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Verrugas Plantares

A melhor técnica consiste na aplicação de queratolítico, por exemplo, pomada de ácido salicílico a 20 ou 30% em vaselina e sob oclusão com adesivo. Cada aplicação deve ser mantida 24 horas, findas as quais o adesivo é retirado e, após mergulhar o pé em água quente por alguns minutos, toda a parte macerada é raspada com pedra pomes, lima ou lâmina, repetindo-se o procedimento os dias necessários até à cura. É particularmente eficaz nas crianças, resolvendo cerca de 90% dos casos. Em caso de insucesso, pode fazer-se a curetagem cirúrgica num só tempo e após anestesia local, ou a criocirurgia.
A electrocirurgia nunca deve ser realizada nas plantas e, muito menos, a excisão com incisão elíptica seguida de sutura, pelas razões já expostas.

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Terapêutica Tópica II (Psoríase)

No couro cabeludo deve preferir-se a aplicação de loções (por maior facilidade de aplicação), champôs ou espumas, embora em certas circunstâncias a utilização de pomada ou creme possa ter justificação.
– Análogos da vitamina D – calcipotriol, calcitriol e tacalcitol – com acção antipsoriásica, estão todos comercializados em Portugal. Estes análogos ligam-se aos receptores da vitamina D3 nos queratinócitos, regulam a proliferação e diferenciação dos queratinócitos e inibem a activação das células T. A sua principal vantagem reside na ausência dos efeitos secundários referidos para a corticoterapia tópica, mas são muitas vezes insuficientes para a regressão completa das lesões. Aplicam-se 1 -2xdia (consoante o fármaco) e dado terem alguma potencial acção irritativa devem ser aplicados com cuidado na face, nas pregas, genitais e nas crianças. Não deve ser ultrapassada a dose semanal máxima de 100 g, pois pode induzir hipercalcemia e hipercalciúria.
Estão indicados na psoríase em placas do adulto, na psoríase do couro cabeludo, na psoríase palmo-plantar e das unhas, na psoríase inversa.
Em face de eficácia limitada em alguns casos, pode associar-se a utilização destes análogos da vitamina D com outros medicamentos – corticosteróides, antralina, queratolíticos – ou com a fototerapia.
Nesta sequência existe, actualmente, medicamento que associa o calcipotriol e o valerato de betametasona, em pomada e em gel. Esta associação parece potenciar o efeito dos dois compostos, com acção antipsoriásica superior a qualquer dos dois utilizados individualmente. Aconselha-se a sua utilização nas mesmas indicações dos análogos da vitamina D, com aplicação lxdia por período de cerca de um mês, devendo posteriormente ser aplicado apenas 2xsemana, alternando com um dos análogos da vitamina D.
– Antralina – a antralina ou ditranol é uma das mais antigas substâncias antipsoriásicas, actualmente com muito menor utilização, devido à irritação que provoca, ao facto de manchar a roupa e a pele e à dificuldade de utilização em ambulatório. Comercialmente existe em creme (0,25%) e é utilizada em placas crónicas infiltradas de psoríase vulgar, no couro cabeludo, nas palmas e plantas. Aconselha-se a aplicação por períodos curtos (até 30 minutos), devendo de seguida a pele ser lavada com água tépida, sem esfregar. Após a aplicação, o doente deverá lavar cuidadosamente as mãos, evitar levá-las ao rosto e vestir roupa usada ou velha, até à lavagem posterior.
A pele em volta das lesões fica progressivamente pigmentada, e as placas vão melhorando simultaneamente até à “cura”, podendo observar-se hipocromia residual temporária. Pode ser utilizada em monoterapia, em associação a queratolíticos, a corticosteróides tópicos, aos UV (método de Ingram) ou a terapêuticas sistémicas; mas não deve ser aplicada em conjunto com o coaltar (alcatrão mineral), que provoca a sua degradação oxidativa, com consequente perda de eficácia.
– Alcatrão e derivados – à semelhança do referido para o eczema, e pelos mesmos motivos, o alcatrão mineral e outros alcatrões foram quase que totalmente retirados do mercado, sobretudo devido ao possível potencial carcinogénico. Restam, actualmente, os champôs de alcatrão que têm utilidade em associação com os outros tratamentos referidos.
– Tazaroteno – é um retinóide tópico; actua modulando a anormal diferenciação e proliferação epidérmica. Tem acção comprovada na psoríase, mas não está comercializado em Portugal.
– Imunomoduladores – o pimecrolimus e o tacrolimus não parecem ser eficazes no tratamento da psoríase em placas, mas nas pregas e na face, onde há melhor absorção, podem ser úteis.

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Tratamento (Uveíte)

—> Uveíte anterior – 1) Aplicar compressas quentes durante 10 minutos, 3-4xdia para alívio sintomático. 2) Tomar analgésicos e usar lentes escuras para minimizar a sensibilidade à luz. 3) Instilar midriáticos/cicloplégicos: dilatam a pupila e aliviam a dor causada pela inflamação da íris. 4) Aplicar corticóides em colírio e/ou pomada: fundamentais pela acção anti-inflamatória.
—> Uveíte posterior – o tratamento depende da identificação da causa subjacente e deve ser consistente com o tratamento da toxoplasmose, tuberculose, sarcoidose ou outra.
Os corticóides devem ser utilizados se a resposta ao tratamento antimicrobiano não for favorável.