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Prevenção das recidivas

Os fármacos utilizados no tratamento da toxoplasmose não eliminam as formas enquistadas do parasita (bradizoítos). Após 6 semanas de tratamento inicial, se a evolução clínica e imagiológica o permitirem, deve ser feito um tratamento de manutenção com dose reduzida dos fármacos utilizados inicialmente (pirimetamina 25 mg/dia, p.o.; sulfadiazina 500 mg 6/6 horas p.o.; clindamicina 450 mg 8/8 horas p.o. “»>, atovaquona 750 mg 12/12 horas p.o.). Este tratamento poderá ser suspenso em doentes sob TARV bem tolerada em que se obtenham valores de CD4 >200 células/mm3 de forma sustentada (>6 meses, com carga virai indetectável). Nos doentes que fazem tratamento de manutenção com pirimetamina e sulfadiazina, não é necessário adicionar mais fármacos para a profilaxia da pneumocistose.

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Prevenção das Recidivas (Isosporiose)

Nos doentes que não obtenham recuperação satisfatória da função imunitária com TARV, deve ser instituída uma terapêutica de manutenção, de preferência com co-trimoxazol, 960 mg/3xsemana p.o., tanto mais que este regime proporciona, também, protecção contra a pneumocistose. Nos doentes intolerantes às sulfamidas, pode utilizar-se pirimetamina, 25 mg/dia, p.o., (com ácido folínico, 15 mg/dia, p.o).
Embora haja evidência de que a ciprofloxacina (1000 mg/3xsemana p.o.) pode ser igualmente eficaz, a utilização continuada deste fármaco pode acarretar o risco de emergência de bactérias resistentes ao nível do lume intestinal, pelo que deve ser reservada para os casos em que não existam alternativas.


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Pneumocistose

A doença causada por Pneumocystis jiroveci tornou-se mais rara em doentes com infecção por VIH conhecida devido à disponibilidade de profilaxia medicamentosa. No entanto, continua a ser uma das mais frequentes formas de apresentação inicial da SIDA em indivíduos com infecção por VIH que não procuram cuidados médicos, designadamente TARV. A sua incidência aumenta de forma significativa em indivíduos com contagens de linfócitos CD4+ inferiores a 200 células/mm3 (ou a 14% do número total de linfócitos).
O modo de transmissão do P. jiroveci não está esclarecido, existindo dados que permitem admitir a possibilidade de transmissão respiratória inter-humana, mas é provável que outros factores, designadamente a exposição ambiental, possam ter um papel predominante na ocorrência de infecção. A pneumonia por P. jiroveci (PPJ) associa-se a uma taxa de mortalidade que pode ultrapassar 20% (50% ou mais em doentes que necessitam de suporte ventilatório), sendo factores preditivos de mortalidade a PaC>2 <60 mmHg em ar ambiente, DHL >1000 UI, necessidade de suporte ventilatório, presença de pneumotórax, contagem de neutrófilos no lavado broncoalveolar (LBA) >10% e albuminemia <30 g/L.