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Disfunção Eréctil

A DE (disfunção eréctil) é a incapacidade persistente para obter ou manter uma erecção peniana que permita a um homem ter relações sexuais satisfatórias. A sua prevalência global em Portugal é de cerca de 13%, embora os números baixem para 5% quando referidos às disfunções erécteis moderadas e graves.
Uma regra básica da terapêutica da DE impõe que se tentem sempre medidas menos invasivas antes de se avançarem para medidas mais invasivas. Assim, a terapêutica da DE pode ser classificada em três níveis, baseados não só na agressividade da terapêutica, mas também em critérios práticos de quem deve prescrevê-la e executá-la.
As chamadas terapêuticas de 1.ª linha são aquelas que podem ser prescritas por qualquer médico, desde que bom conhecedor da DE e dos tratamentos que vai prescrever. São constituídas pelas atitudes preventivas, pelas terapêuticas orais e pelo dispositivo de erecção por vácuo.
As terapêuticas de 2.ª linha, reservadas para situações mais graves ou que não melhoraram com as terapêuticas de 1.ª linha, estão vocacionadas para serem prescritas e/ou administradas por sexólogos e andrologistas. São constituídas pela psicoterapia, pela terapêutica intracavernosa e pela terapêutica transuretral.
A 3.ª linha terapêutica, para as situações que não respondem às terapêuticas de 1.ª e 2.ª linha, é exclusivamente constituída pela cirurgia.

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Trichomonas Vaginalis

A tricomoníase é a doença de transmissão sexual, não virai, mais comum do aparelho genital com cerca de 120 milhões de mulheres com este diagnóstico por ano. A infecção a Trichomonas transmite-se quase exclusivamente pelo contacto/relações sexuais.
A Trichomonas vaginalis é um protozoário flagelado que se liga à mucosa vaginal e ingere outras bactérias. Está frequentemente associada a VB. Recentemente, foi relacionada com resultados adversos na gravidez (PPT, RPPM, RCIU), com facilitação na aquisição da infecção por VIH e com risco aumentado de celulite pós-histerectomia.
A morbilidade associada a esta patologia relaciona-se com a sua frequente associação à VB.

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Pediculose Púbica

É uma infestação das áreas pilosas pelo Phthirius púbis. Predomina no púbis, mas pode atingir os pêlos do peito, axilas e pestanas. E mais frequente em adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer grupo etário. A transmissão faz-se por contacto físico estreito, nomeadamente relações sexuais ou pela partilha da mesma cama e utilização de roupas contaminadas.
Do ponto de vista clínico pode ser assintomática, ou causar prurido ligeiro a moderado durante meses. Objectivamente vêem-se os piolhos como pequenas manchas castanhas claras nas áreas pilosas, semelhando crostas aderentes à pele, e as lêndeas – ovos aderentes aos pêlos. Acessoriamente, podem ainda observar-se pápulas eritematosas urticariformes nos locais onde o piolho se alimenta, escoriações, liquenificação e impétigo, em doentes com muito prurido e as máculas cerúleas manchas azuis prateadas – que não desaparecem à vitropressão.
A área preferencialmente atingida é o púbis, mas todas as outras áreas pilosas, em especial nos homens, podem estar afectadas: axilas, períneo, coxas, pernas, tronco. Nas crianças, as pestanas e as sobrancelhas podem ser infestadas, sem haver envolvimento púbico.