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BRAIN AVC 180x180 - Prevenção Primária

Prevenção Primária

A prevenção primária tem como objetivo reduzir a incidência de AVC em indivíduos sem antecedentes conhecidos de doença vascular cerebral. Para tal deve diminuir-se a prevalência dos fatores de risco na população em geral e identificar e tratar os indivíduos com fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, hiperlipidemia, tabagismo, alcoolismo, fibrilhação auricular não valvular e estenose carotídea.

comprimidos 180x180 - Prevenção dos fenómenos embólicos (Fibrilhação Auricular)

Prevenção dos fenómenos embólicos (Fibrilhação Auricular)

Têm indicação para anticoagulação oral todos os doentes com EM:
– e FA recorrente ou permanente.
– e episódios embólicos prévios.
– grave e com dimensão da aurícula esquerda superior a 50-55 mm no ecocardiograma.

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Prevenção (Osteoporose)

A prevenção da OP tem como objetivo a obtenção do melhor pico de massa óssea e deve ser feita desde a infância até à adultícia jovem. Embora os fatores genéticos que determinam o pico de massa óssea não possam ser modificados, é possível alterar fatores nutricionais e ambientais que também o influenciam. As medidas não farmacológicas preconizadas devem ser mantidas durante toda a vida porque ajudam também a retardar a perda de massa óssea que se inicia por volta dos 30-35 anos.
Embora na aprovação regulamentar dos fármacos com ação no osso exista uma distinção entre efeitos na prevenção da perda óssea em mulheres com DMO normal ou osteopenia e no tratamento de mulheres com OP, esta distinção não é, hoje em dia, considerada útil nem relevante na prática clínica, dada a gradual mudança de paradigma na abordagem da OP, baseada no risco fracturário.

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Anticoagulação e prática clínica

A prevenção e tratamento das doenças tromboembólicas difere conforme atinjam a circulação arterial ou venosa. A prevenção da trombose arterial passa por prevenir a aterosclerose (por exemplo, controlo da hipertensão arterial e do colesterol, reduzir o tabaco e aumentar o exercício físico). As complicações são reduzidas pelo uso dos antiagregantes plaquetários (AAS, ticlopidina ou clopidogrel).
Em relação à trombose venosa, são utilizados os anticoagulantes por via parentérica (heparina não fraccionada ou de baixo peso molecular – HBPM)) ou os anticoagulantes orais (varfarina ou acenocumarol).
Actualmente as HBPM estão recomendadas para terapêutica e profilaxia em todas as situações clínicas, talvez com a excepção da embolia pulmonar maciça.
A passagem para anticoagulação oral pode começar a ser feita ao fim de 3/4 dias de heparinas, mantendo a HBPM até os níveis de INR (ver tabela 8.1) estarem no intervalo terapêutico pelo menos em duas determinações com intervalo mínimo de 3 dias. Se a profilaxia de uma situação clínica não é urgente (por exemplo, fibrilhação auricular estabilizada), não há necessidade de fazer HBPM.
A dose inicial de varfarina a administrar pode ser de 5 mg, com excepção das pessoas idosas, doentes debilitados, com insuficiência cardíaca congestiva ou com doença hepática, em que a dose deve ser inferior. De início a monitorização deve ser feita com intervalo de 2/3 dias e após estarem estáveis sugere-se um intervalo não superior a 4 a 6 semanas.

o exame examinar diagnostico diagnosticar coracao emergencia cardiaco prevencao pulmao enfermeira pulso pesquisa ciencia 1298305163588 1024x768 180x180 - Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Em termos de custo/benefício, quando se introduz uma terapêutica com AINEs, só se preconiza a prevenção de lesões erosivo/ulceradas gastroduodenais nos doentes de risco: idade superior a 60 anos, co-terapia com antiagregantes plaquetários, corticóides ou anticoagulantes, uso de doses altas de AINEs ou associação de AINEs e antecedentes pessoais de UP. Os fármacos mais rentáveis para esta prevenção são os anti-secretores, nomeadamente os IBP. Em doentes sem risco cardiovascular e com antecedentes pessoais de UP sob AINEs e que necessitem de os manter, estes podem ser substituídos pelos inibidores selectivos da COX-2. No caso destes doentes terem risco cardiovascular, pode manter-se os AINEs e associar um IBP, em terapêutica de manutenção.
A erradicação do Hp é controversa nos indivíduos sob AINEs. Nos casos da utilização de novo dos AINEs, a erradicação prévia do Hp pode ser benéfica. Nos utilizadores crónicos tal não se verifica e só se preconiza naqueles que já sofreram uma UP hemorrágica.
Mas, neste caso, a erradicação do Hp não parece ser suficiente para prevenir a recidiva ulcerada e deve associar-se um IBP, em terapêutica de manutenção.

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Estrogénios (Osteoporose)

A utilização de estrogénios para a prevenção e tratamento da OP pós-menopáusica não é actualmente considerada terapêutica de 1ª linha, dados os resultados de estudos. Embora este estudo tenha demonstrado que os estrogénios reduziam o risco fracturário, ficou também claro que os riscos de cancro da mama e cardiovascular estavam aumentados. Assim, a relação risco-benefício não é considerada vantajosa, se a decisão para iniciar estrogénios estiver apenas relacionada com o osso.
As normas internacionais recomendam a utilização de estrogenoterapia de substituição nos casos em que existam sintomas de climatério significativos. A duração da terapêutica não deve ultrapassar os 5 anos. Durante esse tempo a mulher vai beneficiar também do efeito sobre o osso.
A dose de estrogénios utilizada na prevenção é a equivalente a 0,625 mg de estrogénios equinos conjugados ou 50 jxg/dia nas formas transdérmicas. Nas mulheres que não tenham sido submetidas a histerectomia, é obrigatória a utilização conjunta de progestagénios, de forma cíclica ou contínua, para reduzir o risco de hiperplasia e cancro do endométrio.

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Prevenção das quedas (Osteoporose)

A prevenção das quedas, frequentes nos idosos, é uma das pedras basilares para a prevenção das fracturas.
Devem ser identificados os fatores de risco, intrínsecos e extrínsecos, associados às quedas e feita a sua correção.
Entre os fatores intrínsecos deve ser dada particular atenção à correção de défices de audição e de visão e à melhoria da má função muscular e cognitiva.
Quanto aos fatores extrínsecos, para além dos cuidados com os riscos relacionados com o ambiente envolvente, deve ser tida em conta a utilização cautelosa de fármacos anti-hipertensores e com ação no sistema nervoso central (antidepressivos, hipnóticos, ansiolíticos), cujo uso está relacionado com o risco aumentado de queda com fratura.

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Prevenção Secundária

O risco de recorrência após um AIT (9%/90 dias) ou AVC (6 a 9%/ano) varia de acordo com a idade, os fatores de risco vascular, o tipo de AVC e o tempo decorrido desde o AIT/AVC, sendo máximo nos primeiros dias e meses que a ele se seguem e decrescendo progressivamente ao longo do tempo. A prevenção secundária do AVC compreende o controlo dos fatores de risco, terapêutica antitrombótica e, em certos casos, a remoção cirúrgica ou endovascular de estenoses arteriais severas.

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Prevenção da Reexposição

As recorrências nos envenenamentos são relativamente frequentes e devem ser prevenidas. A educação dos adultos com intoxicações acidentais quanto ao uso seguro de fármacos e químicos deve ser promovida. Devem ainda ser efetivados esforços educacionais junto do pessoal de saúde para que se evitem erros de dosagem. A limitação de acesso aos tóxicos é provavelmente a abordagem mais segura em relação às crianças e sobredosagens intencionais dos adultos. A referenciação e acompanhamento psiquiátrico nos doentes deprimidos ou psicóticos são essenciais.

759984 180x180 - Aspetos Fundamentais do Manuseamento do Doente Intoxicado

Aspetos Fundamentais do Manuseamento do Doente Intoxicado

1) Tratamento de suporte.
2) Prevenção da absorção.
3) Promoção da eliminação.
4) Administração de antídotos.
5) Prevenção da reexposição.