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sonda nasogastrica1 180x180 - Indicações para alimentação entérica por sonda

Indicações para alimentação entérica por sonda

– Anorexia.
– Doenças neurológicas que não permitem alimentação oral.
– Doentes sob ventilação mecânica.
– Doentes médicos ou cirúrgicos graves com necessidades metabólicas elevadas
– Má-nutrição proteica ou calórico-proteica.
– Certas situações:
• Fístulas enterocutâneas – há relatos do maior benefício através de sonda colocada distalmente à fístula.
• Resseção intestinal extensa – o fornecimento de nutrientes por via intestinal favorece a adaptação intestinal.
• Doença de Crohn do intestino delgado.
Pancreatite aguda grave – considerada durante muito tempo indicação para NP, foi demonstrado que a dieta entérica, sobretudo por sonda jejunal, é bem tolerada, embora não esteja demonstrado o seu benefício relativamente à tradicional alimentação nasogástrica.

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Desenvolvimento Terapêutico (Hemorragia Digestiva)

—> Decisão de internamento e admissão em UCI.
—> Monitorização hemodinâmica e de persistência/recidiva (entubação nasogástrica, lavagens repetidas).
—» Se hipovolemia grave/choque, transfusões (sangue total) e dopamina e.v. contínua 2,5 mg/kg/minuto.
—> Hb e Hcto seriados (não esquecer que demoram muitas horas a descer ou voltar a subir depois da HDA parada). Transfusões de modo a manter Hb >9 (plasma e gluconato de cálcio por cada 4 unidades de sangue).
—> IBP e.v. – Omeprazole 40 mg bid ou infusão contínua 8 mg/hora por 72 horas, se úlcera
—> Sucralfate suspensão oral depois de hemorragia ter parado >24 horas.
—> Se recidiva – nova EDA ou cirurgia (ver abaixo).
—> Sonda nasogástrica pode ser tirada depois de >24 horas de aspirados limpos.
—> EDA de controlo (second look)l Não demonstradas vantagens, a fazer em casos seleccionados.
—> Dieta líquida depois de >48 horas de a hemorragia ter parado.
—> Dieta mole fraccionada depois de >72 horas de a hemorragia ter parado; fármacos por via oral.
– Alta hospitalar ao 3.74.° dias depois de parada a hemorragia e se não houver problemas clínicos graves associados.
– Na alta hospitalar decisão de manter IBP oral por 2 meses, de erradicar o Hp em caso de úlcera e, em rigorosa avaliação risco/benefício, recomeçar mais tarde (7 dias) antiagregante/anticoagulante com devida “protecção gástrica” (IBP, sucralfate ou misoprostol).


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dieta da sonda 180x180 - Nutrição Entérica - Colocação da Sonda de Alimentação Entérica

Nutrição Entérica – Colocação da Sonda de Alimentação Entérica

– Colocação da sonda de alimentação entérica – continua a debater-se a melhor localização da ponta da sonda de alimentação. Não é clara na literatura a propaganda e a vantagem de colocação da sonda para lá do piloro.
• Pré-pilórica (gástrica) – a colocação da tradicional SNG (sonda nasogástrica) é um procedimento relativamente fácil e seguro que exige algum treino. Deve proceder-se à avaliação da sua correta colocação através da aspiração de conteúdo gástrico e através da auscultação epigástrica simultânea com a instilação de ar através da referida SNG. Quando se administra dieta diretamente no estômago fica preservada a função de reservatório do mesmo, o que permite a administração de soluções hiperosmolares. As desvantagens relacionam-se com a retenção gástrica em doentes com esvaziamento gástrico atrasado, com o risco de aporte alimentar insuficiente, refluxo gastroesofágico e aspiração traqueobrônquica.
– Pós-pilórica – preconizada para os casos de refluxo gastroesofágico (RGE) severo, vómitos de repetição e esvaziamento gástrico retardado (a motilidade gástrica é mais sensível que a motilidade intestinal, perde-se mais facilmente e a sua recuperação é mais lenta). As desvantagens relacionam-se com a intolerância à administração de soluções hiperosmolares diretamente no lúmen intestinal (que é minorado pela administração contínua e não em bolus), e à necessidade de maiores recursos hospitalares para a sua colocação (pessoal médico treinado, endoscopia e radioscopia).
• Nutrição entérica de curta duração (<4 semanas) - pode ser assegurada por SNG convencional, fácil de colocar por um enfermeiro treinado, que assegura a descompressão gástrica numa fase inicial e que, posteriormente, permite a administração de medicação e dieta. A SNG convencional é mais rígida e, portanto, desconfortável, e mais facilmente causa sinusite ou necrose da mucosa nasal, comparativamente com SNG mais finas e maleáveis. Em alternativa à SNG podemos optar por um tubo nasoduodenal ou nasojejunal, para os quais é necessário pessoal especificamente treinado. Há várias técnicas para a sua colocação. Por exemplo, Protocolo 10-10-10 para a colocação de tubo nasoentérico à cabeceira do doente. Nutrição entérica de longa duração (>4 semanas) – neste caso as sondas utilizadas deverão ser menos desconfortáveis do que as SNG convencionais, reduzindo o risco de sinusite ou necrose nasal. Estes tubos são colocados diretamente no estômago ou intestino delgado, atravessando a pele da região epigástrica e a parede do trato digestivo. Por este facto, o risco de infeção local é maior, sendo necessárias 2-3 semanas para a maturação do trajeto criado. Se essa sonda é exteriorizada precocemente, é por vezes necessária uma intervenção cirúrgica para evitar a inundação alimentar da cavidade peritoneal.
Podem ser colocadas por via cirúrgica (sobretudo se se aproveita a anestesia geral de cirurgia abdominal simultânea para a sua colocação intra-operatória), ou por via percutânea. Esta última é menos dispendiosa e não necessita de anestesia geral.
A técnica mais utilizada é a gastrostomia endoscópica percutânea (PEG). Regra geral, a dieta entérica só deve ser iniciada 24 horas após a sua colocação.
Se se pretende a administração de dieta diretamente no duodeno ou jejuno, tal pode ser conseguido de duas formas: a colocação de uma extensão no duodeno ou jejuno que atravessa a PEG previamente colocada, ou a colocação por via percutânea de jejunostomia guiada por via endoscópica (PEJ), utilizando uma técnica semelhante à utilizada para colocar a PEG.

dieta da sonda 180x180 - Fórmulas Equilibradas Para Alimentação Por Sonda

Fórmulas Equilibradas Para Alimentação Por Sonda

Há quatro categorias de soluções comerciais: standard, elementares/semi-elementares, específicas e imunomoduladoras.
Algumas das características a considerar nas soluções alimentares: sem resíduos; relação calorias não proteicas/g de azoto (N) (cada g N = g proteínas/6,25); conteúdo calórico: 1-2 Kcal/ml; osmolalidade: proteínas intactas e polissacáridos complexos fornecem uma quantidade considerável de calorias com baixa osmolalidade, enquanto aminoácidos e monossacáridos têm osmolalidade elevada para o mesmo número de calorias. As fórmulas isotónicas têm osmolalidade cerca de 300 mOsm/L, enquanto soluções hipertónicas têm cerca de 400 mOsm/L, e podem causar distensão abdominal, atrasar o esvaziamento gástrico e originar diarreia porque estimulam a secreção intestinal.