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cefotaxima 02 180x180 - Cefotaxima

Cefotaxima

– Cefotaxima – mesmo espectro de actividade e indicações do que a ceftriaxona. A sua t1/2 de 1,4 horas exige administrações mais frequentes, o que reduz o interesse da sua utilização às infecções do recém-nascido, atendendo à toxicidade da ceftriaxona neste grupo etário (ver ceftriaxona).
• Posologia e administração – até 2 g e.v. de 6/6 horas. Nas infecções graves, em adultos, a ceftriaxona é o fármaco de eleição.

alopecia androgenetica maschile 180x180 - Terapêutica Médica Tópica (Alopecia androgenética)

Terapêutica Médica Tópica (Alopecia androgenética)

– Minoxidil tópico – a loção tópica de minoxidil a 2% é uma terapêutica bem estabelecida na alopecia androgenética. Contudo, a loção a 5% condiciona uma resposta clínica mais rápida e evidente.
O mecanismo de acção do minoxidil percutâneo não está completamente esclarecido.
A posologia aconselhada é de 1 ml de solução aplicada de manhã e à noite sobre o couro cabeludo seco. O minoxidil tópico parece não ter eficácia ao nível da região temporal. O tratamento deve ser feito durante pelo menos 6 meses para se poder avaliar a sua eficácia. Uma boa resposta corresponde a paragem da queda excessiva ao fim de 2 a 6 meses, acompanhada pelo início de reponte de cabelos tipo lanugo.
Ao fim do primeiro ano atinge-se uma melhoria estacionária, mas se o tratamento for suspenso, esta melhoria é reversível ao fim de 3 ou 4 meses.
Os melhores resultados são visíveis nos primeiros graus de alopecia androgenética no homem e, isoladamente ou em combinação com terapêutica hormonal, na mulher.
Em regra, quanto mais jovem o paciente, melhor a resposta, diminuindo esta acentuadamente a partir dos 40 anos.
Como efeitos secundários possíveis da aplicação local são de referir o prurido e a hipertricose da face, pelo que na mulher se deve utilizar preferencialmente a solução a 2% que está associada a um menor risco de ocorrência do último. As raras reacções irritativas ou alérgicas descritas (0,1-1% segundo as séries) podem ser provocadas pelo minoxidil ou pelo excipiente.
– Outros tópicos – as formulações tópicas de finasteride a 0,05% e de progesterona a 0,5% não são eficazes, apesar da actividade inibidora da 5-alfa reductase destas substâncias.
No caso de coexistência de dermite seborreica, a utilização de champôs com cetoconazol ou piroctona-olamina pode ser útil na redução da microflora infundibular diminuindo a inflamação que parece agravar a queda de cabelo.
Resultados preliminares de ensaios clínicos de pequena escala com o 2,4-diamino-piramidina-3-óxido, molécula aparentada com o minoxidil, demonstram a sua eficácia antifibrótica, o que facilita a inserção profunda dos folículos na derme com consequente aumento da percentagem de folículos em fase anagénica.

Como se origino el sida 21 180x180 - Escolha do regime inicial II

Escolha do regime inicial II

A opção por um esquema inicial baseado em INNTR ou IP deve ser ponderada de acordo com as características individuais do doente, uma vez que não existem dados que permitam demonstrar, de forma definitiva, diferenças significativas quanto à eficácia a médio prazo entre este dois tipos de esquema de tratamento. Os NNITR (EFV e NVP) têm uma posologia relativamente simples, mas possuem uma barreira genética mais baixa, o que pode facilitar a emergência de estirpes resistentes com perda de eficácia. Além disso, estão mais frequentemente associados a toxicidade hepática, particularmente em doentes co-infectados pelo VHC e pelo VHB e/ou com potencial para abuso de álcool. O EFV deve ser utilizado com precaução em mulheres com potencial para engravidar visto que se pode associar com um risco aumentado de malformações fetais se a exposição se der durante o primeiro trimestre da gravidez.
A potenciação dos IP pelo RTV permite um aumento da exposição sistémica e uma redução da variabilidade dos níveis séricos, resultando numa menor taxa de falências virológicas.
No entanto, à excepção de alguma evidência de superioridade do DRV relativamente ao LPV no doente sem tratamento prévio, não existem dados que permitam evidenciar diferenças significativas quanto à eficácia dos diferentes regimes baseados em IP potenciados na TARV inicial, pelo que a escolha dependerá da ponderação de factores relacionados com o perfil de tolerância e toxicidade de cada combinação em relação à existência de co-morbilidades.
Alguns fármacos disponíveis para o tratamento da hepatite crónica por VHB (3TC, entecavir, adefovir, TDF) têm também actividade contra o VIH e podem afectar a eficácia da TARV se forem administrados de forma isolada a doentes que ainda não a iniciaram. A entricitabina (FTC) tem, também, actividade contra o VHB. O TDF, a FTC e a 3TC podem ocasionar exacerbação aguda da hepatite crónica se forem suspensos, pelo que se recomenda que dois destes (TDF+3TC ou TDF+FTC) sejam usados nos esquemas de TARV em doentes co-infectados por VHB. Em doentes com co-infecção por VHC em tratamento com ribavirina, deve ser evitada, quando possível, a utilização de ABC, por risco de perda de eficácia do tratamento para a hepatite C, de ddl, por risco aumentado de toxicidade mitocondrial associada a este fármaco, e de d4T e AZT, por poderem ter a eficácia reduzida por interacção da ribavirina e por aumento do risco de anemia associado ao AZT. Nestes doentes, o TDF, associado ao 3TC ou ao FTC, é a combinação mais adequada.

pralidoxima injetavel 1024x768 180x180 - Capreomicina (Tuberculose)

Capreomicina (Tuberculose)

– Capreomicina – é um polipéptido, que tem boa actividade contra MT, embora possa ocorrer resistência cruzada com amicacina e canamicina (mas não com SM), pelo que é frequentemente tratado em conjunto com estes fármacos.
• Posologia e administração – apenas está disponível para uso parentérico i.m. Reacções adversas mais frequentes incluem nefrotoxicidade e ototoxicidade, relacionadas com a dose e mais frequentes a partir dos 50 anos. A DDR é de 1 g i.m./5xsemana, não excedendo os 2 meses de tratamento, e de 1 g/3xsemana em doentes com mais de 50 anos.

757840 180x180 - Tratamento II (Ascite)

Tratamento II (Ascite)

A subida da posologia deve ser interrompida ao ser atingido o objectivo: redução da ascite e edemas, avaliada pela perda de peso diário, que não pode exceder 0,5 kg/dia se o doente tiver ascite isolada, ou 1-1,5 kg/dia se tiver ascite e edemas dos membros inferiores. Se for ultrapassado este limite, deve-se inverter o processo de escalada terapêutica e reduzir os fármacos de modo a manter a dose óptima, sem risco de efeitos adversos por espoliação hidroelectrolítica excessiva.
A medida que a ascite se reduz, diminui-se paralelamente a dose de diuréticos até obter uma dose estável que mantenha o doente ambulatório, com ascite diminuta ou mesmo inaparente.
Devem ser monitorizados a frequência cardíaca, tensão arterial, diurese e peso diariamente, e verificados os níveis de ureia, creatinina e ionograma sérico com frequência bissemanal; o ionograma urinário deve ser semanal na fase de incremento da terapêutica, e posteriormente semestral.
Deve ser vigiada a ocorrência de efeitos adversos dos diuréticos, o que acontece em mais de um terço dos casos. O mais frequente é a alcalose hipocaliémica devida à furosemida, que obriga à sua suspensão até à normalização, seguida de reintrodução com dose ajustada dos dois diuréticos. Por seu lado, a espironolactona induz acidose hipoclorémica, embora mais rara, mas que também obriga a suspensão temporária e reajuste posológico e a associação com furosemida. A hiponatremia secundária aos diuréticos deve ser distinguida da hiponatremia de diluição que é uma complicação da ascite refractária, e que tem manejo terapêutico muito permissivo, tolerando-se níveis de sódio até 120-125 mEq/L antes de iniciar correcção.
No caso de se tratar de uma alteração posterior ao início da terapêutica, ponderar reduzir ou suspender a furosemida, pelo seu efeito natriurético potente que pode induzir hiponatremia absoluta, que requer correcção electrolítica atempada.
As complicações com risco de desfecho fatal são a encefalopatia porto-sistémica (EPS) e a insuficiência renal aguda pré-renal por espoliação de volume excessivo, com redução da volemia eficaz, hipotensão arterial eventual e diminuição da perfusão cerebral e/ou renal.
A EPS também pode ocorrer na sequência da alcalose hipocaliémica devida à furosemida, que promove a conversão do ião amónia em circulação em amoníaco, com maior capacidade de difusão nas membranas e permeação da barreira hematoencefálica. Em caso de EPS significativa, devem-se investigar causas independentes, mas deve ser tomada uma decisão precoce de paragem dos diuréticos até à sua reversão, seguida de reintrodução gradual.
A insuficiência renal aguda associada aos diuréticos é precedida por um período fugaz de diurese excessiva (1-2 dias), com perda de peso relevante, seguida de hipotensão arterial e até de oligúria. Instala-se a disfunção renal por diminuição da perfusão plasmática renal, seguida de elevação da creatinina acima de 1,2 mg/dl que marca o diagnóstico. Pode ser revertida com terapêutica imediata de expansão da volemia com 1500cc de soro fisiológico e expansores da volemia, além da suspensão dos diuréticos. O retrocesso na terapêutica da ascite é compensada pela remissão da insuficiência renal, antes de evoluir para necrose tubular aguda e/ou síndrome hepatorrenal.