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SÍNDROME DO OMBRO DE MILWAUKEE (OMBRO SENIL HEMORRÁGICO)

Atinge sobretudo mulheres com idades acima dos 70 anos. Caracteriza-se pela existência de uma artropatia muito destrutiva da articulação glenumeral, com perda da coifa dos rotadores e acompanhada frequentemente de derrame hemático. O atingimento tende a ser bilateral, com maior gravidade do lado dominante. Os sintomas variam desde formas pouco sintomáticas, com ligeira dor à mobilização, até formas francamente dolorosas em repouso. O exame objetivo revela limitação dos movimentos ativos e passivos com crepitação. A radiografia do ombro mostra osteoartrose grave da articulação glenumeral associada à elevação da cabeça do úmero, indicando uma rutura na coifa dos rotadores. Podem também observar-se calcificações periarticulares.

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Distúrbios Gastrintestinais (Cuidados Paliativos)

Em doentes sob terapêutica opióide, a xerostomia é um dos sintomas mais frequentes e a obstipação ocorre em cerca de 1/3 dos doentes tratados com morfina. Estes doentes necessitam do uso de meios rectais (supositórios laxantes, enemas). Um dos mecanismos para optimização da abordagem de obstipação crónica promovida pela toma de opióides é a sua rotação. O fentanil é menos obstipante que a morfina oral. Os expansores de volume não estão indicados na obstipação induzida por opiáceos. A lactulose por vezes não basta, pode coexistir massa fecal palpável no cego e fezes pétreas no cólon descendente que requerem propulsor colónico.
As náuseas e vómitos são dos sintomas mais prevalentes (60-70%) dos doentes em CP.
As causas podem estar directamente relacionadas com o cancro (síndromes oclusivas ou suboclusivas) ou serem iatrogénicas (quimioterapia ou opióides). O tratamento sintomático passa pelo uso de drogas do grupo dos procinéticos (metoclopramida domperidona), corticosteróides (em especial dexametasona), antagonistas 5-HT3 (ondansetron e outros), fenotiazinas, butirofenonas, antagonista Nkl (aprepitant).

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Diagnóstico (Compressão Medular)

Os sintomas mais frequentes são:
– Dor sobre o corpo vertebral e/ou dor radicular.
– Uma dor surgida de novo deve justificar uma avaliação por imagem, para a excluir ou identificar precocemente o risco de compressão.
– A diminuição da força (mais tardia), a alteração da sensibilidade, alterações dos reflexos osteotendinosos ou dos esfíncteres (que podem evoluir rapidamente em dias ou, por vezes, em horas) deverão obrigar a uma avaliação imediata e tratamento de eventual compressão medular. Habitualmente o exame mais usado é a TC do segmento suspeito, mas a RM permite uma melhor definição bem como a identificação de eventuais outros níveis de compressão.

Bacteriuria pyuria 4 180x180 - Bacteriúria Assintomática

Bacteriúria Assintomática

Definida como uma cultura de urina com mais de 100000 cfu/ml num doente sem sintomas, ocorre em 6% das mulheres em geral, 18% das diabéticas, 7% das grávidas e 18% das mulheres acima dos 70 anos. Não há justificação para fazer por rotina culturas de urina em doentes sem sintomas, nem tão pouco fazê-las depois do tratamento com sucesso aparente da IU, com o objetivo de confirmar a cura. Uma bacteriúria assintomática só deve ser tratada:
– Na grávida, em que o risco de pielonefrite aguda sobe até aos 40% e aumenta a mortalidade fetal. Utilizar de preferência amoxicilina ou cefalosporina durante 7 a 15 dias, a que podemos associar um aminoglicósido nos casos graves de pielonefrite.
– Antes de uma intervenção urológica.
– Refluxo vesicoureteral grau III.
– Após remoção de uma algália.
Bacteriúrias assintomáticas no homem, no diabético ou no velho não devem ser tratadas.

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Fármacos Adjuvantes

Nenhuma estratégia de abordagem da dor pode dispensar o recurso à utilização de fármacos adjuvantes, definidos como medicamentos que, não sendo verdadeiros analgésicos, contribuem decisamente para o sucesso da terapêutica analgésica: agindo directamente sobre a dor, potenciando o efeito dos analgésicos, contrariando os efeitos secundários da própria terapêutica ou controlando sintomas que acompanham o quadro álgico, agravando-o.
Os ADT (antidepressivos tricíclicos), os anticonvulsivantes e os corticosteroides são dos mais utilizados.
Outros compostos são ainda utilizados sem serem verdadeiros analgésicos. São disso exemplo:
– A capsaicina, um alcalóide extraído da pimenta, não existente em Portugal, com utilidade na aplicação tópica, provocando degenerescência das fibras C.
– Os bifosfonatos, ao inibirem a reabsorção óssea, podem desempenhar um papel antiálgico adjuvante na dor provocada pelas metástases ósseas, normalmente acompanhadas de hipercalcemia.
– A calcitonina é um polipéptido hormonal também utilizado nas situações de metastização óssea, acreditando-se ter actividade antiálgica por ligação aos receptores dos osteoclastos, inibindo-os.
– O baclofen é um agonista GABA que tem a propriedade de poder actuar com sucesso nas contracturas dolorosas resultantes de doenças neurológicas prolongadas, como são a esclerose múltipla ou a doença do neurónio motor, podendo ser administrada por via espinhal e utilizando sistemas de infusão contínua idênticos aos utilizados para os opióides.
– A clonidina, um alfa-agonista (predominantemente alfa-2), tem sido alvo de inúmeros estudos que comprovam a sua acção analgésica, de maneira ainda não completamente esclarecida, mas que parece estar relacionada com a modificação, periférica e central, da actividade dos neurotransmissores.

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Terapêutica Sintomática (Esclerose Múltipla)

Sendo uma doença crónica multifocal do SNC, a EM é potencialmente geradora de grande variabilidade de sintomas persistentes e incapacitantes.

gripe 180x180 - Apresentação Clínica (Ciclosporidiose)

Apresentação Clínica (Ciclosporidiose)

Nos doentes com infecção por VIH, a apresentação mais frequente é a de um quadro de diarreia aguda, com início súbito ou precedida de sintomas gripais, ocorrendo após um período de incubação de cerca de 1 semana e difícil de distinguir de outras causas frequentes de toxi-infecção alimentar, sobretudo pela coincidência sazonal da ocorrência.
O quadro pode associar-se a mal-estar, mialgias e cefaleias. No entanto, é também frequente a persistência de períodos de diarreia menos intensos, mantendo-se por semanas ou meses após a melhoria do quadro inicial. Está, também, descrito o envolvimento extra-intestinal ao nível das vias biliares em doentes com SIDA.

Como aliviar a dor de cabeça com exercícios 180x180 - Clínica (Feocromocitoma)

Clínica (Feocromocitoma)

A maior parte dos doentes manifesta sinais e sintomas todo o tempo, mas que variam de intensidade e caracterizam-se por crises paroxísticas de palpitações, sensação de opressão torácica, tremor, hipersudorese e cefaleias.
A frequência destas crises paroxísticas é muito variável, podendo ocorrer poucas vezes por semana ou dezenas de vezes por dia com uma duração de poucos minutos a horas; podem ser desencadeadas por mobilização, ingestão de comida, palpação abdominal ou stress.
O feocromocitoma pode complicar-se com retinopatia e nefropatia hipertensiva, cardiomiopatia, cardiopatia isquémica, arritmias, dissecação da aorta e AVC.

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Diagnóstico (Anemia Hemolítica)

– Sintomas de anemia e sintomas gerais, icterícia.
– Esplenomegalia ocasional.
– Laboratório com teste de antiglobulina directa + (IgG e C3 nos casos a quente, C3 apenas nos casos a frio) e por vezes antiglobulina indirecta +, haptoglobina diminuída, esferócitos.

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Bradidisritmias

As bradidisritmias devidas a disfunção do nódulo sinusal já foram discutidas anteriormente estando indicada a colocação de pacemaker permanente quando se correlacionarem com sintomas ou houver necessidade clínica de terapêutica com fármacos depressores do ritmo cardíaco.
Os BAV do 1.° grau e do 2.° grau tipo Mobitz I podem surgir em indivíduos normais, jovens ou atletas, e não justificam terapêutica específica. Em doentes idosos os bloqueios do 2.° grau, se condicionarem bradicardia significativa e forem sintomáticos, justificam a colocação de pacemaker. Os bloqueios do 2.° grau tipo Mobitz II, de grau avançado e o BAV completo obrigam na maior parte dos casos à implantação de um pacemaker.
Temporário, se houver causas precipitantes (como um enfarte do miocárdio) ou reversíveis, definitivo, se a situação for persistente.
Casos selecionados de BAV congénitos, sem repercussão hemodinâmica e com respostas ventriculares adequadas podem não necessitar de pacemaker.
A escolha do pacemaker apropriado depende do tipo de indicação e da situação clínica de cada paciente, sendo mais “fisiológicos” os modelos de dupla câmara (DDD), que permitem a manutenção da função contráctil auricular e, com isso, melhoram o débito cardíaco. No entanto, se não houver alteração na condução AV, nem disritmia auricular, os pacemakers de estimulação auricular (AAI) podem ser a melhor opção e, se houver fibrilação auricular persistente, a escolha de um modo de estimulação ventricular única (VVI) é a mais correta.