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sangue 180x180 - Diagnóstico ( Púrpura Trombopénica Trombótica)

Diagnóstico ( Púrpura Trombopénica Trombótica)

—> É essencialmente clínico e baseado na observação do sangue periférico; testes para ADAMTS13 não são da prática clínica corrente.
—> O conjunto de manifestações hematológicas, a par de alterações neurológicas e da função renal, e ocasionalmente febre, deve evocar o diagnóstico.

Tunel carpiano 180x180 - Síndrome do Túnel Cárpico

Síndrome do Túnel Cárpico

As compressões neurovasculares podem ocorrer dentro do canal medular (estenose medular) ou ao longo do trajecto de um nervo periférico. Deve suspeitar-se de compressão de nervo periférico sempre que o doente referir dor, parestesias e fraqueza muscular relacionadas com um determinado território de inervação. A percussão sobre o nervo ou a compressão exercida por esfigmomanómetro da área proximal ao nervo deve exacerbar os sintomas e sugerir o diagnóstico.
A síndrome do túnel cárpico é a síndrome de compressão neurológica mais frequente do membro superior e consiste na compressão do nervo mediano no canal cárpico, pelos tendões dos flexores dos dedos. Pode ser idiopática ou associar-se à gota úrica, à artrite reumatóide, à diabetes mellitus, ao hipotiroidismo, à acromegalia, à amiloidose e à insuficiência renal crónica em hemodiálise. Pode também ocorrer durante a gravidez.
Os entornas mais frequentes são a dor vaga no punho, que irradia para a região tenar, região proximal do antebraço, e por vezes para o cotovelo, ombro e pescoço. A dor é acompanhada de parestesias e hipostesia ao longo do território de distribuição do nervo mediano (1.°, 2.°, 3.° e metade radial do 4.° dedo). Os sintomas costumam ter agravamento noturno. Durante o dia pode ocorrer dificuldade na execução de atividades que requerem flexão mantida do punho, com a mão fixa e o punho semiflectido, tal como na condução automóvel ou durante a leitura de um livro. Pode também ocorrer rigidez matinal do punho e dedos. Quando a compressão é crónica e intensa, podem ocorrer parestesias, hipostesia e atrofia dos músculos da região tenar da mão.
O exame objetivo deve incluir a avaliação dos sinais de Phallen e Tinnel. Na pesquisa do sinal de Phallen, o doente deve manter os punhos em flexão sustida durante pelo menos 60 segundos. Se durante esse período ocorrer dor ou parestesias referidas ao território dos nervos medianos, o sinal é considerado positivo. O sinal de Tinnel é realizado através da percussão do nervo mediano ao nível do punho. É positivo quando desperta parestesias ao longo da distribuição do mediano. Pode observar-se atrofia da região tenar.
O diagnóstico é confirmado pelos estudos electrofisiológicos, de condução nervosa sensitiva e electromiografia.

112431 Papel de Parede Correndo nos nervos 1680x1050 180x180 - Lesão do Nervo Periférico

Lesão do Nervo Periférico

—> Clínica – caracteriza-se por diminuição progressiva da força muscular, geralmente de início distai nos membros inferiores e progressão proximal, embora por vezes afete primeiramente os membros superiores ou os músculos da face e da deglutição. Na fase inicial podem surgir parestesias, mas o defeito sensitivo permanece, quase sempre, moderado e a dor é rara. Com frequência ocorre uma infeção virai ou por Campilobacter jejuai (gastrenterite) 10-15 dias antes do início da doença. Esta progride em cerca de 2-4 semanas. Clinicamente observa-se paresia, de predomínio distai, com arreflexia, biparesia facial em cerca de 50% dos casos, por vezes disfagia e retenção urinária. Cerca de 20% dos doentes têm insuficiência respiratória necessitando de ventilação assistida. Apesar deste cuidado, cerca de 5% morrem devido a infeções ou a disfunção do sistema nervoso autónomo (arritmia, taquicardia, hipertensão). A recuperação progride por tempo variável, geralmente 6-36 meses, permanecendo defeito motor importante em 15% dos casos.
—» Exames complementares – o diagnóstico é confirmado pela punção lombar (dissociação albumino-citológica), que no entanto pode ser normal nos primeiros dias de evolução, e pela electromiografia (redução das velocidades de condução, presença de bloqueios de condução nos primeiros dias de doença).

spilled bottle od pills 180x180 -  Triptanos

Triptanos

— Triptanos – são agonistas parciais dos recetores da serotonina (5HT1B/1D), e atuam a vários níveis na crise: central, na parede vascular e a nível periférico.
Constituem o grupo farmacológico mais eficaz e mais bem estudado, com grandes ensaios controlados e meta-análises. Produzem um alívio mais rápido e completo da dor e também das náuseas, da foto e da sonofobia, do que os outros fármacos usados no tratamento sintomático e são eficazes em 60% dos doentes que não respondem aos AINEs. Contudo, cerca de 30% dos doentes têm uma recorrência da crise nas 24 horas seguintes, que habitualmente cede a uma segunda toma de medicação. Os triptanos devem ser administrados após o início da cefaleia e não durante a aura, pois não têm qualquer eficácia sobre a aura, nem evitam a cefaleia subsequente. Os triptanos são também os fármacos mais caros para o tratamento sintomático da enxaqueca.

Tratamento da hipertensão arterial 1361863427 74 2 180x180 - Tratamento

Tratamento

A terapêutica do choque séptico e da falência multiorgânica deve ocorrer em UCI com experiência e recursos humanos e técnicos apropriados a esta patologia tão exigente. No entanto, Rivers e colaboradores demonstraram que uma boa parte do sucesso terapêutico da sépsis grave joga-se frequentemente antes da chegada à UCI de destino, nas primeiras horas da abordagem terapêutica, em geral no serviço de urgência.
As prioridades terapêuticas na abordagem inicial destes doentes são:
—> Ressuscitação hemodinâmica e respiratória para prevenir ou corrigir o choque séptico, otimizando o tratamento da hipotensão, da hipovolemia e do transporte periférico de oxigénio.
—> Determinar se a sépsis/SIRS é devida a infeção, fazer esforços para localizar o foco inicial e controlá-lo quando possível (drenagem de abcesso, cirurgia…), ou identificar o agente infetante mais provável.
Tentando integrar a evidência científica já disponível na prática clínica, foram desenvolvidas as guidelines da Surviving Sepsis Campaign, que enfatizam a importância das primeiras horas da abordagem do doente identificado como estando a iniciar um quadro de sepsis grave.
Resumidamente, recomenda-se:
– No doente com SIRS (dois ou mais critérios) e infeção provável, fazer culturas de sangue e outros fluidos pertinentes, medir lactatos no sangue e administrar antibióticos e.v. na primeira hora após diagnóstico.
– Se o doente estiver hipotenso, ou os lactatos forem superiores a 4 mmol/L, colocar cateter central, medir a saturação de 02 em sangue venoso central aspirado do cateter (Scv02), infundir 20 ml/kg de cristalóides em bolus e continuar a dar volume com um objetivo de reduzir lactatos para <4 mmol/L e elevar a pressão venosa central >8 mmHg.
– Se a hipotensão persiste após ressuscitação de volume, iniciar vasopressores (noradrenalina é uma boa escolha), tendo como alvo uma pressão sistólica >90 mmHg.
– Se os lactatos continuam elevados e a Scv02 <70%, transfundir para obter hematócrito de 30% e iniciar dobutamina para melhorar débito cardíaco. - Programar insulinoterapia para manutenção de normoglicemia e iniciar perfusão de proteína C ativa se forem cumpridos os critérios.