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Feocromocitoma 180x180 - Diagnóstico (Feocromocitoma)

Diagnóstico (Feocromocitoma)

Doseamento sérico das catecolaminas e urinário do ácido vanilmandélico, metanefrinas e ácido homovanílico.
Pode haver indicação para despiste de feocromocitoma nos casos de crianças e adultos jovens com HTA, doentes com clínica sugestiva, HTA que não responde ao tratamento convencional, HTA lábil com hipotensão ortostática, história familiar de MEN2 e nos casos de adenoma da SR e HTA.
O feocromocitoma pode ocorrer em qualquer local que haja células cromoafins como gânglios simpáticos e plexos nervosos, no entanto, 95% dos feocromocitomas encontram-se no abdómen e, destes, 85% na SR.
Pode ser multicêntrico em 10% dos casos e normalmente pequeno (<100 g), hipervascularizado com áreas quísticas e de hemorragia. A RM é superior à TC na localização destes tumores, já que o feocromocitoma apresenta uma imagem hiperintensa em T2 em contraste com a maioria dos outros tumores da SR. O MIBG é um exame bastante específico para a detecção de massas que produzem catecolaminas, como o feocromocitoma e neuroblastomas. Mostra-se particularmente útil na identificação de tumores extra-abdominais e metástases. O tratamento médico prévio a cirurgia permite o controlo dos sintomas e da HTA, bem como a normalização do volume plasmático, o que permite um melhor equilíbrio tensional na altura da cirurgia. Utiliza-se antagonistas alfa-adrenérgicos como a fenoxibenzamina (20 a 40 mg com aumento progressivo até controlo clínico), fentolamina e nitroprussato de sódio durante o acto operatório. Os bloqueantes como o propanolol para o controlo da taquiacardia ou arritmias só devem ser utilizados após o bloqueio alfa-adrenérgico. Imediatamente após o tratamento cirúrgico observa-se uma queda acentuada da tensão arterial, que deve ter tratamento com expansores do plasma, sendo que a não ocorrência desta queda da tensão arterial pode significar uma persistência do tumor.

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Tratamento (Amebíase)

A terapêutica médica da amebíase é efectuada com diversos fármacos com acção nas formas de trofozoítos e/ou quísticas. Os fármacos dividem-se de acordo em: tecidulares (extralume intestinal), de contacto (no lume intestinal) e de acção mista.
—> Amebicidas tecidulares e mistos – metronidazol, 750 mg de 8/8 horas durante 10 dias; tinidazol, 2 g/dia durante 3 dias; dehidroemetina, 1 mg/kg/dia i.m. durante 10 dias; cloroquina, 300 mg/dia durante 2-3 semanas.
—> Derivados imidazólicos:
• Metronidazol – o metronidazol é bem absorvido. Nos abcessos amebianos do fígado, este medicamento possui actividade amebicida. Os seus principais efeitos secundários são: náuseas, cefaleias, secura da boca, sabor metálico e depressão das ondas T no ECG.
A concomitante ingestão de álcool pode provocar um efeito “Antabus”. Dado que pode causar encefalopatia e leucopenia, está contra-indicado em doentes com doença activa do SNC ou com alterações hematológicas.
A dose terapêutica é de 750-800 mg (35-50 mg/kg/dia em crianças) administrados p.o. 3xdia, durante 10 dias. Nos casos em que o doente apresenta mau estado geral ou impossibilidade de deglutir, pode administrar-se por via parentérica, mantendo a mesma dose.
Tinidazol – semelhante ao metronidazol, possui melhor tolerância. Na dose de 800 mg/3xdia durante 5 dias p.o., consegue-se obter o efeito terapêutico desejado. Nas crianças, 60 mg/kg/dia (máximo: 2 g) p.o., em toma única diária, durante 3 dias.
Alguns autores consideram eficaz a administração, em adultos, do tinidazol na dose de 2 g diários p.o. durante 2 ou 3 dias.
As precauções e contra-indicações deste produto são semelhantes às do metronidazol.
Dehidroemetina – indicada no tratamento do abcesso amebiano do fígado.
Efeitos tóxicos, principalmente cardíacos com arritmias e pré-cordialgias provocando depressão ou inversão das ondas T e aumento do intervalo Q-T no ECG, neuromusculares com mialgias e adinamia; é ainda, no local da injecção, acompanhada, por vezes, de dor e rigidez muscular. Os vómitos, outro dos efeitos acessórios, podem aparecer ocasionalmente.
A dehidroemetina prescreve-se na dose de l/mg/kg/dia (máximo: 90 mg) i.m. durante 10 dias sob monitorização cardíaca. Na criança, a dose é similar sendo dividida em 2 tomas.
Embora este medicamento tenha sido substituído pelo metronidazol, devido à sua menor toxicidade, continua a ter as suas indicações nos casos em que o metronidazol não esteja disponível ou quando não tenha sido eficaz.
• Cloroquina – a cloroquina não tem acção sobre as amibas no lume intestinal, no entanto, pode ser usada no tratamento do abcesso amebiano em associação com outros amebicidas.
Os efeitos secundários mais conhecidos são as perturbações gastrintestinais, cefaleias, tonturas e, ocasionalmente, prurido, não devendo ser utilizada em doentes com psoríase, porfírias ou alterações retinianas.
A dose recomendada é de 600 mg base por dia, durante 2 dias, seguido de 300 mg base, diariamente, durante 2-3 semanas. Nas crianças, a dose é de 10 mg base/kg/dia (máximo: 300 mg) durante 2-4 semanas. Pode ser feita uma associação com a dehidroemetina.

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Radiologia (Pneumonia Intersticial Linfóide)

Encontram-se alterações em vidro despolido e nódulos mal definidos centrolobulares. Podem surgir pequenas imagens quísticas e linfadenopatias hilares e mediastínicas.