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20091126100851 180x180 - Doença Glomerular

Doença Glomerular

A doença glomerular manifesta-se por três tipos de síndromes nefrológicas:
-A síndrome nefrítica, caracterizada pela presença de eritrocitúria (sendo os cilindros de maior especificidade), e proteinúria inferior de 3 g/dia, associadas a pelo menos um de três achados: insuficiência renal, manifestada pela elevação de ureia e creatinina no soro, edemas ou hipertensão.
– A síndrome nefrótica, manifestada por uma proteinúria superior a 3,5 g/dia, acompanhada de hipoalbuminemia, muitas vezes acompanhada também por edemas e dislipidemia.
-Anomalias urinárias assintomáticas, predominantemente hematoproteinúria isoladas ou associadas em diferentes proporções, sendo que esta última síndrome pode ser ocasionada por patologia nefrológica não glomerular.
– Hematúria macroscópica recorrente, em que é obrigatório excluir a presença de patologia urológica ou vascular.
A caracterização de uma doença glomerular requer que avaliemos em conjunto as manifestações clinicas (hipertensão, edemas, rash cutâneo, artralgias…), as manifestações laboratoriais (creatinina elevada, proteinúria, cilindrúria…) e a histologia que nos é dada pela biopsia renal.
A necessidade destes três pilares resulta da nossa deficiente compreensão das causas e mecanismos da maioria das doenças glomerulares, e da pouca especificidade da informação dada por cada um dos elementos diagnósticos. Com efeito, a mesma histologia pode manifestar-se como síndrome nefrítica ou nefrótica ou anomalias urinárias assintomáticas, e uma proteinúria nefrótica, com ou sem insuficiência renal associada, pode ser por doença primária glomerular ou secundária a doença sistémica e ter variadíssimos aspetos histológicos na biopsia. Por outro lado, os achados histológicos possíveis nas doenças glomerulares primárias são os mesmos que encontramos na doença secundária, só que aí num contexto clínico de doença sistémica.
Todas as síndromes nefróticas do adulto, excluindo os casos em que o diagnóstico de nefropatia diabética parece óbvio, ou as síndromes nefríticas com proteinúria superior a 1 g/dia, ou insuficiência renal progressiva, têm indicação para biopsia renal e consulta com um nefrologista.
Cerca de 50 a 65% das doenças glomerulares que identificamos na clínica são primitivas e em geral idiopáticas, sendo as restantes secundárias a doença sistémica que devemos identificar clínica ou laboratorialmente.

paraneo img 31 180x180 - Síndromes Paraneoplásicas

Síndromes Paraneoplásicas

As síndromes paraneoplásicas são um conjunto heterogéneo de quadros clínicos que têm em comum relacionarem-se com uma neoplasia, não sendo provocadas por invasão local desta nem por metástases. Resultam antes de um de dois mecanismos principais: mediados por hormonas ou citoquinas produzidas pelas células neoplásicas, ou mediados por mecanismo imunológico.
A síndrome paraneoplásica acompanha a evolução da neoplasia. Pode preceder o seu diagnóstico (sendo forma de apresentação) ou a recorrência. O tratamento eficaz da neoplasia pode resultar num controlo efectivo da síndrome paraneoplásica; no entanto, pode adquirir autonomia em relação à própria neoplasia com a qual se relaciona, especialmente nos casos em que o mecanismo é imunomediado (podendo também ser resistente a outras terapêuticas utilizadas em situações análogas, mas não relacionadas com neoplasia).

aspirinas 180x180 - Bivalirudina

Bivalirudina

A bilavirudina é usada na estratégia terapêutica das síndromes coronárias agudas, fazendo já parte das guidelines da sociedade europeia. No entanto, não está disponível em Portugal pelo que optamos por não entrar em detalhe sobre a sua utilização.

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Complicações Metabólicas

Diversas complicações metabólicas podem ocorrer no doente oncológico em resultado quer da própria doença, quer de síndromes paraneoplásicas ou de terapêuticas instituídas.
De entre elas salientam-se a hipercalcemia e a síndrome de lise tumoral.

Seus hormonios e seu peso 03 180x180 - Adenoma da SR

Adenoma da SR

Corresponde a cerca de 10% das síndromes de Cushing e é mais comum no sexo feminino. A radiologia evidencia normalmente um tumor capsulado com 1 a 6 cm, onde predominam as células da zona fasciculada.
Estes tumores normalmente secretam apenas cortisol, a presença de androgénios ou de mineralocorticóides deve levantar a suspeita de carcinoma da SR. Assim os andrógenios plasmáticos estão normais ou baixos.
Clinicamente apresenta um início insidioso com hipercortisolismo ligeiro a moderado.
As manifestações restringem-se ao excesso de cortisol e o hirsutismo está ausente.
A terapêutica de eleição é o tratamento cirúrgico com adrenectomia unilateral endoscópica.

17 Imagem 180x180 - Vasculites

Vasculites

As síndromes vasculíticas compreendem um grupo heterogéneo de entidades clínicas, que têm em comum a inflamação e lesão dos vasos sanguíneos. As vasculites podem ser primárias ou secundárias a outras situações clínicas como, por exemplo, a conectivites, infeções, neoplasias ou serem desencadeadas por fármacos. Podem estar confinadas a um órgão ou envolver simultaneamente múltiplos territórios.

003 180x180 - Aspectos Clínicos

Aspectos Clínicos

As síndromes esclerodérmicas englobam diversas entidades com prognósticos e abordagens terapêuticas distintas. O aspeto clínico dominam é o espessamento cutâneo, que geralmente se instala ao longo de anos. O fenómeno de Raynaud e a tumefação difusa dos dedos estão presentes mais precocemente, podendo mesmo, nas formas limitadas de esclerodermia, preceder em décadas as outras manifestações. A dismotilidade esofágica com refluxo gastroesofágico, a fibrose pulmonar, a fibrose do miocárdio, a hipertensão arterial pulmonar e o atingimento renal são as manifestações viscerais mais comuns e que condicionam o prognóstico desta doença. Nas formas localizadas de esclerodermia, o envolvimento de órgãos internos é incomum.

acido urico 02 180x180 - Reumatismos de Partes Moles

Reumatismos de Partes Moles

Os reumatismos de partes moles são um grupo de síndromes dolorosas que resultam de patologia de estruturas periarticulares de origem extra-articular e extra-óssea. Estas estruturas incluem músculos, tendões e as suas bainhas sinoviais, entesis, faseias, bolsas serosas.
As patologias de partes moles podem resultar de um patologia bem definida de um local periarticular único (isto é, tendinite, tenosinovite, entesite ou entesopatia), ou de uma síndrome dolorosa miofascial regional.
Este grupo de patologias tem como principal factor etiopatogénico os microtraumatismos repetitivos ou o excesso de uso de estruturas periarticulares que, excedendo o limiar de adaptação dos tecidos, conduz a um processo inflamatório que se pode autoperpetuar.
Estas patologias podem também surgir associadas a diversas condições patológicas, nomeadamente a doenças sistémicas.
O diagnóstico destas situações clínicas é possível, na maioria das vezes, tendo apenas como base uma história clínica e um exame objetivo corretos.


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28 11 parkinson 180x180 - Tremor

Tremor

O tremor é a doença do movimento mais frequente nos adultos e consiste em movimentos oscilatórios rítmicos e involuntários, de uma parte do corpo.
—> Classificação – em termos fenomenológicos descrevem-se vários tipos de tremor: tremor de repouso; tremor de acção: tremor postural, tremor cinético (inclui o tremor durante movimentos dirigidos a um alvo, anteriormente designado por tremor intencional), tremor cinético específico de tarefa e tremor isométrico. A combinação de vários tipos permite definir síndromes clínicas, essenciais para programar a investigação diagnostica e a intervenção terapêutica.
—> Diagnóstico – o tremor é um sinal encontrado nas mais variadas situações fisiológicas e patológicas, não tendo por base, obrigatoriamente, uma doença neurológica. O diagnóstico assenta em critérios quase exclusivamente clínicos. Na história clínica é fundamental caracterizar o tipo de início, distribuição anatómica, progressão, existência de história familiar de tremor, doenças associadas (por exemplo, polineuropatia,
hipertiroidismo, etc), hábitos medicamentosos e ainda a potencial melhoria após a
ingestão de bebidas alcoólicas. Especificamente na caracterização do tremor devem
ser descritas a localização topográfica (cefálico, mento, palato, mãos, etc), os fatores precipitantes ou que intensificam o tremor e a frequência (baixa <4 Hz, média 4-7 Hz, alta >7 Hz). Objectivamente, o doente deve ser observado nas situações que exacerbam o tremor e em repouso (sentado com os braços apoiados), durante a prova de braços estendidos, prova dedo-nariz, durante a escrita, desenhando uma espiral e por exemplo, despejando água de um copo para outro. Na prática, perante um quadro clínico de tremor, deve começar por ser excluída a possibilidade de este ser induzido por fármacos; se o tipo de tremor (ortostático, da escrita) ou os sinais acompanhantes não forem só por si esclarecedores (associado a parkinsonismo, distonia ou sinais cerebelosos), deve ser investigada uma causa metabólica (principalmente o hipertiroidismo) e ponderadas formas mais raras.
—» Terapêutica – as formas de tremor mais frequentes na prática clínica são o tremor essencial e o tremor parkinsónico (ver secção “Doença de Parkinson”). O tratamento do tremor essencial é o mais intensamente estudado. E escassa a informação proveniente de ensaios clínicos sobre a abordagem terapêutica de outras síndromes tremóricas.

benzodiacepinas 180x180 - Benzodiazepinas

Benzodiazepinas

-» Benzodiazepinas.
• Indicação – presentemente têm papel importante em situações particulares: como terapêutica coadjuvante em síndromes epilépticas ou crises resistentes a outros AE (usando-se sobretudo clonazepam, clobazam ou clorazepato); nas situações de titulação, desmame e troca de outros AE; no tratamento do estado de mal epiléptico (lorazepam, diazepam, midazolam).
– Mecanismo de ação – atuam principalmente por serem gabaérgicas mas induzem tolerância e, portanto, perdem rapidamente a eficácia.
– Metabolismo e excreção – Hepáticos.
– Administração – a sua titulação não deve ser brusca pelo risco de desencadear, sonolência e ataxia, assim como a retirada deve ser progressiva uma vez que a interrupção pode desencadear exacerbação de crises ou mesmo estado de mal epiléptico.
– Efeitos adversos e interações – sonolência, tonturas.