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Tratamento das Doenças Reumáticas

A Reumatologia é o ramo das ciências médicas que se dedica à profilaxia, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças do aparelho locomotor. A abordagem inicial dos doentes portadores de patologia reumática carece de uma avaliação clínica criteriosa, passando por uma colheita de história clínica minuciosa e por um exame objetivo pormenorizado.
Para o diagnóstico das diversas patologias do aparelho locomotor, o médico deve basear-se em princípios relativamente simples, de índole essencialmente clínica, complementando esses dados com os obtidos com os exames complementares de diagnóstico.
Possivelmente, mais nenhuma especialidade médica necessitará tanto dos dados obtidos com o inquérito e com o exame objetivo dos doentes, para obter os diferentes diagnósticos. A maior parte dos critérios definidos para a classificação e diagnóstico das diferentes entidades nosológicas reumatológicas são de índole clínica, quer se trate de doenças de natureza complexa como, por exemplo, as doenças do tecido conjuntivo, quer se trate de situações etiopatogenicamente mais simples, como os reumatismos de partes moles.
As doenças reumáticas englobam mais de 120 entidades nosológicas que interessa identificar. Cada doença requer um plano terapêutico integrado, por vezes com necessidade de recurso a diferentes especialidades médicas ou cirúrgicas e a outros técnicos de saúde. Uma correta identificação dos problemas é determinante para o êxito do tratamento.
Não é do âmbito deste trabalho a descrição pormenorizada do inquérito clínico e do exame objetivo em Reumatologia. Nestes se baseia, contudo, toda a atividade clínica dos médicos que se dedicam a este grupo de patologias.

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Tratamento (Bursite Anserina)

O tratamento conservador passa pela utilização de AINEs, aplicação local de gelo e pelo repouso.
A reabilitação, nomeadamente a utilização dos ultra-sons, pode ajudar no tratamento.
Os exercícios de estiramento dos músculos da “pata de ganso” devem ser ensinados para realização diária.
A injeção com corticosteróides pode ser extremamente eficaz, no caso de não haver resposta às medidas anteriores, ou se a dor noturna ou em repouso for intensa.
Raramente há necessidade de recorrer à cirurgia.
Pode haver recidivas, sobretudo se a bursite anserina está associada à osteoartrose do joelho.

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Tratamento médico do doente em diálise – Dieta e Nutrição

No início de tratamento dialítico, muitos doentes apresentam sinais de desnutrição devido a perda de massa muscular resultante de perturbações do apetite e do aumento do catabolismo que ocorrem durante a evolução da DRC. Com o início da terapêutica dialítica, verifica-se em geral a recuperação do apetite, sendo desejável que o doente adquira um bom estado de nutrição, importante determinante do seu bem-estar, reabilitação e sobrevivência. Assim, a dieta não deve ser excessivamente restritiva, sendo aconselhável uma ingesta diária com cerca de 1,2 g/kg de proteínas e 35 Kcal/kg de peso/dia. A ingestão de sódio deve ser individualizada de acordo com a tensão arterial, mas mesmo no doente com tensão arterial normal ou baixa, a restrição de sódio é recomendável para limitar a sede e, portanto, o aumento ponderal entre diálises. A restrição de potássio de moderada assim como a restrição de fósforo, sendo este um dos elementos importantes na prevenção da doença óssea.

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Cirurgia

Constitui a forma mais antiga e ainda a mais eficaz de tratar o cancro (não hematológico), especialmente com intenção curativa. A cirurgia é também, para além de tratamento, um método auxiliar de diagnóstico ou de suporte do doente e um método de reabilitação/reconstrução.
A sua indicação na terapêutica pressupõe habitualmente que a neoplasia se encontra limitada, ou seja, sem metástases à distância. Deverá ter em conta a condição geral do doente (risco cirúrgico), a probabilidade de se conseguir uma ressecção completa sem compromisso excessivo de órgãos vizinhos, a natureza da própria neoplasia (por exemplo, no carcinoma de pequenas células do pulmão a taxa de recidiva é tão alta, mesmo em estádios limitados, que a sua ressecção por sistema não está indicada) e a mutilação morfológica ou funcional que provoca.
A cirurgia oncológica tem regras estritas e a experiência do cirurgião é determinante do sucesso do tratamento; a abordagem do tumor com margens de segurança é essencial, implicando por vezes o exame extemporâneo para determinar se as margens estão livres de tumor. Além da ressecção do tumor, é habitual a linfadenectomia regional – por exemplo, da axila no carcinoma da mama – quer para estabelecimento de factores de prognóstico e definição de tratamento, quer como técnica de tratamento complementar do tumor primitivo. Nalgumas situações, a extensão da ressecção ganglionar adjacente ao tumor é por si um factor determinante do prognóstico (por exemplo, em cirurgia do cólon). Nos últimos anos, para alguns tipos de tumor (mama, melanoma) tem sido desenvolvida a técnica do gânglio sentinela – marcação por métodos isotópicos e outros do primeiro gânglio envolvido na via de drenagem linfática do tumor primitivo, local inicial de envolvimento pelo tumor no caso de disseminação linfática; se o gânglio sentinela é negativo pode assim ser evitada uma dissecção de uma região ganglionar e evitadas as suas sequelas.
É comum classificar o tipo de ressecção cirúrgica em RO (sem doença residual microscópica ou macroscópica), RI (sem doença residual macroscópica mas não confirmada por exame anatomopatológico – normalmente correspondendo a ausência de margens de ressecção livres de tumor) ou R2 (doença residual macroscópica).
A cirurgia pode, no entanto, também estar indicada no tratamento de doença metastática.
Em algumas situações pode estar indicada com intenção paliativa ou mesmo curativa.
As indicações dependem do tipo de neoplasia, da extensão da doença metastática e do estado do próprio doente. São exemplo de eventuais indicações cirúrgicas as metástases hepáticas, pulmonares, cerebrais, ósseas ou cutâneas. No tumor do ovário, por exemplo, a cirurgia pode ser só de redução do volume tumoral, mas está claramente definido que o volume tumoral restante é determinante da resposta à quimioterapia e do prognóstico global da doença.
A cirurgia pode também estar indicada com intenção paliativa em situações como, por exemplo, a neoplasia do pâncreas não ressecável, em que pode ser necessária uma derivação biliodigestiva, ou a neoplasia colorrectal com risco de oclusão ou hemorragia mantida.
Ao longo das últimas décadas, a tendência geral de tratamento da doença oncológica tem sido de integração das várias modalidades – cirurgia, quimioterapia, radioterapia, em sequência variável de caso para caso – e de redução da agressão cirúrgica – quer por recurso a cirurgia menos mutilante (por exemplo, tumorectomia em vez de mastectomia), quer pelo recurso a técnicas menos invasivas (cirurgia laparoscópica).

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Atividade Física (Insuficiência Cardíaca)

O repouso é útil na IC aguda ou nas fases de agudização da IC crónica.
O descondicionamento é uma causa possível de alterações do metabolismo muscular, contribui para a progressão da IC e deve ser evitado. O exercício regular melhora o controlo autonómico, estimulando o parassimpático e inibindo o simpático, diminui a disfunção endotelial, aumenta a capacidade vasodilatadora e reduz o stress oxidativo. É aconselhado exercício regular, moderado, diário.
Um programa de reabilitação cardíaca individualizado permite melhorar a capacidade funcional e a qualidade de vida.

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Reabilitação cardíaca (Doença Cardiovascular Aterosclerótica)

A reabilitação cardíaca definida pela OMS como o “conjunto de medidas necessárias para assegurar, aos doentes cardíacos, condições física, mental e social que lhes permitam ocupar um lugar tanto quanto possível normal na sociedade a que pertencem” é parte integrante da prevenção secundária, obrigatória na abordagem terapêutica do doente coronário. O entendimento atual de um programa de reabilitação cardíaca engloba não só o exercício físico, tradicionalmente considerado como o seu elemento principal, como também a identificação e controlo dos fatores de risco presentes e o apoio psicológico, sempre que necessário. A correta aplicação deste processo multidisciplinar permite, com riscos reduzidos, aumentar a tolerância ao esforço, diminuir os sintomas isquémicos com consequente melhoria da qualidade de vida, reduzir a recorrência de eventos cardíacos e aumentar a sobrevida. Poderão ser incluídos doentes com antecedentes de EAM, doentes que foram submetidos a qualquer tipo de revascularização miocárdica, doentes com angina crónica estável ou com insuficiência cardíaca crónica não descompensada, salvaguardadas as contraindicações para a prática do exercício. A redução de medicamentos e a diminuição do número de reenfartes ou de reinternamentos, conjuntamente com uma melhor e mais rápida reinserção socioprofissional favorecem a relação custo-benefício, tornando a reabilitação cardíaca economicamente justificável.