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Reabilitação cardíaca (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

A reabilitação cardíaca definida pela OMS como o “conjunto de medidas necessárias para assegurar, aos doentes cardíacos, condições física, mental e social que lhes permitam ocupar um lugar tanto quanto possível normal na sociedade a que pertencem” é parte integrante da prevenção secundária, obrigatória na abordagem terapêutica do doente coronário. O entendimento atual de um programa de reabilitação cardíaca engloba não só o exercício físico, tradicionalmente considerado como o seu elemento principal, como também a identificação e controlo dos fatores de risco presentes e o apoio psicológico, sempre que necessário. A correta aplicação deste processo multidisciplinar permite, com riscos reduzidos, aumentar a tolerância ao esforço, diminuir os sintomas isquémicos com consequente melhoria da qualidade de vida, reduzir a recorrência de eventos cardíacos e aumentar a sobrevida. Poderão ser incluídos doentes com antecedentes de EAM, doentes que foram submetidos a qualquer tipo de revascularização miocárdica, doentes com angina crónica estável ou com insuficiência cardíaca crónica não descompensada, salvaguardadas as contraindicações para a prática do exercício. A redução de medicamentos e a diminuição do número de reenfartes ou de reinternamentos, conjuntamente com uma melhor e mais rápida reinserção socioprofissional favorecem a relação custo-benefício, tornando a reabilitação cardíaca economicamente justificável.

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Prevenção Primária

A prevenção primária tem como objetivo reduzir a incidência de AVC em indivíduos sem antecedentes conhecidos de doença vascular cerebral. Para tal deve diminuir-se a prevalência dos fatores de risco na população em geral e identificar e tratar os indivíduos com fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, hiperlipidemia, tabagismo, alcoolismo, fibrilhação auricular não valvular e estenose carotídea.

comprimidos 180x180 - Prevenção dos fenómenos embólicos (Fibrilhação Auricular)

Prevenção dos fenómenos embólicos (Fibrilhação Auricular)

Têm indicação para anticoagulação oral todos os doentes com EM:
– e FA recorrente ou permanente.
– e episódios embólicos prévios.
– grave e com dimensão da aurícula esquerda superior a 50-55 mm no ecocardiograma.

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Prevenção (Osteoporose)

A prevenção da OP tem como objetivo a obtenção do melhor pico de massa óssea e deve ser feita desde a infância até à adultícia jovem. Embora os fatores genéticos que determinam o pico de massa óssea não possam ser modificados, é possível alterar fatores nutricionais e ambientais que também o influenciam. As medidas não farmacológicas preconizadas devem ser mantidas durante toda a vida porque ajudam também a retardar a perda de massa óssea que se inicia por volta dos 30-35 anos.
Embora na aprovação regulamentar dos fármacos com ação no osso exista uma distinção entre efeitos na prevenção da perda óssea em mulheres com DMO normal ou osteopenia e no tratamento de mulheres com OP, esta distinção não é, hoje em dia, considerada útil nem relevante na prática clínica, dada a gradual mudança de paradigma na abordagem da OP, baseada no risco fracturário.

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Anticoagulação e prática clínica

A prevenção e tratamento das doenças tromboembólicas difere conforme atinjam a circulação arterial ou venosa. A prevenção da trombose arterial passa por prevenir a aterosclerose (por exemplo, controlo da hipertensão arterial e do colesterol, reduzir o tabaco e aumentar o exercício físico). As complicações são reduzidas pelo uso dos antiagregantes plaquetários (AAS, ticlopidina ou clopidogrel).
Em relação à trombose venosa, são utilizados os anticoagulantes por via parentérica (heparina não fraccionada ou de baixo peso molecular – HBPM)) ou os anticoagulantes orais (varfarina ou acenocumarol).
Actualmente as HBPM estão recomendadas para terapêutica e profilaxia em todas as situações clínicas, talvez com a excepção da embolia pulmonar maciça.
A passagem para anticoagulação oral pode começar a ser feita ao fim de 3/4 dias de heparinas, mantendo a HBPM até os níveis de INR (ver tabela 8.1) estarem no intervalo terapêutico pelo menos em duas determinações com intervalo mínimo de 3 dias. Se a profilaxia de uma situação clínica não é urgente (por exemplo, fibrilhação auricular estabilizada), não há necessidade de fazer HBPM.
A dose inicial de varfarina a administrar pode ser de 5 mg, com excepção das pessoas idosas, doentes debilitados, com insuficiência cardíaca congestiva ou com doença hepática, em que a dose deve ser inferior. De início a monitorização deve ser feita com intervalo de 2/3 dias e após estarem estáveis sugere-se um intervalo não superior a 4 a 6 semanas.

o exame examinar diagnostico diagnosticar coracao emergencia cardiaco prevencao pulmao enfermeira pulso pesquisa ciencia 1298305163588 1024x768 180x180 - Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Prevenção das lesões gastroduodenais na utilização dos AINEs

Em termos de custo/benefício, quando se introduz uma terapêutica com AINEs, só se preconiza a prevenção de lesões erosivo/ulceradas gastroduodenais nos doentes de risco: idade superior a 60 anos, co-terapia com antiagregantes plaquetários, corticóides ou anticoagulantes, uso de doses altas de AINEs ou associação de AINEs e antecedentes pessoais de UP. Os fármacos mais rentáveis para esta prevenção são os anti-secretores, nomeadamente os IBP. Em doentes sem risco cardiovascular e com antecedentes pessoais de UP sob AINEs e que necessitem de os manter, estes podem ser substituídos pelos inibidores selectivos da COX-2. No caso destes doentes terem risco cardiovascular, pode manter-se os AINEs e associar um IBP, em terapêutica de manutenção.
A erradicação do Hp é controversa nos indivíduos sob AINEs. Nos casos da utilização de novo dos AINEs, a erradicação prévia do Hp pode ser benéfica. Nos utilizadores crónicos tal não se verifica e só se preconiza naqueles que já sofreram uma UP hemorrágica.
Mas, neste caso, a erradicação do Hp não parece ser suficiente para prevenir a recidiva ulcerada e deve associar-se um IBP, em terapêutica de manutenção.

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Estrogénios (Osteoporose)

A utilização de estrogénios para a prevenção e tratamento da OP pós-menopáusica não é actualmente considerada terapêutica de 1ª linha, dados os resultados de estudos. Embora este estudo tenha demonstrado que os estrogénios reduziam o risco fracturário, ficou também claro que os riscos de cancro da mama e cardiovascular estavam aumentados. Assim, a relação risco-benefício não é considerada vantajosa, se a decisão para iniciar estrogénios estiver apenas relacionada com o osso.
As normas internacionais recomendam a utilização de estrogenoterapia de substituição nos casos em que existam sintomas de climatério significativos. A duração da terapêutica não deve ultrapassar os 5 anos. Durante esse tempo a mulher vai beneficiar também do efeito sobre o osso.
A dose de estrogénios utilizada na prevenção é a equivalente a 0,625 mg de estrogénios equinos conjugados ou 50 jxg/dia nas formas transdérmicas. Nas mulheres que não tenham sido submetidas a histerectomia, é obrigatória a utilização conjunta de progestagénios, de forma cíclica ou contínua, para reduzir o risco de hiperplasia e cancro do endométrio.

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Prevenção das quedas (Osteoporose)

A prevenção das quedas, frequentes nos idosos, é uma das pedras basilares para a prevenção das fracturas.
Devem ser identificados os fatores de risco, intrínsecos e extrínsecos, associados às quedas e feita a sua correção.
Entre os fatores intrínsecos deve ser dada particular atenção à correção de défices de audição e de visão e à melhoria da má função muscular e cognitiva.
Quanto aos fatores extrínsecos, para além dos cuidados com os riscos relacionados com o ambiente envolvente, deve ser tida em conta a utilização cautelosa de fármacos anti-hipertensores e com ação no sistema nervoso central (antidepressivos, hipnóticos, ansiolíticos), cujo uso está relacionado com o risco aumentado de queda com fratura.

EB4E3 180x180 - Prevenção Secundária

Prevenção Secundária

O risco de recorrência após um AIT (9%/90 dias) ou AVC (6 a 9%/ano) varia de acordo com a idade, os fatores de risco vascular, o tipo de AVC e o tempo decorrido desde o AIT/AVC, sendo máximo nos primeiros dias e meses que a ele se seguem e decrescendo progressivamente ao longo do tempo. A prevenção secundária do AVC compreende o controlo dos fatores de risco, terapêutica antitrombótica e, em certos casos, a remoção cirúrgica ou endovascular de estenoses arteriais severas.

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Prevenção da Reexposição

As recorrências nos envenenamentos são relativamente frequentes e devem ser prevenidas. A educação dos adultos com intoxicações acidentais quanto ao uso seguro de fármacos e químicos deve ser promovida. Devem ainda ser efetivados esforços educacionais junto do pessoal de saúde para que se evitem erros de dosagem. A limitação de acesso aos tóxicos é provavelmente a abordagem mais segura em relação às crianças e sobredosagens intencionais dos adultos. A referenciação e acompanhamento psiquiátrico nos doentes deprimidos ou psicóticos são essenciais.