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Sensibilidade (Programação do Ventilador)

Sensibilidade – a sensibilidade (ou trigger) do ventilador é a pressão negativa que o doente necessita gerar dentro do circuito do ventilador para este reconhecer um esforço inspiratório.
Utilizam-se geralmente valores de -2 cmH2O. Quando programada de modo demasiado baixo, pode levar a um aumento do esforço inspiratório do doente. Se programado de modo demasiado alto, pode levar a autociclagem do ventilador com consequente desadaptação.
Nos últimos anos, novos métodos de diminuir o tempo de resposta do ventilador ao estímulo do doente têm sido propostos, como a NAVA (neurally adjusted ventilatory assist), onde o ventilador deteta a sensibilidade elétrica do diafragma e não as variações de pressão ou de fluxo geradas por essa atividade. São métodos potencialmente muito prometedores, embora a sua utilização na prática médica ainda esteja em início e novos algoritmos sejam necessários.

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Diagnóstico (Criptosporidiose)

Baseia-se na demonstração dos oocistos nas fezes, através das colorações de Giemsa, Ziehl-Nielssen modificado ou hematoxilina-eosina. Quando disponível, a imunofluorescência directa é o método mais sensível. Estão disponíveis testes de biologia molecular com elevada sensibilidade e especificidade para a detecção do Cryptosporidium em meios biológicos.

Doencas cardiacas cardiovasculares sintomas sinais coracao prevenir causas diagnostico tratamento coronarias causas congenita cardiacas tipos ait acidente isquemico transitorio medicamentos remedios 1 180x180 - Tratamento (Uveíte)

Tratamento (Uveíte)

—> Uveíte anterior – 1) Aplicar compressas quentes durante 10 minutos, 3-4xdia para alívio sintomático. 2) Tomar analgésicos e usar lentes escuras para minimizar a sensibilidade à luz. 3) Instilar midriáticos/cicloplégicos: dilatam a pupila e aliviam a dor causada pela inflamação da íris. 4) Aplicar corticóides em colírio e/ou pomada: fundamentais pela acção anti-inflamatória.
—> Uveíte posterior – o tratamento depende da identificação da causa subjacente e deve ser consistente com o tratamento da toxoplasmose, tuberculose, sarcoidose ou outra.
Os corticóides devem ser utilizados se a resposta ao tratamento antimicrobiano não for favorável.

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TBMR (Tuberculose)

À semelhança do que se recomenda, na generalidade, para o tratamento das infecções por agentes resistentes aos antimicrobianos, o tratamento da TBMR deve ser individualizado de acordo com as características clínicas e microbiológicas de cada caso. No entanto, podem padronizar-se algumas situações, para as quais estão disponíveis recomendações específicas.
Devem incluir-se, inicialmente, 4-6 fármacos, dando prioridade aos que mantêm eficácia contra a estirpe envolvida e incluindo um fármaco injectável (estreptomicina, amicacina, canamicina, capreomicina) que deve ser mantido até 6 meses após a negativação das culturas.
Os exames directos e culturais devem ser realizados mensalmente até à negativação e o teste de sensibilidade aos antibacilares (TSA) realizado de 3 em 3 meses, considerando-se a possibilidade de falência do esquema instituído quando houver persistência da sintomatologia clínica ou da positividade dos exames microbiológicos. As estratégias de optimização do tratamento devem incluir a possibilidade de doseamento dos níveis séricos dos fármacos, bem como da sua tolerância clínica e laboratorial, com ajuste da dose ou do esquema terapêutico sempre que justificado. A importância da adesão ao tratamento justifica a recomendação da TOD neste contexto.

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Espondilartrites

As espondilatrites seronegativas representam um grupo heterogéneo de artropatias inflamatórias onde se inciuem a esrpondilite anquilosante, a artrite psoriática, a artrite associada às doenças intestinais inflamatórias, a artrite reativa e a síndrome de Reiter e formas que não reúnem critérios para nenhum dos subtipos anteriores, denominadas indiferenciadas. Tem-se vindo a considerar a possibilidade de incluir a síndrome de Behçet e a febre familiar do Mediterrâneo neste grupo de doenças. Estas diferentes entidades apresentam, porém, múltiplos aspetos em comum: envolvimento articular axial e/ou periférico, ausência de factor reumatóide, elevada prevalência do HLA B27 e agregação familiar, sendo frequentes as síndromes de sobreposição.
Mais recentemente, os dois tipos de critérios propostos para classificação – os critérios de Amor e os do European Spondyloarthropaty Study Group (ESSG), mostraram também ter interesse diagnóstico, embora não abranjam todo o espectro da doença. Ambos apresentam uma sensibilidade e especificidade semelhantes (sensibilidade: 85 e 87%, respetivamente; especificidade: 90 e 87%, respetivamente).