvimento de bactérias aeróbias e anaeróbias (infecções intra-abdominais ou ginecológicas, abcessos pulmonares ou cerebrais). Também nestes casos, a utilização de combinações apenas está justificada quando não se consiga construir uma alternativa adequada em monoterapia. Nas situações mais graves, a piperacilina e os carbapenemes proporcionam uma boa cobertura dos agentes aeróbios e anaeróbios mais frequentemente implicados, não havendo benefício definitivamente demonstrado com a utilização de combinações.
– Prevenção da resistência. O interesse da utilização sistemática de combinações de antibióticos para prevenir a emergência de resistências está demonstrado para a TB, para a brucelose, para o Helicobacter pylori e é um dado adquirido no tratamento da infecção por VIH. Alguns dados apontam, também, para a vantagem da combinação de rifampicina e FQ ou rifampicina e vancomicina para a prevenção de emergência de resistências por parte de S. aureus no tratamento de infecções prostéticas estando recomendada a sua associação, designadamente, na endocardite estafilocócica em válvula prostética (EIVP).

prisao de ventre na gravidez 180x180 - Sífilis Durante a Gravidez

Sífilis Durante a Gravidez

Estes esquemas são aplicáveis do mesmo modo às grávidas, à excepção dos esquemas alternativos, pelo que nas doentes alérgicas à penicilina dever-se-á tentar fazer a dessensibilização.

acne antibiotics 180x180 - Tratamento (Sífilis)

Tratamento (Sífilis)

—> Sífilis primária, secundária e latente recente:
• Penicilina G benzatínica: 2400000 U, i.m., numa única injecção.
• Na criança a dose é de 50000 U/kg, i.m. (até atingir a dose de adulto), numa única injecção.
—> Sífilis latente tardia, de duração desconhecida e terciária:
• Penicilina G benzatínica: 2400000 U, i.m., semanal, durante 3 semanas.
—> Neurossífilis:
• A penicilina benzatínica não passa a barreira hematoencefálica, pelo que não deve ser utilizada na neurossífilis. Assim aconselha-se:
• Penicilina G cristalina aquosa: 18-24000000 U diários e.v. (3-4000000 U de 4/horas), durante 14 dias.
—> Regime alternativo (alergia à penicilina):
• Doxiciclina – 100 mg, oral, 2xdia, durante 2 semanas.
• Ou tetraciclina – 500 mg, oral, 4xdia, durante 2 semanas. 4
Se a duração da doença for superior a um ano deve-se fazer o tratamento durante semanas.
Nos casos de neurossífilis deve-se procurar fazer a dessensibilização à penicilina.