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medicamentos para controlar la diabetes 180x180 - Meglitinidas

Meglitinidas

Formam uma ligação ao receptor das sulfonilureias e restauram a primeira fase de secreção de insulina (rápida); possuem um início de acção rápido e semivida curta e devem ser administradas imediatamente antes das refeições em 3 tomas ao dia.

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Tratamento (Anorexia e Caquexia)

Diversas medidas têm sido preconizadas no controlo desta síndrome:
—> Suporte nutricional – frequência e volume de refeições, conteúdo qualitativo, suplementos, enquadramento social.
—> Terapêutica farmacológica – corticóides, progestagénios (acetato de megestrol,160 mg/dia oral, eventualmente doses superiores) e antidopaminérgicos (metoclopramida e domperidone) são os grupos farmacológicos mais usados. Existem também referências a outros como: anti-histamínicos (ciproheptadina), androgénios/anabolizantes, óleo de peixe (rico em ácido eicosapentanoico) ou talidomida.
—> Intervenção não farmacológica – esclarecimento adequado do doente e familiares sobre a síndrome e os possíveis objectivos, estimulação de exercício físico adaptado e, quando possível, evitar o confinamento físico do doente a uma residência ou divisão da mesma.

insulinoterapia londrina 180x180 - Insulinoterapia na diabetes tipo 2

Insulinoterapia na diabetes tipo 2

As causas mais comuns para se iniciar insulinoterapia na DM tipo 2 são:
Falência da terapêutica com ADO.
Sinais e sintomas espoliativos.
—> Cetoacidose espontânea.
Pode-se iniciar-se com:
Insulina lenta 1 x dia (de manhã ou ao deitar).
A insulina endógena cobre as refeições. Este esquema, embora não recomendado para a DM tipo 1 pode ser eficaz na DM tipo 2 já que muitos doentes possuem insulina residual.
Raramente é eficaz para se atingir os objectivos do tratamento.
Insulina lenta 1 x dia associada a sulfonilureias ou metformina às refeições.
Pode reduzir a síntese de glicose pelo fígado, que é uma das principais causas de hiperglicemia na diabetes DM tipo 2.
-» Duas ou mais administrações ao dia de mistura de insulina (por exemplo: Mixtard 30, Humalog mix 25).
Normalmente utiliza-se 60% da dose de manhã (antes do pequeno-almoço) e 40% antes do jantar.
Pode levar a um aumento de peso considerável.

3002279 180x180 - Glibenclamida (Daonil, Euglucon)

Glibenclamida (Daonil, Euglucon)

Semivida de 1 a 2 horas do fármaco não metabolizado, no entanto, o efeito biológico da glibenclamida claramente atinge as 24 horas. É um hipoglicemiante potente metabolizado no fígado e excretado pelo rim.
Normalmente inicia-se com 2,5 mg/dia administração 30 minutos antes das refeições (dose única) e pode-se aumentar até 5 a 10 mg/dia.
Pode levar a hipoglicemia potencialmente grave, prolongada e ocasionalmente fatal, principalmente em doentes idosos, com doença cardiovascular, hepática ou insuficiência renal.

Diabetes Diet Foods 180x180 - Tratamento da DM tipo 2

Tratamento da DM tipo 2

O plano alimentar com fraccionamento em 6-8 refeições por dia deve ter o objectivo de gerar um défice de 500 Kcal/dia, o que leva a uma perda de 0,5 kg/semana.
Os HC (hidratos de carbono) complexos devem ser responsáveis por mais de 55 a 65% da ingestão calórica total e os ácidos gordos devem ser responsáveis por menos de 30%. Deve haver igualmente uma restrição dos ácidos gordos saturados em menos de 10% da ingestão de calorias por dia.
As proteínas devem ser responsáveis por 10-15% da ingestão calórica (80-120 g de carne por refeição).
Aconselhar uma redução da ingestão de álcool para 30-40 g/dia, principalmente se houver obesidade, dislipidemia ou neuropatia, e uma de sal em menos de 6 g/dia.
A glicemia pode ser normalizada em 15-20% dos doentes com DM tipo 2 apenas com o plano alimentar e aumento da actividade física.

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Restrição de Cálcio

À luz dos conhecimentos atuais fundamentados na fisiologia da absorção do cálcio e do oxalato e dos trabalhos epidemiológicos recentes levados a cabo por Curhan et al, não há razão para se fazer qualquer restrição dietética de cálcio, exceto em condições muito particulares. Orientadas pelo estudo metabólico e fundamentadas em qualquer desvio alimentar, as necessidades mínimas diárias estão estimadas em 800 mg/dia e, de forma nenhuma, os consumos pedidos devem ser inferiores. A recomendação geral será de 1000 mg/dia, como consumo de cálcio desejado para um adulto. Os suplementos de cálcio não são recomendados a doentes com litíase. Exceto nos casos de hiperoxalúria entérica. Nestes casos, os suplementos devem ser tomados com as refeições.
Também nos casos de osteopenia, sempre que haja necessidade de suplementos de cálcio estes devem ser administradas com as refeições. Há evidencia de que os suplementos de cálcio têm um efeito diferente do encontrado com uma dieta rica em cálcio. Tanto no homem como na mulher, os suplementos de cálcio aumentam cm cerca de 20% o risco de formação de cálculos. Variações dos níveis de cálcio na dieta mostraram que quanto maior for a ingestão de cálcio, menor será a excreção de oxalato.
Em doentes submetidos a uma carga de 2 g/dia de oxalato, a dose de 1 g/dia de cálcio apresenta, na urina, cristais de oxalato de cálcio agregados, que desaparecem quando a dose de cálcio sobe para 4 g/dia.
Em resumo, podemos dizer que uma ingestão baixa de cálcio tem um efeito nocivo sobre a densidade óssea. Por outro lado, a falta de cálcio no intestino irá impedir a formação do complexo de oxalato de cálcio e reduzir assim a absorção de oxalato.
Por todas estas razões, o doente litiásico não deve ser aconselhado a fazer restrição de cálcio, desde que mantenha padrões normais do seu consumo. Mas também não deve ser encorajado a fazer grande ingestão de leite de vaca com a ideia de prevenir a sua falta ao nível do osso, pois também isto se contesta hoje.