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gota11 180x180 - Hiperuricemia Assintomática

Hiperuricemia Assintomática

A hiperuricemia é definida por valores séricos de ácido úrico acima de 7,0 mg/dl no sexo masculino e de 6,0 mg/dl no sexo feminino. A hiperuricemia assintomática consiste em valores elevados de ácido úrico sem episódios de artrite, tofos ou litíase renal.

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Interacção dos Antibióticos e Antifúngicos com os Contraceptivos Orais

— Diminuem os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Rifampicina.
• Cetoconazol.
• Itraconazol.
• Griseofulvina.
— Não afectam os níveis séricos dos contraceptivos orais:
• Ampicilina.
• Doxiciclina.
• Metronidazol.
• Quinolonas.
• Tetraciclinas.
• Fluconazol.
• Miconazol.

Anafilaxia 180x180 - Anafilaxia II

Anafilaxia II

Clinicamente poderemos ter desde formas ligeiras (com predomínio de prurido e de eritema) até ao compromisso generalizado (hipotensão, choque e morte). Deve ser salientado que as manifestações mucocutâneas, apesar de frequentes, podem não existir; o colapso cardiovascular de instalação extremamente rápida pode ser a única manifestação; a mortalidade ocorre mais frequentemente no início do quadro clínico; é necessário agir precocemente; em até 20% dos casos podem existir respostas bifásicas (imediatas e tardias).
O diagnóstico baseia-se na clínica, podendo ser apoiada por doseamentos séricos (triptase) ou urinários (metil-histamina).
A terapêutica assenta em l.a linha na administração parentérica de adrenalina (1 mg/ml – 1:1000), 0,01 ml/kg (0,3 a 0,5 ml, i.m.), cujas doses podem ser repetidas a intervalos de 5 a 15 minutos, até três vezes.
Deve ser mantida a vigilância dos sinais vitais, recorrendo a oxigenoterapia e a perfusão adequada (fluidoterapia e.v. e elevação das extremidades – posição de Trendlenbourg).
Se se tratar de uma reacção à inoculação de um alergénio (por exemplo, picada de insecto, administração i.m. ou subcutânea de fármacos nos membros), deverá proceder-se à aplicação proximal de garrote (aliviado 1 minuto de 15/15 minutos) e aplicação local de 0,1 a 0,2 ml de adrenalina (diminuir absorção do alergénio).
Adicionalmente deverá ser iniciado tratamento com anti-histamínicos H1 (por exemplo, hidroxizina 1 mg/kg, i.m. ou e.v. ou clemastina 0,025 mg/kg, i.m. ou e.v.) e corticosteróides sistémicos (prednisolona 2,5 mg/kg e.v. ou metilprednisolona 1,5 mg/kg e.v), eventualmente associados a anti-histamínicos H2 (por exemplo, cimetidina 5 mg/kg e.v. ou ranitidina 0,5 mg/kg e.v.).
Se for identificada uma obstrução brônquica, deve administrar-se oxigenioterapia e salbutamol por via inalatória (por exemplo, aerossol – 0,03ml/kg, até uma dose máxima de 1 ml, repetido até de 20/20 minutos). Nos casos de edema laríngeo, deve igualmente ser administrada oxigenioterapia e efectuadas nebulizações com adrenalina; a entubação traqueal e a traqueostomia podem ser indicadas.
Os casos refractários requerem internamento em unidades de cuidados intensivos.
O prognóstico depende da via e dose do agente, da precocidade do início dos sintomas, bem como da rapidez da instituição da terapêutica, sendo ainda factores desfavoráveis a existência de patologia cardíaca e/ou a terapêutica prévia com P-bloqueantes ou com IECA.
Após controlo do quadro clínico, deve ser mantida vigilância sob internamento durante um período mínimo de 24 horas, com corticoterapia e anti-histamínicos de 6/6 horas.
No momento da alta, deve ser indicada a evicção do agente, se foi possível a sua identificação; ponderada a prescrição de um kit para auto-administração de adrenalina; mantida a terapêutica com anti-histamínicos e corticóides durante um período dependente quer da gravidade actual, quer da passada; referenciar a consulta de Imunoalergologia.

glicopeptido 180x180 - Glicopéptidos III

Glicopéptidos III

– MNS – a MNS sistemática de vancomicina não está formalmente recomendada, uma vez que não foi cabalmente demonstrada correlação entre os níveis séricos e a eficácia clínica ou a ocorrência de reacções adversas (com as doses utilizadas actualmente). Em doentes com insuficiência renal crónica estável, a utilização de nomogramas para definição da dose pode substituir de forma adequada a MNS. No entanto, a MNS pode ser útil para garantir a adequação dos níveis terapêuticos em casos de infecções graves, particularmente em queimados (nos quais a depuração da vancomicina pode ser mais rápida), em obesos (por apresentarem maior volume de distribuição), em doentes com insuficiência renal em deterioração rápida, em doentes medicados concomitantemente com outros fármacos nefrotóxicos (particularmente aminoglicósidos), em doentes com altas doses de vancomicina (infecções do SNC por bactérias resistentes a outros antibióticos) e em doentes em hemodiálise, diálise peritoneal crónica ambulatória ou hemofiltração. De modo geral, valores de Cvale entre 10-15 g/ml são utilizados para obter um efeito terapêutico adequado sem toxicidade significativa, mas valores alvo de 15-20 u,g/ml podem ser preferíveis em doentes com infecções graves, por SARM ou em locais com má penetração da vancomicina (SNC, pulmão, osso) e, no caso de utilização em perfusão contínua, têm sido utilizados valores alvo de 20-25 u.g/ml.
Concentrações superiores a 30 u>g/ml associam-se a risco aumentando de insuficiência renal.