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Reacções Tardias – Transmissão de Infecções

Todas as colheitas são analisadas para a detecção de VHB, VHC, VIH 1 e 2, HTLV 1 e 2, sífilis e CMV. O período de janela (período até ao aparecimento de anticorpos) está hoje bastante encurtado com a técnica de biologia molecular.
O risco actual é calculado em:
– Vírus VIH 1 e 2 – 1/400000 dádivas.
– VHC – 1/250000 dádivas.
– VHB – 1/100000 dádivas.

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Follow-up (Sífilis)

O controlo serológico com VDRL faz-se aos 3, 6 e 12 meses após o tratamento, sendo de esperar redução progressiva dos títulos. Nas situações de infecção latente, a diminuição dos títulos é muito mais lenta.
Nos casos em que não se observa queda dos títulos ao fim de 6 meses, que haja aumento dos mesmos ou em que os sinais clínicos persistam, deve efectuar-se novo tratamento.
Nas primeiras 24 horas após o tratamento, em especial na sífilis secundária, pode surgir uma reacção febril aguda – reacção de Jarisch-Herxheimer – que não deve confundir-se com alergia à penicilina, e que resulta da destruição maciça de treponemas. Os doentes deverão ser avisados desta possibilidade e medicados com antipiréticos.

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Parceiros Sexuais (Sífilis)

Os parceiros sexuais nos 3 meses anteriores ao diagnóstico de sífilis primária, nos 6 meses anteriores (sífilis secundária) ou nos 12 meses anteriores (sífilis latente) deverão ser avaliados.

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Sífilis

A sífilis é uma infecção provocada pelo Treponema pallidum. Se não for tratada de início, evolui para a cronicidade, cursando com períodos assintomáticos alternando com sintomas clínicos. É sistémica desde o início, podendo atingir múltiplos órgãos.
Clinicamente divide-se em sífilis primária (acidente primário), secundária (rash, manifestacões mucocutâneas e adenopatias) e terciária (lesões cardíacas, neurológicas, oftalmológicas, auditivas e gomas). Em função da sua duração divide-se em recente (menos de um ano) e tardia (mais de um ano). Como tal, os períodos assintomáticos ou latentes também se dividem em recente e tardio. Esta divisão tem importância para o tratamento.
O diagnóstico pela pesquisa de T. pallidum, em fundo escuro, nas lesões cutâneo-mucosas só é efectuado em centros especializados, pelo que, na prática clínica, são utilizados os testes serológicos: VDRL ou RPR para despiste e TPHA ou FTA-ABS para confirmação. No controlo da terapêutica deve-se usar o VDRL.

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Diagnóstico Diferencial (Olho Vermelho)

– Trauma.
– Uveíte.
– Doença reumática.
– Espondilite anquilosante.
– Colite ulcerosa.
– Síndrome de Reiter.
– Tuberculose.
– Herpes.
– Sífilis.
– Sarcoidose.
– Toxoplasma.
– Infecção por Cytomegalovirus.
– Doença de Lyme.

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Úlcera Mole Venérea

A úlcera mole (ou cancro mole) é provocada por bacilo Gram-negativo – Haemophilus ducreyi. É uma doença localizada, de exclusiva transmissão sexual. Em face das dificuldades laboratoriais existentes, o diagnóstico é essencialmente clínico. A ulceração, única ou múltipla, surge após período curto (2-3 dias) de incubação, é dolorosa e acompanha-se de adenopatia inguinal dolorosa. Por vezes, a infecção é mista (associa-se à sífilis), pelo que é necessário o despiste desta, bem como de infecção VIH.

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Sífilis Congénita

Todos os filhos de mãe com sífilis (tratada ou não) deverão ser avaliados clínica e serologicamente (com frequência mensal) nos primeiros 3 a 4 meses de vida.

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Sífilis e VIH

Todos os doentes com sífilis diagnosticada deverão ser encorajados para fazer o despiste de infecção VIH, uma vez que o acidente primário é uma excelente porta de entrada.

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Tratamento (Sífilis)

—> Sífilis primária, secundária e latente recente:
• Penicilina G benzatínica: 2400000 U, i.m., numa única injecção.
• Na criança a dose é de 50000 U/kg, i.m. (até atingir a dose de adulto), numa única injecção.
—> Sífilis latente tardia, de duração desconhecida e terciária:
• Penicilina G benzatínica: 2400000 U, i.m., semanal, durante 3 semanas.
—> Neurossífilis:
• A penicilina benzatínica não passa a barreira hematoencefálica, pelo que não deve ser utilizada na neurossífilis. Assim aconselha-se:
• Penicilina G cristalina aquosa: 18-24000000 U diários e.v. (3-4000000 U de 4/horas), durante 14 dias.
—> Regime alternativo (alergia à penicilina):
• Doxiciclina – 100 mg, oral, 2xdia, durante 2 semanas.
• Ou tetraciclina – 500 mg, oral, 4xdia, durante 2 semanas. 4
Se a duração da doença for superior a um ano deve-se fazer o tratamento durante semanas.
Nos casos de neurossífilis deve-se procurar fazer a dessensibilização à penicilina.

0.24124600 1384820499 imagem13 180x180 - ESTUDO URODINÂMICO

ESTUDO URODINÂMICO

É o único teste que nos permite afirmar a existência de obstrução infravesical, pelo facto de nos dar informação sobre a relação entre pressão vesical e fluxo urinário. Deve ser utilizado sempre que existam dúvidas quanto à existência ou não de obstrução, ou quando existam patologias associadas (por exemplo, diabetes, sífilis, alcoolismo) ou outras neuropatias com ou sem patologia da coluna ou do sistema nervoso central que possam contribuir para o quadro. As limitações do passado foram hoje ultrapassadas pela urodinâmica não invasiva, capaz de fornecer a mesma informação sem a necessidade de introduzir cateteres na bexiga.