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002 180x180 - Aspetos Imagiológicos

Aspetos Imagiológicos

Em termos de imagem, a sacroileíte constitui a alteração mais representativa deste grupo de doenças, fazendo inclusivamente parte dos diversos critérios de diagnóstico. A realização da radiografia simples da bacia em incidência ântero-posterior torna-se, assim, imperiosa na presença de uma suspeita diagnostica. Em termos práticos, a atenção do médico deverá ser colocada no terço inferior da articulação, ou seja, na porção onde existe cartilagem, considerando-se segundo os Critérios de Nova Iorque quatro estádios evolutivos:
-» Estádio 0 – aspeto normal.
-> Estádio I – sacroileíte suspeita, devido a reabsorção subcondral.
-> Estádio II – sacroileíte mínima com pseudo-alargamento das margens articulares, com ou sem esclerose da porção ilíaca.
-» Estádio III – sacroileíte moderada com diminuição da interlinha articular, podendo coexistir aspetos erosivos e de esclerose.
-> Estádio IV – sacroileíte severa traduzida pelo desaparecimento da articulação com anquilose óssea (sacroilíacas fantasmas).
O recurso a outras técnicas de imagem – TC e em particular a RM – poderá permitir estabelecer mais precocemente o diagnóstico ao evidenciar alterações não aparentes na radiologia convencional.
A presença de vértebras quadradas (squaring) e sobretudo de sindesmófítos (pontes ósseas entre os corpos vertebrais, finas, simétricas, de contorno regular traduzindo a calcificação do ligamento longitudinal comum anterior e posterior) constituem também aspetos muito sugestivos destas situações. Os sindesmófítos aparecem, em regra, numa fase inicial na região dorsolombar, podendo haver posteriormente envolvimento de toda a coluna, associando-se à perda da sua mobilidade.
Ao nível periférico, a tradução radiológica dos fenómenos de entesopatia pode assumir aspetos diversos como esclerose, erosão ou esporão.