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remedios ototoxicos 022 180x180 - Bupropiona

Bupropiona

A bupropiona é um antidepressivo comercializado em Portugal desde 2000. E eficaz na cessação tabágica de fumadores >10 cigarros/dia, tendo os estudos realizados evidenciado maiores taxas de abstinência em comparação com a TSN.
É considerada uma opção útil para fumadores numa tentativa inicial de evicção, especialmente aqueles que não toleram a TSN, que preferem um tratamento não-TSN ou que falharam em tentativa prévia com TSN. Constitui igualmente uma boa opção para os fumadores preocupados com o aumento de peso ou com antecedentes de depressão. A associação deste fármaco com a TSN transdérmica possui uma maior eficácia aos 6 meses, relativamente ao adesivo de nicotina isolado.
Deve existir cuidado redobrado nos indivíduos com condições predisponentes para um baixo limiar de convulsão, como história de traumatismo craniano, abuso de álcool e fármacos por exemplo, antipsicóticos, antidepressivos, teofilina, corticosteróides sistémicos. As múltiplas interações medicamentosas descritas por exemplo, P-bloqueantes, antiarrítmicos, captopril, loratadina, codeína, cimetidina, levodopa, zolpidem, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, rifampicina impõem uma correta monitorização e eventual ajuste da dose.
Em 2009 a Food and Drug Administration (FDA) lançou o alerta para o risco de sintomas neuropsiquiátricos graves em doentes sob bupropiona. Recomenda-se assim um cuidadoso acompanhamento após o início do fármaco, com suspensão do mesmo se identificados sinais de alerta.


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Adenomas da Hipófise

Os tumores da hipófise correspondem a 10-15% dos tumores do SNC e podem apresentar-se com sinais e sintomas decorrentes do efeito de massa, disfunção hormonal ou ambos.
Dividem-se em microadenomas (adenomas <1 cm) e macroadenomas (adenomas >1 cm) em que a incidência de défices visuais ou hipopituitarismo está directamente relacionada com o tamanho do tumor.
Etiologicamente podem ser prolactinomas em 60% dos casos, adenomas produtores de GH (20%), de ACTH (10%), adenomas não funcionantes (10%) ou mais raramente adenomas produtores de TSH, gonadotropinas ou cadeias alfa.

coluna corpo vertebral hemangioma tumor e 180x180 - Diagnóstico (Compressão Medular)

Diagnóstico (Compressão Medular)

Os sintomas mais frequentes são:
– Dor sobre o corpo vertebral e/ou dor radicular.
– Uma dor surgida de novo deve justificar uma avaliação por imagem, para a excluir ou identificar precocemente o risco de compressão.
– A diminuição da força (mais tardia), a alteração da sensibilidade, alterações dos reflexos osteotendinosos ou dos esfíncteres (que podem evoluir rapidamente em dias ou, por vezes, em horas) deverão obrigar a uma avaliação imediata e tratamento de eventual compressão medular. Habitualmente o exame mais usado é a TC do segmento suspeito, mas a RM permite uma melhor definição bem como a identificação de eventuais outros níveis de compressão.

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Litíase das Vias Biliares

A maioria dos cálculos origina-se na vesícula biliar, mas cerca de 15% dos doentes com litíase vesicular (LV) têm cálculos na via biliar principal (VBP), devido a migração da vesícula biliar e raramente formados nas vias biliares. A litíase da VBP é a principal causa de sintomas pós-colecistectomia e pode manifestar-se meses ou anos após a cirurgia, sendo em geral de natureza residual.

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Terapêutica da DPOC Estável – bupropiona

A bupropiona, utilizada inicialmente como antidepressivo, mostrou-se eficaz na desabituação tabágica pela sua ação inibidora da recaptação da dopamina, aumentando os níveis extracelulares desta e reduzindo assim os sintomas de abstinência.
A dose habitual aconselhada é de 300 mg/dia dividida em 2 tomas com intervalo mínimo de 8 horas. O tratamento deverá ser iniciado com 150 mg/dia na primeira semana.
A duração recomendada é de 7 a 12 semanas. O efeito secundário mais importante é a insónia, razão pela qual deve ser administrado o mais cedo possível. As convulsões são o maior risco do fármaco, pelo que está contra-indicado em doentes com epilepsia ou antecedentes de convulsões, tumor do SNC, doença bipolar, dependência de psicofármacos, abuso de álcool ou doença hepática grave. A toma de fármacos que reduzam o limiar convulsivante (como teofilina e corticóides sistémicos) são uma contra-indicação relativa. A associação com TSN é sugerida por muitos autores para casos de fumadores com elevada carga tabágica.

ansiedade 180x180 - Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

Disfunção esfincteriana e sexual (Esclerose Múltipla)

– Disfunção esfincteriana e sexual – sintomas urinários por bexiga neurogénea estão presentes em cerca de 70% dos doentes com EM. No controlo da hiperexcitabilidade do detrusor, causadora de urgência, utilizam-se os anticolinérgicos, quer a oxibutinina (2,5 a 5 mg/3xdia p.o.), quer a tolteradina (1 a 2 mg/2xdia p.o.) que condiciona menos xerostomia. A hormona antidiurética (DDAVP 10 a 20 ug) por via inalatória, ao deitar, reduz a nictúria e proporciona assim conforto e repouso noturnos, sendo apenas necessário vigiar a possível hipertensão em decúbito. Os antagonistas a (alfuzocina e tamsulozina) são úteis quando há queixas sugestivas de dissenergia vesicoesfincteriana. Quando há atonia do detrusor e grandes resíduos vesicais (maiores que 100 ml), é fundamental recorrer à auto-algaliação, melhorando a qualidade de vida e evitando infeções urinárias de repetição.
Há poucos estudos epidemiológicos sobre a prevalência de disfunção sexual nos doentes com EM. A disfunção eréctil é muito frequente. Quer o sildenafíl, quer mais recentemente o tadalafil e o vardenafil, são eficazes, melhorando o desempenho sexual dos doentes portadores do sexo masculino.


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cicloserina oral 180x180 - Tratamento da infecção aguda

Tratamento da infecção aguda

Definida como infecção ocorrendo após uma exposição de alto risco nas 2 a 8 semanas anteriores, acompanhada de sintomas clínicos, viremia detectável e teste negativo ou indeterminado para o VIH. Apesar destes critérios relativamente estritos, o facto de que a infecção aguda por VIH é um fenómeno complexo, que depende duma relação muito específica entre o cládio viral infectante e o perfil imunológico do hospedeiro, pode condicionar uma variabilidade interindividual significativa nesta população. Por outro lado, a integração do vírus no genoma do hospedeiro pode ocorrer muito precocemente após o momento da infecção, tornando virtualmente impossível estabelecer objectivos de erradicação virológica através da intervenção terapêutica precoce.
Vários grupos se têm dedicado a avaliar o impacto de uma intervenção terapêutica medicamentosa precoce na progressão da doença clínica e suas consequências. No entanto, a variedade quanto ao tipo de intervenção, quer quanto à duração dos períodos de terapêutica, quer mesmo quanto à variabilidade da população incluída no que respeita à duração da infecção, não permitiu, até hoje, estabelecer a existência de benefício clínico de qualquer dos tipos de intervenção terapêutica precoce.
Neste contexto, as recomendações actuais apontam para o deferimento da intervenção terapêutica para a fase de estabilização da curva de declínio dos CD4, reconhecendo, no entanto, a possibilidade de benefício do tratamento da infecção aguda em:
—> Doentes com eventos definidores de SIDA.
—> Doentes com CD4 <350 células/mm3 3 meses após a primo-infecção. O tratamento da infecção aguda é, ainda, de considerar em casos de doença primária grave ou prolongada, sobretudo se houver atingimento do SNC. É do maior interesse que um doente que inicie terapêutica na fase aguda seja incluído num estudo prospectivo ou numa coorte observacional.

sintomas de infeccao urinaria 180x180 - Infeção Urinária Alta - Pielonefrite

Infeção Urinária Alta – Pielonefrite

Não complicada de anomalias anatómicas do aparelho urinário.
O doente apresenta-se com febre, lombalgia com ou sem sintomas urinários baixos, leucocitose e piúria. Devemos obter sempre culturas de urina e hemoculturas nos hospitalizados (positivas em 15 a 20%); o E. coli é o agente mais vezes incriminado.
O tratamento deve ser prolongado por 15 dias; se o doente pode usar a via oral, uma quinolona é atualmente o agente de escolha (por exemplo, ciprofloxacina 500 mg 12/12 horas), ou em alternativa uma cefalosporina de 2.a geração (cefuroxima 500 mg 12/12 horas). Se o doente está nauseado, com muita sintomatologia sistémica, ou não nos dá garantias de cumprir o tempo de tratamento, deve ser internado e fazer terapêutica parentérica com quinolona e.v. 12/12 horas, uma cefalosporina de 3ª geração (por exemplo, ceftriaxone, que pode depois ser usado em ambulatório só 1xdia 1 g i.m.) ou aminoglicósido como a gentamicina 160 a 240 mg/lxdia que, quando em associação a qualquer dos outros, pode, graças ao seu efeito pós-antibiótico prolongado, ser administrada só por 5 a 6 dias se temermos nefrotoxicidade. Em casos especiais como na IU por Enterococcus, frequente se existe patologia neoplásica vesicoprostática, está indicada a amoxicilina 1 g e.v. 8/8 horas, ou, se há resistência no antibiograma, a vancomicina 1 g e.v. 12/12 horas.
– Complicada por anomalias do aparelho urinário.
A não resolução clínica do quadro infecioso em 72 a 96 horas implica uma mudança de antibióticos guiada por antibiograma e a revisão imagiológica do aparelho urinário; um abcesso peri-renal não detetado no início do quadro deve ser drenado percutaneamente guiado por TC; um cálculo, principalmente os de esturvite, em que a TC sem contraste é a melhor técnica diagnostica, ou outra causa obstrutiva têm igualmente que ser corrigidos ou ultrapassados de imediato com a colaboração da urologia.


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Prostatite

Os sintomas da prostatite aguda simulam o da cistite mas com febre elevada e clínica de barragem pós-vesical mais ou menos intensos. A prostatite crónica pode ser mais difícil de diagnosticar, nem sempre há febre, a dor ou mal-estar são frequentemente irradiados ao períneo, dorso, escroto ou nádegas, bacteriologicamente é frequente uma contagem de colónias <1000 bactérias/ml, que se elevaria se repetíssemos a cultura numa colheita imediatamente após massagem prostática. O tratamento de escolha utiliza o TMP/SMX ou quinolonas por 15 dias num episódio agudo isolado, mas nos casos recorrentes ou na prostatite crónica, um mínimo de 4 semanas com quinolona ou 12 semanas com TMP/SMX. A ressecção prostática não resolve a infeção prostática crónica.

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Clínica (DM tipo 1)

Normalmente a DM tipo 1 inicia-se de uma forma aguda com poliúria, polidpsia, perda ponderal e cansaço fácil. Sintomas menos frequentes incluem náuseas, vómitos, visão turva e infecções cutâneas.
A cetoacidose é a forma de apresentação de 5-10% dos casos de DM tipo 1.
O desenvolvimento de DM tipo 1 é o culminar de um processo que pode levar anos e durante a fase pré-clínica pode-se detectar já anticorpos anticélulas p e alterações subtis da secreção de insulina e de intolerância a glicose.
A correcção da hiperglicemia (que impede o funcionamento das restantes células B) pode induzir um período de remissão em que um bom controlo glicémico pode ser conseguido através de baixas doses de insulina (fase de lua-de-mel).