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PNEUMONITE INDUZIDA POR FÁRMACOS (Entidades Nosológicas)

A utilização pela medicina moderna de enorme variedade de fármacos faz com que a toxicidade pulmonar venha sendo cada vez mais relevante.
Os padrões de apresentação não são sempre idênticos, podendo manifestar-se de diferentes maneiras. O tempo de exposição também é muito variável, com lesões acontecendo com pouco tempo de utilização; outras ao fim de muitos anos. A suspensão da sua utilização pode fazer regredir os sintomas, mas nem sempre isso é verdadeiro, quer pela gravidade (como a indução dum ARDS e falência respiratória aguda), quer pela cronicidade dos efeitos (fibrose pulmonar).

74dbb728d27d5b29200bd581f4e579b6 180x180 - RADIOLOGIA (Repercussão Pulmonar das Conectivites)

RADIOLOGIA (Repercussão Pulmonar das Conectivites)

A radiografia de tórax, nas fases inicias de doença, não tem grande utilidade. E a TC de alta resolução que é mais sensível, identificando envolvimento parenquimatoso em 20-50% dos doentes, contudo, muitas vezes em formas subclínicas. No LED, pode confirmar-se o envolvimento pleural e a doença pulmonar parenquimatosa: pneumonite lúpica, hemorragia alveolar e ARDS nas formas agudas. A NSIP e a fibrose pulmonar são menos frequentes. Na AR, além do envolvimento pleural que é comum, podem apresentar nódulos parenquimatosos, padrão NSIP, de fibrose pulmonar ou de bronquiolite obliterante. Na ESP predomina a fibrose pulmonar.

torax 1 180x180 - Complicações Pneumológicas

Complicações Pneumológicas

Estão descritas com alguns citostáticos como a carmustina, mitomicina, interleucina e, principalmente, com bleomicina. Podem surgir alterações do tipo pneumonite ou fibrose.
De forma a evitar este tipo de complicação, em particular com a bleomicina, deve ter em atenção o desenvolvimento de queixas respiratórias, não ultrapassar a dose limite e suspender o consumo de tabaco; deve-se ainda evitar o uso de oxigenoterapia a alto débito. O recurso a RT pode potenciar este tipo de complicação.

74dbb728d27d5b29200bd581f4e579b6 180x180 - Pneumonia Intersticial Não Específica - NSIP

Pneumonia Intersticial Não Específica – NSIP

Algumas doenças do interstício pulmonar apresentam um padrão histológico descrito como NSIP. Este padrão histológico é identificado em várias situações clinicas: conectivite, pneumonite de hipersensibilidade, pneumonite induzida por fármacos, imunodeficiência, incluindo infeção pelo VIH. Quando a sua identificação ocorre sem causa definida estamos pedante a NSIP idiopática.

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Clínica (Sarcoidose)

É frequente ser assintomática. Pode ter uma apresentação aguda ou uma instalação mais insidiosa e gradual. O pulmão é o órgão geralmente sempre afetado e a sua demonstração radiológica acontece em 90-95%.
A uveíte aguda pode ser a primeira manifestação da doença. A manifestação cutânea mais habitual é o eritema nodoso. A síndrome de Lõfgren que se apresenta com linfadenopatia hilar bilateral, eritema nodoso, febre baixa e artrite, constitui uma apresentação clínica aguda e geralmente de bom prognóstico. Outras manifestações cutâneas: o lúpus pernio, os nódulos subcutâneos, lesões maculopapulares, etc. Pode haver envolvimento hepático, esplénico, linfadenopatias abdominais e/ou periféricas, renal, cardíaco e neurológico.
A síndrome de Heerfordt geralmente apresenta-se com febre, uveíte, parotidite, xerostomia e paralisia facial. O envolvimento músculo-esquelético, como a miosite e as manifestações osteoarticulares, também são comuns.

aves exoticas 3 180x180 - Pneumonite de Hipersensibilidade (PH) ou Alveolite Alérgica Extrínseca (Entidades Nosológicas)

Pneumonite de Hipersensibilidade (PH) ou Alveolite Alérgica Extrínseca (Entidades Nosológicas)

Corresponde à doença pulmonar causada por inalação de vários materiais, mais frequentemente de origem orgânica. Deve ser distinguida da reacção tóxica à ODTS (inalação aguda de poeiras orgânicas), na sequência de exposição única massiva e que atinge todas as pessoas expostas, sendo de natureza não alérgica.
Estão referidos mais de 300 agentes etiológicos.
– Exposições relacionadas com as atividades agrícolas – o “pulmão do fazendeiro” causado pela sensibilização a Actinomyces termophilus existentes no feno húmido (embora os mesmos agentes possam também contaminar humidificadores e aparelhos de ar condicionado); a suberose resultante da exposição a cortiça contaminada por Penicillium spp., etc.
– Ventilação e contaminação de meios aquosos – por exposição a antigénios de microrganismos, que podem colonizar sistemas de ar condicionado, reservatórios de água aquecida, humidificadores, vaporizadores, piscinas, saunas, paredes e tetos húmidos, cortinas de chuveiros, aparelhos de sopro, etc.
– Trabalho veterinário ou criação de aves e animais – o “pulmão do criador de aves” ocorrendo a sensibilização às proteínas aviárias por exposição a penas e excrementos de pombos ou de outras aves.
– Tratamento e armazenamento de cereais – durante o processamento dos vários cereais, pode ocorrer contaminação de microrganismos e de insetos.
– Indústria de madeiras – árvores e plantas frequentemente estão colonizadas por fungos.
– Indústria de plásticos, pintura, indústria eletrónica, indústria química – usualmente materiais sintéticos que, atuando como haptenos, induzem reações de sensibilização e doença.


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pneumonia 180x180 - Pneumonite Química

Pneumonite Química

Constitui uma lesão pulmonar aguda causada pela inalação de material estéril frequentemente conteúdo gástrico regurgitado. O ácido do estômago (com pH<2,5 que impede o crescimento bacteriano), o volume da aspiração (>25 ml) e a eventual existência de conteúdo alimentar conduzem a uma lesão química aguda da árvore traqueobrônquica e do parênquima pulmonar.
O diagnóstico é sugestivo quando:
-Episódio é presenciado, sendo aspirado conteúdo gástrico na orofaringe ou na aspiração traqueobrônquica.
-Início súbito de dispneia, tosse, cianose e hipotensão.
-Hipoxemia com normo ou hipocapnia na avaliação gasométrica.
-Infiltrados pulmonares bilaterais nos segmentos dependentes identificados na radiografia de tórax cerca de 2 horas após a aspiração (a posição do doente influencia o local das alterações).
-Sinais inflamatórios generalizados da árvore brônquica visualizados na broncofibroscopia.

As alterações mencionadas tendem a exacerbar durante alguns dias. De acordo com a gravidade do episódio, três panoramas evolutivos podem ocorrer:
– Melhoria clínica com desaparecimento da imagem radiológica nos casos não complicados.
– Infeção bacteriana subsequente ao episódio primário.
– ARDS (síndrome de dificuldade respiratória aguda) com elevada taxa de mortalidade e morbilidade.
O tratamento compreende:
– Aspiração rápida da via aérea após testemunhar o episódio.
– Suporte da função pulmonar com reversão da eventual obstrução brônquica e fenómenos atelectásicos, ponderando entubação orotraqueal e ventilação mecânica nos doentes incapazes de proteger a via aérea, embora não seja consensual.
– Antibioterapia profiláctica – não é aconselhada numa fase inicial apesar de ser frequentemente instituída, dadas as dificuldades de diagnóstico diferencial com a pneumonia. Os antibióticos devem ser ponderados apenas em doentes com oclusão/suboclusão intestinal e com colonização gástrica (por exemplo, se em tratamento com antiácidos ou bloqueadores da bomba de protões) ou nos casos em que não existe reversão do quadro após 48 horas (ver “Pneumonia de aspiração”).
– Corticoterapia – não é recomendada numa fase inicial do quadro.

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Síndromes de Aspiração Pulmonar

As síndromes de aspiração pulmonar englobam as condições originadas pela inalação de material (sólido ou líquido) para o trato respiratório inferior. O desenvolvimento de patologia depende da natureza e quantidade da substância aspirada, da frequência da aspiração e da capacidade de resposta dos mecanismos de defesa do doente. A conjugação destas variáveis pode suscitar o aparecimento de três entidades clínicas: pneumonia de aspiração, pneumonite química ou aspiração de corpo estranho.