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Fatores de risco – Doença obstrutiva

Qualquer agravamento inesperado na progressão da DRC deve levar-nos a excluir doença obstrutiva com ecografia ou uro-TC (TC dirigida ao aparelho urinário, sem administração de contraste iodado), por forma a planear com a urologia a estratégia para correção dessa obstrução. São hipóteses frequentes uma litíase renal em rim único ou num rim predominante, barragem pós-vesical por patologia prostática no homem ou pélvica na mulher.

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Adaptação posológica de medicamentos

A maior parte dos fármacos e seus metabolitos são parcial ou completamente eliminados pelo rim. Por outro lado, as alterações fisiopatológicas da insuficiência renal podem interferir no metabolismo de algumas drogas. Assim, é necessário conhecer para cada fármaco o seu perfil farmacocinético e farmacodinâmico na insuficiência renal, de modo a efetuar os necessários ajustamentos posológicos. Esses ajustamentos podem ter a ver com a dose unitária, ou com o intervalo entre as administrações, consoante os casos.
Alguns medicamentos poderão ser mesmo desaconselhados. No caso dos fármacos que são dialisáveis, pode ser necessária a administração de reforços de dose após cada sessão. Existem tabelas fáceis de consultar que fornecem informação sobre as adaptações posológicas recomendadas para os fármacos mais utilizados.

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Anemia de Doença Renal Crónica

Atribuída à diminuição de produção de eritropoietina pelo rim, podendo surgir com níveis de clearance de creatinina inferiores a 50 ml/min.

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Compressão Medular

Os tumores que mais frequentemente podem provocar compressão medular são aqueles que mais frequentemente metastizam para o osso – mama, pulmão, próstata e rim (raramente as metástases são epidurais ou intradurais). Frequentemente as metástases ósseas são múltiplas, pelo que podem estar envolvidos mais do que um segmento da coluna.

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Glibenclamida (Daonil, Euglucon)

Semivida de 1 a 2 horas do fármaco não metabolizado, no entanto, o efeito biológico da glibenclamida claramente atinge as 24 horas. É um hipoglicemiante potente metabolizado no fígado e excretado pelo rim.
Normalmente inicia-se com 2,5 mg/dia administração 30 minutos antes das refeições (dose única) e pode-se aumentar até 5 a 10 mg/dia.
Pode levar a hipoglicemia potencialmente grave, prolongada e ocasionalmente fatal, principalmente em doentes idosos, com doença cardiovascular, hepática ou insuficiência renal.

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CLÍNICA

A apresentação clínica depende da localização, duração e grau de obstrução.
A obstrução do aparelho urinário alto (rim, uréter) pode originar lombalgia com ou sem irradiação ao flanco e região inguinal homolateral. Na fase aguda pode ser acompanhada de náuseas e vómitos. A obstrução crónica pode ser assintomática. Se houver infeção associada pode existir febre, calafrios e disúria; por vezes há hematúria. Em obstruções bilaterais ou em rim único podemos ter situações de uremia, com astenia, edemas periféricos e alterações do estado mental.
A obstrução urinária inferior (bexiga e uretra) pode originar disfunção miccional (com queixas de enchimento e de esvaziamento), com dor suprapúbica e, por vezes, retenção urinária. Pode existir hematúria.

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Uropatia obstrutiva

No rim normal, a urina formada no sistema tubular é drenada para os cálices e daí, por movimentos peristálticos, conduzidos à bexiga. O sistema coletor tem pressões basais de 0-10 cmH20, que sobem até 20-60 cmH20 com a peristalse.
Sempre que existe uma resistência estrutural ao fluxo de urina, em qualquer ponto, ao longo do aparelho urinário, falamos de uropatia obstrutiva. Esta resistência pode ser anatómica ou funcional, intrínseca ou extrínseca ao aparelho urinário. Podem ser atingidas pressões acima de 80 CIT1H2O, que pode condicionar degradação da função renal.
A obstrução urinária crónica pode originar lesões permanentes e irreversíveis no trato urinário. A obstrução infravesical desencadeia alterações na bexiga, tais como trabeculação, divertículos, espessamento vesical e descompensação do detrusor. A pressão retrógrada pode condicionar hidrouréter e hidronefrose. Esta pode causar lesão do nefrónio e insuficiência renal. A estase no trato urinário aumenta o risco de litíase e infeção urinária. A uropatia obstrutiva não deve ser confundida com nefropatia obstrutiva – que corresponde às lesões do parênquima renal originadas pela obstrução, nem com hidronefrose, que corresponde à dilatação da pélvis renal e dos cálices.
A obstrução urinária pode originar uma ampla variedade de quadros clínicos, desde o assintomático até ao mais exuberante como é o de cólica renal. A diversidade de sintomas está intimamente ligada à sua etiologia e dependente de vários fatores, tais como:
– Tempo de evolução.
– Uni ou bilaterateral.
– Completa ou parcial.
– Existência ou não de infeção associada do aparelho urinário.