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Hemodialysismachine 180x180 - SCUF (Ultrafiltração Contínua Lenta)

SCUF (Ultrafiltração Contínua Lenta)

A ultrafiltração contínua lenta é um método puramente convectivo. Como está implícito, existe uma ultrafiltração lenta (aproximadamente 100 ml/hora ou 2,4 IL/dia) que permite equilibrar os aportes sob a forma de alimentação ou fármacos. Não exige solução de reposição. É uma técnica que pode ser AV ou VV.

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Fototerapia e fotoquimioterapia

As radiações UV, isoladas (fototerapia) ou em associação a fotossensibilizantes orais ou tópicos (fotoquimioterapia), são eficazes em várias formas clínicas de psoríase.
-> Fotoquimioterapia (Psoraleno + UltraVioleta A = PUVA) – a PUVAterapia, efectuada apenas em serviços da especialidade, está indicada na psoríase extensa (>30% da área corporal). A administração oral do psoraleno, em regra o 8-MOP (8-metoxipsoraleno), faz-se 2 horas antes da irradiação com UVA. A dose de psoraleno é calculada com base no peso corporal (0,6 mg/kg). A dose de radiação inicial de UVA baseia-se, em geral, no fototipo do doente. Efectuam-se dois a três tratamentos por semana, aumentando-se progressivamente a dose de UVA em cada la 2 sessões, até se atingir um planalto individual.
Os doentes devem ser submetidos a exame clínico-laboratorial prévio, para exclusão de contra-indicação para esta terapêutica. É obrigatório o uso de óculos com lentes filtrantes a 100% de radiação UVA nos dias de tratamento, desde a ingestão do psoraleno. O tratamento deve manter-se até à regressão completa das lesões, sendo em regra necessárias 4-6 semanas para o efeito.
O PUVA parcial de mãos e pés, utilizando uma solução de 8-MOP (0,1 a 1%), tem eficácia semelhante à do PUVA oral, sem os efeitos secundários sistémicos deste;
– Fototerapia – a fototerapia com radiação Ultravioleta B (UVB) de banda estreita (311 +/- 2 nm) utiliza lâmpadas especiais e tem uma eficácia semelhante à da fotoquimioterapia. A fototerapia com UVB de largo espectro (290-320 nm) é menos eficaz, mas pode ser útil na psoríase gutata aguda.


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Tratamento (Cetoacidose Diabética)

Hidratação com solução salina isotónica, 1 L/hora nas primeiras 3 horas (6-10 L nas primeiras 24 horas).
Insulina em perfusão (5-10 U/horas).
Reposição de potássio e bicarbonato, 100 mmol, dado numa solução isotónica se pH <7,0.

829510 180x180 - Diálise peritoneal

Diálise peritoneal

A DP é a forma de diálise domiciliária por excelência, executada pelo próprio doente com ou sem o auxílio de um familiar. Não sendo necessárias deslocações frequentes a uma unidade de tratamento, permite uma maior liberdade e independência. Nesta técnica, a membrana artificial do dialisador é substituída pela membrana peritoneal. o sangue circula nos capilares peritoneais, a solução dialisante, de composição semelhante à da HD, é introduzida na cavidade peritoneal através do cateter peritoneal.
Para execução da técnica, é introduzido um cateter de silicone na cavidade peritoneal, que é fixado ao tecido subcutâneo da parede abdominal. Através do cateter, é instilada no peritoneu a solução de dialisante, que aí permanece por algumas horas, até que é drenada por sifonagem e substituída por nova administração de solução dialisante fresca. Tal com na HD, durante esse período de permanência, há transporte de solutos por difusão através da membrana peritoneal e remoção de volume em excesso através da adição de glicose à solução de diálise em concentrações variáveis (1,5 a 4,25%), o que, criando um gradiente de pressão osmótica, induz a ultrafiltração de fluidos.
Existem duas modalidades de DP:
– DPCA (diálise peritoneal crónica ambulatória). Neste caso as trocas são feitas manualmente pelo doente ao longo do dia. Geralmente efetuam-se quatro trocas de 2 litros nas 24 horas, cada uma levando cerca de 20 minutos a executar. Esta estratégia, com boas condições do peritoneu, permite uma clearance diária de ureia de aproximadamente 10 litros, ou seja cerca de 7 ml/min e uma ultrafiltração média de 1500 cc/dia.
– APD (diálise peritoneal automatizada). Neste caso são utilizadas máquinas cicladoras que efetuam o processo de entradas e saídas de dialisante automaticamente durante cerca de 10 horas noturnas.
Consideram-se contraindicações para DP a existência de perda documentada da função peritoneal, ou de aderências abdominais extensas que impeçam o fluxo do líquido de diálise, os defeitos mecânicos não corrigíveis que aumentem o risco de infeções e também a existência de deficiências físicas ou mentais no doente sem apoio de outrem para execução da técnica.
De um modo geral, não existem diferenças significativas entre a hemodiálise e a diálise peritoneal quanto aos resultados em termos de sobrevivência, morbilidade e qualidade de vida.

829510 180x180 - Hemodiálise

Hemodiálise

O tratamento de HD consiste na difusão de solutos através de uma membrana semipermeável, entre o sangue e uma solução chamada dialisante, mediante o seu gradiente de concentração, o que permite remover produtos do metabolismo e restabelecer os níveis dos diferentes iões e tampões do organismo. Além deste processo depurativo, denominado, em sentido estrito, diálise, durante o tratamento, ocorre concomitantemente um processo de ultrafiltração, pelo qual, através de um gradiente de pressões hidrostáticas dos dois lados da membrana, é removido volume do espaço intravascular do doente, para repor o balanço hídrico diário destes doentes que estão em geral oligúricos.
Para se efetuar a HD, o doente necessita de ter um acesso à circulação sanguínea, o AV (acesso vascular), de onde sai o sangue para o circuito extracorporal.
Durante esse procedimento, o sangue do doente, heparinizado, é bombeado, com débitos que variam entre 300 a 500 ml/min, através de um dispositivo, o dialisador, constituído por um feixe de fibras capilares de uma membrana sintética semipermeável. enquanto que, do outro lado da membrana e em sentido contrário, circula uma solução eletrolítica, o dialisante, com um débito entre 500 a 800 ml/min.
Todo este processo é controlado por uma máquina ou monitor que deteta e corrige os débitos de sangue e do dialisante, as pressões no circuito, a entrada acidental de ar no circuito e a composição e temperatura do líquido dialisante. Além de garantir a segurança de todo o procedimento, permite que a velocidade de remoção de volume intravascular seja rigorosamente controlada.
Em geral, os doentes crónicos efetuam três sessões semanais de hemodiálise, cuja duração é ajustada às necessidades de cada doente, e que normalmente varia entre 4 e 5 horas. Consegue-se assim uma clearance de ureia de cerca de 200 ml/min, correspondendo a uma taxa de extração de ureia de 65 a 70% em cada sessão.
A água utilizada para fabrico do líquido de diálise (dialisante) deve ser purificada em unidades centralizadas de tratamento de água, ou unidades móveis que se deslocam à cabeceira dos doentes para fornecer água tratada, de modo a obedecer a padrões predeterminados de níveis de contaminantes químicos e microbiológicos.