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paludismo 180x180 - Critérios de Cura (Tripanossomíase Humana Africana)

Critérios de Cura (Tripanossomíase Humana Africana)

Os critérios de cura baseiam-se na clínica e nos dados laboratoriais (sangue e liquor). Os doentes devem ser observados durante pelo menos 2 anos.
Os controlos são efetuados de 3 em 3 meses e pesquisam a ausência de sinais clínicos (para além dos relacionados com lesões irreversíveis antes da terapêutica), na falta de evidência de tripanossomas e nas características citoquímicas do LCR.
Nos doentes tratados na fase nervosa, as alterações no LCR aceitáveis são de menos de 5 células/ml e de menos de 0,3 mg de proteínas por ml.


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Tosse 180x180 - Hemoptises

Hemoptises

Hemoptise significa eliminação de sangue pela boca, resultado de hemorragia do aparelho respiratório abaixo da glote. É um conceito qualitativo que inclui desde expetoração hemoptóica mínima a hemoptise maciça.
O volume de sangue eliminado classifica as hemoptises em ligeiras (<20 ml em 24 horas), moderadas (>20 ml e <200 ml em 24 horas) e maciças (200 a 600 ml em 24 horas). A definição de hemoptise maciça não é consensual na literatura, mas existe consonância de que quanto maior for a quantidade da hemorragia, maior é a mortalidade associada. A rapidez com que se produz a hemorragia é igualmente importante. Em hemoptises de 600 ml em menos de 4 horas, a mortalidade é de 71%, desce para 22% quando ocorre de 4 a 6 horas e para 5% de 16 a 48 horas. A repercussão da hemorragia também depende de outros fatores, nomeadamente do estado geral do doente e da presença de co morbilidade. Um doente com grave doença pulmonar e/ou doença cardíaca subjacente pode não tolerar o stress fisiológico associado a hemoptise de pequena quantidade. O nível de intervenção necessário depende assim de vários fatores: volume total de sangue eliminado em determinado período de tempo, rapidez da hemorragia e presença de co morbilidade. As hemoptises maciças devem ser consideradas sempre como situações de emergência médica.

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Protecção das picadas de insectos

As precauções devem ter em atenção a biologia dos vectores (por exemplo, os mosquitos da malária fazem a refeição de sangue predominantemente à noite e os do dengue predominantemente durante o dia).
– Usar calças e camisas largas, claras e de textura dura.
– Aplicar repelente de insectos. Usar compostos com DEET (30-35% ou 10-15% para crianças). Aplicar da cabeça para baixo e incluso nas roupas. Não nas mucosas. Repetir após 3 ou 4 horas se necessário. Não colocar nas feridas ou pele com feridas. Não inalar ou engolir.
– Se possível, estar em quartos com ar condicionado e bem ventilados.
– Usar spray com insecticida ao anoitecer e à noite.
– Dormir sob mosquiteiro de preferência impregnado com permetrinas.

sangue g 180x180 - Sobrecarga Circulatória Associada a Transfusão (TACO)

Sobrecarga Circulatória Associada a Transfusão (TACO)

É um edema pulmonar cardiogénico associado à infusão de grandes volumes de sangue e componentes.
—> Sintomas – dispneia, cianose, taquicardia; no início, o quadro pode ser confundido com o TRALI e vice-versa e muitas vezes podem coexistir.
A determinação do BNP (péptido natriurético cerebral) ajuda a fazer o diagnóstico
– um aumento de 1,5 a 3 vezes o valor basal é a favor do TACO.
—> Tratamento – oxigénio, diurético e flebotomia, dependendo da gravidade.

02 Psoríase na coxa 180x180 - Terapêuticas Combinadas e Rotativas (Psoríase)

Terapêuticas Combinadas e Rotativas (Psoríase)

A conjugação de terapêuticas tópicas e sistémicas é, em muitos casos, recomendável; destas, a associação do calcipotriol aos UV tem mostrado eficácia superior à de qualquer das duas terapêuticas isoladas. O Re-PUVA, que associa um retinóide oral (acitretina) ao PUVA , é também particularmente eficaz. Mais oportunos parecem ser os esquemas rotativos, que propõem a utilização isolada e sequencial dos diferentes antipsoriásicos, com o objectivo de obter os melhores resultados com sobrecarga mínima de cada órgão alvo (sangue, fígado, rins e pele).
Os medicamentos biológicos podem também ser associados a outras terapêuticas tópicas, a fototerapia com UVB, ou com outros sistémicos, como o metotrexato. Mas em cada caso há que fazer uma avaliação cuidada dos riscos vs benefício que estas associações podem trazer.

19 dez pulmao2 1 180x180 - Hemoptises Maciças

Hemoptises Maciças

Doentes com hemoptises maciças requerem internamento com monitorização em unidade de cuidados intensivos. É uma emergência médica que coloca o doente em risco de morte eminente. O volume das vias aéreas centrais (espaço morto) mede apenas 150 ml, que rapidamente pode ser ocupado com sangue e coágulos durante uma hemoptise maciça, comprometendo a ventilação e oxigenação. Muitas das mortes provocadas por hemoptise maciça (1 a 4% das hemoptises) resultam da asfixia, provocada pela inundação de sangue da árvore traqueobrônquica e não das complicações hemodinâmicas.
Na abordagem inicial, o primeiro objetivo é proteger a via aérea (mantendo a sua permeabilidade), assegurar uma ventilação adequada otimizando a oxigenação e a função cardiovascular.
O doente deve ser colocado em decúbito sobre o pulmão afetado (se for conhecida a localização da hemorragia), de forma a impedir que ocorra inundação e aspiração de sangue para o pulmão contralateral.
Se o doente é incapaz de eliminar o sangue das vias aéreas e a oxigenação se encontra significativamente comprometida, deve-se proceder a entubação (tubo traqueal 8,0 mm ou superior) e endoscopia brônquica, com o objetivo de permeabilizar a via aérea, localizar a hemorragia e simultaneamente efetuar eventual intubação brônquica seletiva.
É essencial a avaliação urgente por broncoscopia. A broncoscopia rígida é a técnica preferencial, pois dispõe de uma melhor capacidade de aspiração, permite a entubação seletiva com tubo traqueobrônquico, mantendo uma ventilação adequada do doente, com consequente controlo da hemorragia e repermeabilização da via aérea. A broncofibroscopia pode ser utilizada em complemento com o broncoscópio rígido, permitindo uma melhor inspeção das vias aéreas mais distais.
A arteriografia brônquica pode ser um método útil no controlo das hemoptises. Poderá ter uma dupla vertente, diagnostica e terapêutica, ao permitir localizar a origem da hemoptise e proceder à embolização dos vasos responsáveis pela hemorragia. Constitui uma opção terapêutica nos doentes com reserva pulmonar limitada, doença bilateral ou contraindicação cirúrgica. A embolização pode ter uma taxa de sucesso de 90% no controlo da hemorragia, mas em 30% dos casos é usual a recorrência por revascularização ou recanalização vascular.
A cirurgia está particularmente indicada nos casos de doença localizada, tecnicamente ressecável e quando não existe alternativa terapêutica eficaz.
Não estão definidas normas de atuação baseadas na evidência. A imprevisibilidade do curso das hemoptises maciças exige que estes doentes estejam internados em unidade de cuidados intensivos e que a abordagem seja feita por equipa multidisciplinar, nomeadamente Pneumologia, Cirurgia Torácica e Imagiologia de Intervenção.

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Diagnóstico (Policitemia Vera)

A idade média no diagnóstico é de 60 anos. Aos critérios diagnósticos clássicos (determinação da massa eritrocitária por métodos isotópicos, esplenomegalia, saturação de O2, etc.) juntou-se desde 2005 a pesquisa de mutação V617F no gene JAK2 (executável no sangue periférico); esta alteração genética é encontrada em 80 a 90% dos casos de policitemia vera. Em 2007 a OMS propôs novos critérios de diagnóstico.
O risco da doença é essencialmente o risco trombótico e cardiovascular, sendo proposta uma estratificação por risco de acordo com idade superior a 60 anos, história trombótica prévia, factores cardiovasculares (tabaco, hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia).


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Gestão das Transfusões

Uma hemoglobina <7 g/dl requer transfusão de sangue e optimização da volemia, se >10 g/dl, nunca requer transfusões. Devemos esperar a subida de 1 g/dl por cada unidade de concentrado eritrocitário. Valores de hemoglobina entre os 7 e 10 g/dl são controversos, em doentes idosos, com clínica de insuficiência coronária, insuficiência vascular cerebral, ou hipóxicos, devemos corrigir a hemoglobina para valores de 9 g/dl, mantendo sempre o que julgamos ser um volume intravascular óptimo.

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Vacina contra a Hepatite A

Indicada em adultos que se desloquem a regiões com endemicidade elevada, em recetores crónicos de derivados do sangue e plasma, hemodialisados, toxicodependentes com doença infantil, contactos homossexuais masculinos e em indivíduos com exposição profissional ao vírus. De acordo com os resultados de um inquérito serológico nacional conduzido pela DGS referente aos anos de 2001-2002, a taxa de imunidade natural na população portuguesa com mais de 40 anos, é de cerca de 90%, contrastando com cerca de 40% entre os 20-24 anos e 10% entre os 10 e os 14, atestando uma rápida mudança do enquadramento epidemiológico português. A decisão quanto à vacinação, em adultos, deverá ter em conta esta realidade, devendo ser considerada a determinação prévia do estado imunitário do vacinado. A vacina é inactivada e altamente imunogénica, sendo administrada em 2 doses, separadas de 6 a 12 meses. A reaacção adversa mais frequente relaciona-se com o local da injecção (deltóide), mas estão descritas também cefaleias, febre, irritabilidade e sonolência entre as reacções adversas ocorrrendo em mais de 10% dos receptores.

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Apresentação Clínica (Toxoplasmose)

A encefalite focal é a manifestação mais frequente, evoluindo de forma subaguda ou mesmo crónica, e manifestando-se, geralmente, por cefaleias de agravamento progressivo, às quais se associam, mais tarde, confusão mental e sinais focais, sendo a febre de ocorrência variável e, geralmente, pouco elevada. Estão descritas manifestações extrapulmonares: oculares (as mais frequentes, representando 50% das formas EP), pulmonares (11,5%), sangue periférico, cardíacas e da medula óssea (3%). Na forma encefalítica, a imagiologia do SNC revela geralmente lesões múltiplas localizadas aos lobos frontais ou parietais, no tálamo, nos gânglios basais ou na junção corticomedular.
A captação de contraste em anel ocorre em cerca de 90% dos casos e o efeito de massa é frequente. A RM é mais sensível do que a TC.