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Menopause 10 solutions pour bien dormir 180x180 - Perturbações do Movimento Relacionadas com o Sono

Perturbações do Movimento Relacionadas com o Sono

São caracterizadas por movimentos relativamente simples e estereotipados que perturbam o sono. São exemplos o distúrbio dos MPS (movimentos periódicos do sono) e o bruxismo, entre outras.

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Terapêutica (Perturbações de Ritmo Circadiário)

Existem três grupos de mecanismos terapêuticos com ação demonstrada nas perturbações de ritmo circadiário:
-> Prescrição de horários de sono (ver estratégias para cada uma das patologias).
-> Ajuste da fase circadiária – feito com recurso à exposição à luz e com administração de melatonina. O fundamental nesta técnica é a altura do dia em que as medidas são aplicadas, uma vez que o tipo (avanço ou atraso de fase) e a intensidade da resposta do sistema variam em função disto (curvas fase-resposta). Como regra geral, a exposição à luz da manhã irá conduzir a um avanço de fase, enquanto que a exposição à noite produzirá um atraso de fase. A resposta à melatonina é oposta. Parece haver um efeito sinérgico destas intervenções desde que utilizadas com o mesmo sentido de mudança de fase. A intensidade da luz administrada deve ser sempre superior a 1000 lux (a dose administrada é muito variável de estudo para estudo e a dose certa não está determinada). A dose de melatonina a administrar também não está determinada, sendo variável de estudo para estudo (0,5 a 10 mg). A melatonina, sobretudo em doses mais elevadas, tem também um efeito hipnótico.
> Terapêutica farmacológica sintomática – realizada com hipnóticos, para combater a insónia; ou estimulantes, para superar a sonolência diurna e as dificuldades de desempenho.
De uma forma geral, a terapêutica com hipnóticos (benzodiazepínicos e não benzo diazepínicos) foi testada nas várias perturbações de ritmo, com sucesso no que diz respeito à qualidade do sono (exemplos incluem as perturbações de jet lag e trabalho por turnos). No entanto, os potenciais efeitos adversos na sonolência/dificuldades de desempenho estão pouco estudados e limitam a sua utilização.
A utilização de estimulantes está indicada sempre que a sonolência constituir o sintoma predominante. Esta estratégia tem benefícios comprovados na perturbação de trabalho por turnos (modafinil e cafeína) e na perturbação de jet lag (cafeína, embora com risco de fragmentação do sono).
As seguintes medidas resumem intervenções com eficácia demonstrada nestas patologias:
Perturbação de trabalho por turnos:
• Sestas antes ou durante o período de trabalho noturno; rotações de turnos no sentido dos ponteiros do relógio (com atraso de fase progressivo);
• Fototerapia durante o turno noturno e restrição da exposição à luz solar na manhã seguinte com óculos escuros; administração de melatonina antes do sono diurno.
Perturbação de jet lag: manutenção dos horários de sono-vigília habituais em viagens curtas. Medidas específicas a realizar antes da partida de viagens para Este:
• Deitar mais cedo 1 hora/dia nos 3 dias prévios;
• Fototerapia de manhã; administração de melatonina antes do sono.
—» Perturbação de avanço de fase – fototerapia à noite; embora a administração de melatonina de manhã tenha, teoricamente, um efeito de atraso de fase, não existem estudos que avaliem esta medida.
—> Perturbação de atraso de fase:
-Cronoterapia (atraso progressivo na hora de deitar até atingir o horário pretendido);
-Fototerapia de manhã, 2-3 horas antes ou ao acordar; administração de melatonina 1,5 a 6 horas antes de deitar. 1
-» Perturbação de ciclo livre – fototerapia de manhã (exceto em cegos totais) e administração de melatonina à noite.
-> Perturbação de ritmo sono-vigília irregular – estratégias multidisciplinares de implementação de fototerapia, atividade física e outras medidas comportamentais durante o dia.

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Tratamento (Fibromialgia)

Recentemente, o EULAR (European League Against Rheumatism) publicou as recomendações de tratamento para a FM.
-> Medidas gerais:
• Deve avaliar-se a FM de forma compreensiva relativamente à dor, à função e ao contexto psicossocial do doente. A FM deve ser reconhecida como uma condição complexa e heterogénea onde existe um processamento anormal da dor e outras características secundárias.
• A otimização da terapêutica passa por uma abordagem multidisciplinar combinando medidas não farmacológicas e farmacológicas, de acordo com a intensidade da dor, da função e das características associadas, como é o caso da existência de depressão, fadiga e perturbações do sono, devendo estas serem discutidas como o doente.
-> Medidas não farmacológicas:
• O tratamento em piscina aquecida com ou sem exercício é eficaz na FM
• Programas de exercício personalizados, incluindo exercício aeróbio e fortalecimento muscular, podem ser benéficos para alguns doentes com FM.
• Tratamento comportamental e cognitivo pode ter algum benefício para algufl
doentes com FM.
• Outras terapêuticas como o relaxamento, a reabilitação, a fisioterapia e apoio psicológico podem ser usados de acordo com as necessidades do doente individual.
—> Medidas farmacológicas:
• O tramadol é recomendado para o tratamento da dor na FM.
• Analgésicos simples como o paracetamol ou outros opiáceos fracos também podem ser considerados para o tratamento da FM. Não são recomendados os corticosteróides e os opiáceos fortes.
– Os antidepressivos: amitriptilina, a fluoxetina, a duloxetina, a milnacipran, moclobemidea e pirlindole reduzem a dor e frequentemente melhoram a função e, como tal, são recomendados para o tratamento da FM.
-São recomendados a tropisetrona, pramipexole e a pregabalina por reduzirem a dor na FM, mas estes fármacos não estão aprovados nesta indicação na Europa.

dormir melhor 180x180 - Terapêutica (Distúrbio dos Movimentos Periódicos do Sono)

Terapêutica (Distúrbio dos Movimentos Periódicos do Sono)

—> Terapêutica não farmacológica – inclui o tratamento da ferropenia, quando presente, e o evitar de substâncias e fármacos potenciadores da síndrome das pernas inquietas (SPI) e PLMS tais como o álcool, a maioria dos antidepressivos, anti-histamínicos e antagonistas dopaminérgicos (incluindo muitos antieméticos e anti-psicóticos). A privação do sono deve também ser corrigida.
-> Terapêutica farmacológica – está indicada no distúrbio primário e se os sintomas persistem apesar do tratamento da causa subjacente. As recomendações atuais indicam como terapêutica de 1ª linha os agonistas dopaminérgicos como o ropinirol (evidência de grau 1). O tratamento deve ser iniciado com uma dose baixa e a titulação efetuada até que se atinja um alívio suficiente dos sintomas. Nalguns doentes por perda de eficácia, tolerância ao fármaco ou evolução da doença, pode haver necessidade de um aumento da dose na terapêutica a longo termo. O ropinirol administrado em dose única ao deitar ou ao jantar e ao deitar constitui um tratamento eficaz. A posologia inicial é de 0,25 mg, sendo aumentado progressivamente em intervalos de 2-3 dias para evitar efeitos secundários como náuseas e hipotensão.
A dose média eficaz é de 1 a 2 mg/dia.
A gabapentina demonstrou também melhorar a eficiência do sono e o índice de PLMS, podendo ser utilizada como alternativa ou como agente adjuvante neste distúrbio, principalmente quando concomitantemente existe uma neuropatia periférica com sintomatologia dolorosa/disestésica ou nos doentes com perturbação do sono persistente devido às suas propriedades ligeiramente sedativas.

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Distúrbio dos Movimentos do Sono

Clínica e diagnóstico – caracterizado pela ocorrência, durante o sono, de episódios periódicos de movimentos dos membros, repetitivos e estereotipados PLMS, com características polissonográficas bem definidas, associados a perturbação clinicamente significativa do sono noturno ou queixas de fadiga diurna. Esta perturbação causa um sono fragmentado, não reparador e queixas de insónia ou hipersónia. A existência de repercussão clinicamente significativa da perturbação do sono é um requisito para o diagnóstico, pois os PLMS podem ser somente um achado polissonográfico. Os PLMS são frequentemente encontrados em doentes com SPI (síndrome das pernas inquietas) (80 a 90%), perturbação do comportamento associada ao sono REM (70%) e a narcolepsia (45 a 65%). Um número elevado de PLMS também foi descrito nalgumas formas de insónia, parassónias, insuficiência renal e gravidez. São ainda fatores precipitantes ou de agravamento, fármacos como os antidepressivos (SSRI, tricíclicos), o lítio e os antagonistas dos recetores da dopamina. Um nível baixo de ferritina pode também agravar estes movimentos, havendo ainda alguma evidência para o efeito do álcool e privação de sono.
– Fisiopatologia – associado a um distúrbio do sistema dopaminérgico. O papel do ferro, das suas reservas e metabolismo também tem sido postulado.

Dez dicas para você dormir melhor 180x180 - Perturbação do Comportamento Associada ao Sono REM

Perturbação do Comportamento Associada ao Sono REM

—> Tratamento não farmacológico – inclui medidas de proteção tais como a remoção dos objetos perigosos do quarto, trancar portas e janelas, colocar almofadas à volta da cama.
—» Tratamento farmacológico – o clonazepam é efetivo no tratamento do RBD com pouca evidência de tolerância ou abuso, sendo atualmente o medicamento de escolha.
A dose inicial de 0,5 mg ao deitar permite rapidamente suprimir o comportamento motor durante o sono e os sonhos vividos. Nalguns casos, é necessário um aumento para 1 mg ao deitar. A dose pode ser antecipada para 2 horas antes de deitar se existir insónia inicial, movimentos involuntários dos membros inferiores pouco tempo após o início do sono ou sedação matinal excessiva.
Outros fármacos com um nível de recomendação terapêutica mais baixa, efetivos em estudos de caso ou ensaios abertos, foram a melatonina, os antidepressivos tricíclicos e a levodopa.

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Terapêutica (Parassónias)

Devem ser evitados os fatores precipitantes e de agravamento e tratadas as doenças do sono concomitantes. A terapêutica farmacológica nem sempre está indicada.

sonambulismo 0 180x180 - Parassónias

Parassónias

Clínica – são acontecimentos desagradáveis ou indesejáveis que acompanham o sono e englobam diferentes manifestações clínicas (físicas e experienciais), tais como movimentos, comportamentos, emoções, perceções, sonhos e alterações autonómicas, sem controlo consciente deliberado. Podem causar traumatismos durante o sono, fragmentação do sono e alterações psicológicas/sociais, afetando tanto o doente como o seu companheiro. Não provocam primariamente insónia ou sonolência diurna excessiva (SDE), pelo que a presença destes sintomas deve fazer suspeitar de outra doença do sono concomitante.
As parassónias são classificadas nos seguintes grupos:
• Perturbações do despertar (do sono NREM)
– Despertar confusional (ICSD-2) – episódio recorrente de confusão mental durante o despertar do sono.
– Sonambulismo (ICSD-2) – deambulação durante o sono associada a pelo menos um dos seguintes sintomas ou sinais: dificuldade em acordar, confusão após o acordar de um destes episódios, amnésia parcial ou completa para o episódio, comportamentos rotineiros que ocorrem na altura errada, comportamentos inadequados ou ilógicos, comportamentos perigosos ou potencialmente perigosos.
– Terror noturno (ICSD-2) – episódio súbito ocorrendo durante o sono, que se inicia geralmente por um grito ou choro e que é acompanhado por manifestações autonómicas e comportamentais de medo intenso. Está presente pelo menos um dos seguintes: dificuldade em acordar, confusão mental após o acordar de um destes episódios, amnésia completa ou parcial para o episódio, comportamentos perigosos ou potencialmente perigosos.
• Parassónias geralmente associadas ao sono REM
A mais frequente destas patologias é o distúrbio do comportamento associado ao sono REM (REM behavioural disorder – RBD). Outras parassónias do sono REM são a paralisia do sono isolada recorrente e distúrbio dos pesadelos.
O RBD é caracterizado por um comportamento motor exuberante, violento ou perigoso durante o sono REM, associado a ausência de atonia muscular. Durante estes episódios, frequentemente o doente recorda um sonho geralmente vivido.
Estes comportamentos podem resultar em traumatismos e lesões do próprio ou do companheiro. Os doentes com este distúrbio têm um risco significativo de desenvolver doença de Parkinson, atrofia multissistémica e doença com corpos de Lewy.
De acordo com o ICSD-2, o diagnóstico implica a presença de REM sem atonia na PSG, associada a história de traumatismos/comportamentos potencialmente perigosos ou disruptivos durante o sono ou comportamentos anormais durante o sono REM documentados por PSG. E obrigatória a ausência de atividade epileptiforme no electroencefalograma durante o sono REM.
• Outras parassónias.
Fisiopatologia – são perturbações associadas ao despertar durante o sono, instabilidade do sono ou a alterações da transição entre diferentes fases do sono.
– Diagnóstico – o diagnóstico é clínico na maioria das parassónias. A PSG completa, frequentemente com registo simultâneo de audiovídeo, é contudo essencial no diagnóstico da RBD e permite o diagnóstico de co-morbilidades associadas (muito frequentes principalmente no adulto).

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Hipersónias de Origem Central

São um grupo de doenças cujo sintoma predominante é a SDE (sonolência diurna excessiva) não provocada por distúrbios do sono noturno ou por alterações do ritmo circadiário. Incluem: narcolepsia, hipersónia idiopática, hipersónias recorrentes, síndroma de sono insuficiente, hipersónia associada a doenças médicas e drogas.
Na abordagem terapêutica destas patologias:
—> É fundamental um diagnóstico preciso. A causa mais frequente de hipersónia é a privação de sono (síndrome do sono insuficiente). Também a sonolência provocada por fármacos, patologia psiquiátrica e outras patologias do sono, particularmente patologias respiratórias ou movimentos periódicos do sono, devem ser cuidadosamente procuradas.
—> A terapêutica deve incluir não só tratamento do sintoma principal, a SDE, mas também o controlo de outros sintomas e alterações do sono.
—» E essencial a manutenção de uma boa higiene de sono.
—> Se a SDE não for controlada com os fármacos estimulantes, deve ser extensivamente procurada outra causa.
– Deve ser enfatizado o impedimento de conduzir até a sonolência estar controlada, bem como de realizar tarefas perigosas no trabalho e em casa.
– Dada a incapacidade associada a estas situações, deve ser fornecido apoio social e ocupacional e fomentada a participação em grupos de apoio.

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Higiene de Sono

Como princípio geral, a terapêutica das patologias do sono deve incluir o ensino das regras de uma boa higiene de sono:
—» Manter uma exposição à luz adequada: pouca exposição à luz à noite, luz solar durante o dia, evitar permanecer junto à televisão ou ecrã do computador perto da hora de dormir.
—> Manter horários regulares para as refeições.
—> Fazer exercício físico regular, mas evitar exercício físico violento 4 horas antes da hora de deitar.
—> Evitar estimulantes (cafeína, álcool, nicotina, chocolate), particularmente à tarde e à noite.
—> Manter o quarto confortável (som, luz, calor).
—> Não dormir com crianças ou animais.
—> Usar a cama só para dormir e sair da cama se não estiver a conseguir dormir.
—> Estabelecer momentos de relaxamento antes de ir para a cama.
—» Adequar o tempo na cama às suas necessidades individuais de sono.