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Leflunomida (Artrite Reumatóide)

– Leflunomida – a leflunomida é uma prodroga. O metabolito activo inibe a dihidroorato-desidrogenase interferindo na síntese das pirimidinas.
Tem demonstrado, em estudos controlados, eficácia significativa no tratamento da AR, comparável à da SZP e do metotrexato, sendo relativamente bem tolerado.
O benefício obtido com este medicamento parece ser alcançado mais rapidamente do que com outras terapêuticas de fundo, sendo evidente após 2 a 3 meses de terapêutica.
A sua administração faz-se por via oral, com uma dose inicial diária nos primeiros 3 dias de 100 mg/dia e, posteriormente, uma dose de manutenção de 20 mg/dia.
Os seus principais efeitos secundários são diarreia, queda de cabelo, rash cutâneo, agravamento da HTA (hipertensão arterial) e elevação das enzimas hepáticas. A maioria destes efeitos são reversíveis com diminuição da dose para 10 mg/dia. Tal como em relação ao metotrexato, a leflunomida é potencialmente teratogénica, estando contra-indicada durante a gravidez.
A leflunomida pode demorar até 2 anos para ser completamente eliminada do corpo humano após paragem da sua administração. A colestiramina pode acelerar a sua excreção (8 g/3xdia, via oral, durante 11 dias).

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Clínica (Condrocalcinose)

A DDPC pode manifestar-se clinicamente sob seis formas principais:
– Tipo A – pseudogota – uma artrite aguda causada pela libertação de cristais de PPC (pirofosfato de cálcio) para o espaço articular. Os surtos são autolimitados, mono ou poliarticulares e por vezes associados a febre. Entre as crises, o doente está tipicamente assintomático. O joelho é a articulação mais frequentemente afetada (em 50% dos casos). Outras articulações podem ser atingidas: punhos, ombros, ancas ou tibiotársicas. Tal como na gota úrica, as crises podem ser desencadeadas por doenças médicas ou intervenções cirúrgicas.
A condrocalcinose pode estar associada ao hiperparatiroidismo, hemocromatose, hipofosfatemia ou hipomagnesemia, sendo mais frequente nos idosos.
-> Tipo B – pseudo-artrite reumatóide – é caracterizada por uma poliartrite crónica simétrica mimetizando a artrite reumatóide.
-> Tipo C – pseudo-osteoartrose com crises agudas – caracteriza-se por alterações degenerativas em múltiplas articulações com sobreposição de crises agudas.
-> Tipo D – pseudo-osteoartrose sem crises agudas – difere da anterior por não cursar com agudizações.
-> Tipo E – assintomática ou lantânica – é a forma de apresentação mais frequente. Traduz-se por alterações radiológicas sem manifestações clínicas.
-> Tipo F – pseudo-artropatia neuropática ou de Charcot – é uma artropatia rapidamente destrutiva, rara, semelhante à que ocorre nas neuropatias, mas sem que haja alterações neurológicas.

450x338 esclerose multipla 180x180 - Terapêuticas de fundo (Espondilartrites)

Terapêuticas de fundo (Espondilartrites)

– Terapêuticas de fundo – ao contrário do que se passa com a artrite reumatóide, não parecem existir drogas capazes de influenciar o curso da doença ou de retardar o processo de ossificação. A salazopirina é, porém, a droga mais correntemente utilizada com esse fim nas espondilartrites. Alguns estudos efetuados mostraram alguma eficácia nos envolvimentos articulares periféricos, e escassa nos axiais. No envolvimento periférico, o seu uso deve, no entanto, ser protelado nas situações de resolução espontâneas dos sintomas, nos envolvimentos oligoarticulares ou nas situações muito evoluídas. Um efeito adicional parece encontrar-se no tratamento das uveítes ao reduzir o número de células e ao melhorar a acuidade visual. Os efeitos secundários são raros, sendo referidos mais frequentemente as manifestações gastrintestinais, pelo que a sua introdução deve ser efetuada de forma progressiva (um aumento semanal de 500 mg até 1 dose máxima de 6 g/dia). Será necessário um mínimo de 16 semanas antes de a considerarmos ineficaz. Após 2 anos de remissão, a sua suspensão deverá ser equacionada sob vigilância clínica e laboratorial.
Drogas utilizadas na AR como o metotrexato, os sais de ouro, a D-penicilamina e os antimaláricos são por vezes utilizadas nas espondilartrites, sobretudo nas formas crónicas com envolvimento periférico, embora para muitas delas os estudos controlados contra placebo sejam escassos ou mesmo inexistentes. Uma chamada de atenção para o metotrexato, fármaco correntemente utilizado como terapêutica de rundo na artrite psoriática com eficácia demonstrada e que parece ser também eficaz nas espondilites anquilosantes resistentes aos AINEs e à salazopirina, bem como nas artrites reativas com curso agressivo.

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Artrite Reumatóide

A AR (artrite reumatóide) é uma doença sistémica auto-imune do grupo das doenças do tecido conjuntivo. Afeta todos os grupos etários, predominando, contudo, a sua incidência entre os 30 e 50 anos de idade. Ocorre três vezes mais em mulheres do que nos homens.
É caracterizada habitualmente por uma poliartrite simétrica e insidiosa das pequenas e grandes articulações dos membros, com elevada possibilidade de cronicidade e com potencial destrutivo do sistema osteoarticular.
A maior parte dos doentes (80%) tem em circulação no sangue fatores reumatoides (auto-anticorpos dirigidos para a fracção Fc das IgG humanas).
A doença, como todas as outras doenças do tecido conjuntivo ou conectivites, pode apresentar manifestações sistémicas, nomeadamente quebra do estado geral, com astenia, anorexia, emagrecimento e manifestações extra-articulares, como a presença de nódulos subcutâneos, de olho seco (xeroftalmia), boca seca (xerostomia), de episclerite. Vasculite pleurite, pericardite e fibrose pulmonar, entre outras. A gravidade da doença articular pode variar ao longo do tempo, sendo o resultado final, sobretudo na ausência de terapêutica adequada, a ocorrência de destruição articular, de deformação, incapacidade, e por vezes até a morte.
A AR atinge cerca de 0,8% da população geral (em Portugal 0,4%), sendo a doença sistémica auto-imune mais frequente. A intervenção terapêutica precoce pode alterar o curso da doença, originando remissões definitivas ou prolongadas e melhoria significativa do prognóstico funcional e vital.
A sua etiologia é desconhecida, estudando-se atualmente o papel dos agentes infeciosos, da imunogenética e de fatores imunorreguladores na génese da doença.

18 18 180x180 - Síndrome de Sjogren

Síndrome de Sjogren

Depois da artrite reumatóide, a síndrome de Sjógren (SS) é, a conectivite mais frequente.
Caracteriza-se por um infiltrado inflamatório com predomínio de linfócitos das glândulas exócrinas que conduz à sua insuficiência.

tendinopatia1 180x180 - TENDINITE E BURSITE AQUILIANA

TENDINITE E BURSITE AQUILIANA

A tendinite e a bursite aquiliana resultam, respetivamente, da inflamação do tendão de Aquiles ou das bolsas serosas adjacentes. Devem-se essencialmente a microtraumatismos crónicos e repetidos, por vezes associados ao uso de calçado inadequado. As doenças reumáticas inflamatórias (artrite reumatóide, espondilartrites seronegativas) e metabólicas (por exemplo, gota úrica) também podem originar este tipo de manifestações.
Traduzem-se clinicamente por talalgias posteriores ao nível do tendão de Aquiles, desencadeadas pela marcha ou atividade física excessiva e agravam-se pela dorsiflexão do pé e pela pressão local ao nível da inserção calcaneana do tendão ou áreas circundantes,
Existe, geralmente, espessamento e edema do tendão e das áreas adjacentes A tumefacção é mais evidente nas bursites.
A ecografia e importante para a confirmação diagnostica.

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Bursite Pré-Patelar

Trata-se de um processo inflamatório da bolsa pré-patelar, anatomicamente localizada entre a face anterior da rótula e o plano cutâneo superficial.
Traduz-se clinicamente por dor e tumefacção e, por vezes, calor local e dificuldade na marcha.
O processo inflamatório resulta frequentemente de microtraumatismos crónicos e repetidos, comuns a determinadas profissões (empregadas domésticas, pedreiros, etc.).
Associa-se também a doenças reumáticas inflamatórias e metabólicas (por exemplo, artrite reumatóide e gota).
O joelho é a articulação mais suscetível à infeção. Esta pode ocorrer ao nível intra-articular ou das estruturas periarticulares, como na bolsa pré-patelar. No caso de bursite séptica pré-patelar, a dor é muito intensa e súbita, ocorre durante o repouso e associa-se a rigidez, tumefacção, rubor e calor locais. No exame, objetiva-se, por vezes, flutuação da bolsa. A mobilização é extremamente dolorosa. Nestas situações deve proceder-se à aspiração do conteúdo da bolsa sinovial e submeter o líquido a exame microbiológico para identificar o agente etiológico.

Originaler Finkelstein Test 180x180 - Tenossinovite de De Quervain

Tenossinovite de De Quervain

Esta situação caracteriza-se por um espessamento da bainha comum dos tendões do curto extensor e do longo abdutor do polegar, ao nível da apófise estiloideia radial. Está relacionada com os microtraumatismos de repetição quer profissionais (trabalhos domésticos, costura, piano, dactilografia), quer desportivos. Pode também surgir associada à gravidez, a traumatismos directos e a doenças sistémicas como a artrite reumatóide e artropatias associadas a microcristais.
O doente refere dor na base do polegar, que se agrava com os movimentos. O exame objetivo revela tumefacção e dor ao longo do bordo externo do punho. Pode palpar-se crepitação ligeira com o movimento ativo de extensão e flexão do polegar.
O diagnóstico é sugerido pela manobra de Finkelstein. Para a realização desta manobra o polegar deve tocar na base do 5.° dedo, fechando de seguida os restantes dedos sobre o polegar. No caso de a manobra ser positiva, a abdução do punho deve despertar dor.

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Inibidores da IL-1 (Artrite Reumatóide)

– Inibidores da IL-1.
O anakinra (rHuIL-lra) é um antagonista recombinante do recetor da IL-1Ra, que foi aprovado para o tratamento da AR. A sua administração faz-se através de uma injeção subcutânea diária na dose de 100 mg, com melhoria dos sinais e sintomas da AR e redução modesta na progressão radiológica da doença. Geralmente os benefícios clínicos são inferiores aos dos anti-TNF-a. Por este motivo é apenas utilizado em doentes com doença refratária. Pode ter como efeitos secundários, para além de reações alérgicas no local da injeção, neutropenia e aumento do risco de infeções bacterianas graves. Antes da sua utilização deve também, como para todos os biológicos, ser feito o rastreio da tuberculose.

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Outros fármacos (Artrite Reumatóide)

• Outros fármacos – a D-penicilamina é um fármaco com eficácia demonstrada na terapêutica da AR. Com mecanismo de ação desconhecido, exerce uma atividade imunomoduladora, possivelmente sobre os linfócitos T helper. A eficácia deste fármaco só pode ser avaliada a partir do 6.° mês de tratamento. As doses habitualmente eficazes variam entre os 600 e 900 mg, que devem ser atingidas lentamente, de forma progressiva. O número elevado de efeitos indesejáveis leva a que seja um dos medicamentos menos tolerado pelos doentes com AR. Cerca de 50% dos doentes têm de abandonar a terapêutica ao fim de 1 ano e menos de 20% mantêm-na ao fim de 5 anos. Os efeitos secundários mais graves relacionados com este fármaco são cutâneo-mucosos, hematológicos e renais. A D-penicilamina é suscetível de induzir várias doenças auto-imunes (miastenia gravis, pênfigo, polimiosite, dermatomiosite, lúpus, etc).
O tratamento da AR com antibióticos recebeu, ultimamente, atenção renovada. A similaridade clínica de algumas doenças infeciosas com a AR e, por outro lado, a suposição de que um processo infecioso possa estar na origem ou na perpetuação do estímulo inflamatório em hospedeiros suscetíveis têm levado à utilização de vários antibióticos, entre os quais tetraciclinas, rifampicina, dapsona, ceftriaxone, entre outros. Até ao momento, as evidências em relação à eficácia desta terapêutica apontam a minociclina como o único fármaco potencialmente útil. A sua eficácia e boa tolerância foi demonstrada em estudos abertos e controlados, contudo, a sua verdadeira utilidade no manancial de terapêuticas atualmente existentes ainda não está totalmente definida. A dose habitualmente utilizada é de 100 mg/2xdia. A sua eficácia foi predominantemente demonstrada em doentes com atividade inflamatória ligeira.