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Onde ele está 180x180 - Atitudes Preventivas (Disfunção Eréctil)

Atitudes Preventivas (Disfunção Eréctil)

Antes de qualquer outra terapêutica, há que suspender ou diminuir qualquer factor que possa ser prejudicial para a função sexual, por exemplo, o tabaco, o álcool, drogas ou medicamentos. Muitas vezes, só esse cuidado resolve uma DE ligeira ou moderada.

A posição sexual de cada signo 180x180 - Parceiro Sexual (Blenorragia)

Parceiro Sexual (Blenorragia)

Todos os parceiros sexuais dos 6 dias anteriores ao aparecimento da infecção devem ser avaliados e tratados.

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Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

– Disfunção esfincteriana e sexual – sintomas urinários por bexiga neurogénea estão presentes em cerca de 70% dos doentes com EM. No controlo da hiperexcitabilidade do detrusor, causadora de urgência, utilizam-se os anticolinérgicos, quer a oxibutinina (2,5 a 5 mg/3xdia p.o.), quer a tolteradina (1 a 2 mg/2xdia p.o.) que condiciona menos xerostomia. A hormona antidiurética (DDAVP 10 a 20 ug) por via inalatória, ao deitar, reduz a nictúria e proporciona assim conforto e repouso noturnos, sendo apenas necessário vigiar a possível hipertensão em decúbito. Os antagonistas a (alfuzocina e tamsulozina) são úteis quando há queixas sugestivas de dissenergia vesicoesfincteriana. Quando há atonia do detrusor e grandes resíduos vesicais (maiores que 100 ml), é fundamental recorrer à auto-algaliação, melhorando a qualidade de vida e evitando infeções urinárias de repetição.
Há poucos estudos epidemiológicos sobre a prevalência de disfunção sexual nos doentes com EM. A disfunção eréctil é muito frequente. Quer o sildenafíl, quer mais recentemente o tadalafil e o vardenafil, são eficazes, melhorando o desempenho sexual dos doentes portadores do sexo masculino.

146321 6314 180x180 - Vírus da Hepatite B

Vírus da Hepatite B

O risco da transmissão do VHB após um contacto esporádico, sexual ou percutâneo, com produtos biológicos (sangue, secreções genitais) de um indivíduo portador de AgHBs é, geralmente, superior a 30%, podendo atingir os 60% em doentes com AgHBe+. Neste contexto de elevado risco de transmissão, esta deve ser admitida em todos os casos de exposição percutânea ou mucosa.
Em caso de exposição esporádica, deve ser averiguado o estado de imunização do acidentado e do indivíduo-fonte, tendo em conta que, no contexto actual, é provável que uma percentagem significativa da população portuguesa, incluindo os profissionais de saúde, apresente imunidade natural ou adquirida.

impotencia sexual masculino tratamiento 180x180 - Psicoterapia (Disfunção Eréctil)

Psicoterapia (Disfunção Eréctil)

A psicoterapia na DE deve ser exclusivamente orientada por terapeuta sexual. Exigindo o envolvimento dos dois parceiros sexuais, tem por objectivo principal melhorar a comunicação no casal e aumentar a autoconfiança do doente, eliminando a antecipação do falhanço e tentando substituir a ansiedade pelo prazer sexual. Pode assumir um simples aconselhamento ou uma terapia sexual específica. Mas é potencialmente útil em todas as situações de DE, mesmo na presença de compromisso orgânico. Pode ter um papel importante no apoio a um tratamento medicamentoso ou cirúrgico.

Encore Custom Battery Vacuum Erection Device 180x180 - Dispositivo de Erecção por Vácuo

Dispositivo de Erecção por Vácuo

Trata-se de um cilindro de plástico transparente no qual o pénis é introduzido para poder ser submetido a uma pressão negativa, pressão essa provocada pela acção de uma bomba manual ou eléctrica. O sangue, ao ocorrer para o interior dos corpos cavernosos, desencadeia uma erecção. Antes da retirada do cilindro, é passado um anel de borracha para a base do pénis, destinado a manter a erecção. A garrotagem não deve durar mais de 30 minutos, tempo mais que suficiente para uma relação sexual. O dispositivo de vácuo tem particular interesse nas situações em que o doente se recusa a utilizar formas mais agressivas de tratamento, ou quando outras terapêuticas não podem ser utilizadas. O seu principal problema é o artificialismo do método.

9988283 180x180 - Condições de Realização (Citologia)

Condições de Realização (Citologia)

– Após 3 anos do início de vida sexual.
– Início aos 21 anos, até aos 64 anos (se não existir patologia cervical).
– Evitar a utilização de lubrificantes, cremes vaginais antes da colheita, que deve ser feita fora do período menstrual.
Para se obter bons resultados é importante uma colheita correcta de material do endocolo e exocolo.
Existe uma prevenção primária com vacinas (existem presentemente duas, uma bivalente (“Cervarix”) que protege contra o HPV 16 e 18 e uma quadrivalente (“Gardasil”) que cobre também o HPV 6 e 11, além dos anteriores.
A classificação da citologia actual segue a classificação Bethesda 2001 para avaliar as anomalias das células epiteliais.
Após duas citologias negativas anuais, pode alargar-se a colheita para períodos de 3 em 3 anos, excepto nas mulheres de risco (imunodeprimidas ou com patologias como SIDA, etc.) que obrigam a uma citologia anual e uma vigilância apertada. Presentemente podemos completar a citologia com uma tipagem HPV de alto risco, realizada em meio líquido, ou com PCR (Digene) nas mulheres com mais de 30 anos.
Se a tipagem HPV for negativa, poderá alargar-se o período de repetição da citologia para 3 anos e diminuir os falsos negativos.

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Tratamento (Trichomonas Vaginalis)

As guidelines do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) recomendam nitroimidazóis por via oral como tratamento de 1.ª linha. O metronidazol está aprovado pela FDA para ser utilizado em todos os trimestres da gestação. Os esquemas terapêuticos alternativos recomendados são:
– Metronidazol 2 g, p.o. dose única – taxa de cura de 92%.
– Metronidazol 500 mg, p.o. 12/12 horas durante 7 dias – taxa de cura de 95%.
– Timidazol 2 g p.o. dose única.
O parceiro sexual também deve ser tratado. As mulheres sem resposta à terapêutica inicial devem ser tratadas de novo com metronidazol 500 mg 12/12 horas durante 7 dias e se tal não for eficaz, metronidazol dose única 2 g/dia 3-5 dias. Se ainda assim a tricomoníase persistir, deverá referenciar-se o doente a um especialista.

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Trichomonas Vaginalis

A tricomoníase é a doença de transmissão sexual, não virai, mais comum do aparelho genital com cerca de 120 milhões de mulheres com este diagnóstico por ano. A infecção a Trichomonas transmite-se quase exclusivamente pelo contacto/relações sexuais.
A Trichomonas vaginalis é um protozoário flagelado que se liga à mucosa vaginal e ingere outras bactérias. Está frequentemente associada a VB. Recentemente, foi relacionada com resultados adversos na gravidez (PPT, RPPM, RCIU), com facilitação na aquisição da infecção por VIH e com risco aumentado de celulite pós-histerectomia.
A morbilidade associada a esta patologia relaciona-se com a sua frequente associação à VB.

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Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH)

A efectividade das intervenções farmacológicas recomendadas actualmente, com o objectivo de reduzir o risco de transmissão do VIH após uma exposição esporádica, não foi avaliada directamente. Estudos no modelo animal (primata) demonstraram a presença do vírus nos gânglios linfáticos 2 dias após inoculação intravaginal não traumática e que a administração de zidovudina durante 28 dias, com início 12-36 horas após a exposição, evitava (e, até às 72 horas, reduzia) o aparecimento de viremia. Na espécie humana, o benefício da intervenção medicamentosa de curta duração com zidovudina e/ou nevirapina, incluindo o período do parto, na profilaxia da transmissão materno-fetal está amplamente demonstrado e tem sido utilizado como pressuposto teórico da PEP ocupacional e não ocupacional, uma vez que apenas um estudo retrospectivo (caso-controlo) permite admitir a eficácia da intervenção com zidovudina na PEP, estimada pelos autores em 81%. A vantagem da adição de outros fármacos ao esquema de PEP nunca foi avaliada no homem, havendo estudos no animal que indicam a sua eventual falibilidade. As actuais recomendações para a utilização de esquemas de 3 fármacos (2 INTR (inibidores nucleósidos de transcriptase reversa) + 1 IP (inibidor de protéase viral)), são feitas por extrapolação da elevada efectividade demonstrada por este tipo de combinação no tratamento da infecção estabelecida. Por outro lado, estudos prospectivos parecem indicar que a taxa de adesão à PEP em adolescentes e crianças vítimas de violência sexual é baixa (33-35%), sendo razoável admitir que esta taxa dependa, também, da tolerância individual aos fármacos.
Neste contexto, e na ausência de elementos que fundamentem recomendações diferenciadas para as exposições de tipo ocupacional ou não ocupacional, a decisão quanto à PEP deve basear-se na avaliação do risco associado a cada episódio de exposição, com base quer nas características epidemiológicas do indivíduo-fonte, quer no risco associado ao modo de exposição. A utilização de árvores de decisão complexas não nos parece servir os objectivos epidemiológicos da TARV (terapêutica anti-retroviral), e não existe fundamento técnico-científico suficiente para a recomendação de esquemas de fármacos diferenciados de acordo com variações do risco estimado para cada doente.