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Artróclise e Terapêuticas Intra-Articulares

Uma forma alternativa e complementar da terapêutica da OA passa pela artróclise e pela administração de fármacos por via intra-articular. Dos corticóides aos isótopos radioactivos e, mais recentemente, o ácido hialurónico e seus derivados têm vindo a ser muito utilizados.
A artróclise, ou seja, a simples lavagem da articulação com soro fisiológico, ao remover os mediadores inflamatórios, produz, em regra, um alívio sintomático prolongado.
A utilização de corticóides intra-articulares é uma forma de tratamento que se encontra generalizada embora a British Society for Rheumatology e o Royai College of Physicians tenham concluído que esta forma de intervenção tem apenas efeitos benéficos de forma transitória (1-2 semanas). Esta noção foi reforçada em trabalhos recentes. Uma meta-análise efetuada em 2004 mostrou que as injeções intra-articulares de corticóides no joelho, comparativamente com o placebo, tinham uma probabilidade duas vezes superior de produzir um alívio sintomático mas de curta duração. Um estudo randomizado e controlado contra placebo efetuado em 2007 mostrou também que a injeção intra-articular de corticóide na anca produzia um alívio sintomático de pelo menos 3 meses na generalidade dos casos. O receio de que a administração repetida de corticóides em articulações de carga poderia levar a uma mais rápida progressão foi atenuado com um estudo em que durante 2 anos se efetuaram injeções intra-articulares nos joelhos, de 3-3 meses sem aparente deterioração da interlinha articular. A eficácia deste tipo de procedimento noutras localizações (para além do joelho e anca) é, porém, duvidosa e mantém-se pouco claro se a infiltração com corticóides traz, de facto, uma vantagem adicional em relação à simples lavagem articular. A corticoterapia tem, porém, um papel preponderante no tratamento dos reumatismos abarticulares, tantas vezes associados à situação artrósica, através do recurso a infiltrações locais. Por fim, de salientar que os corticóides administrados por via sistémica não têm qualquer lugar na terapêutica da OA.
A radioterapia intra-articular não parece trazer nenhum benefício adicional, embora existam ainda poucos estudos controlados para que se possam tirar conclusões definitivas.
Mais recentemente tem-se vindo a utilizar o ácido hialurónico e seus derivados a nível intra-articular. Sendo o principal constituinte do líquido sinovial e da cartilagem, atua como lubrificante e como absorvente de cargas. Inibe também a migração e a quimiotaxia dos leucócitos, a sua capacidade de proliferação e promove a diminuição da Pg E2 e do AMPc, assumindo, portanto, de forma adicional, um efeito anti-inflamatório e analgésico. Em modelos animais demonstrou ter também um papel benéfico na cartilagem e no osso subcondral, podendo reduzir a progressão da lesão articular, sendo por isso englobado no grupo dos SY-SADOA. A partir de duas meta-análises, efetuadas em 2003 e 2005, fica a noção de que o ácido hialurónico possa ser mais eficaz que o placebo, embora a relevância clínica desse efeito seja questionada. Se pode exercer algum efeito no alívio da dor, não parece ter qualquer influência em termos de função articular.
Em comparação com AINEs orais e com glicocorticóides intra-articulares, os estudos efetuados parecem apontar para benefícios idênticos.
As contra-indicações da terapêutica intra-articular são as infeções articulares, periarticulares ou sistémicas ou alergia documentada a algum dos produtos utilizados. As reações adversas são, em regra, locais com aumento da dor, rigidez e/ou tumefacção articular nas 24 horas seguintes à injeção intra-articular. Os efeitos sistémicos são em regra mínimos.

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Medidas Gerais a Implementar em Caso de Exposição Acidental

Após a exposição da pele, deve-se lavar o local do contacto com água e sabão, evitando utilizar substâncias abrasivas (lixívia, antissépticos). Em caso de exposição das mucosas, deve-se lavar o local com água corrente ou soro fisiológico durante cerca de 2 minutos.
O sangramento natural das feridas deve ser mantido até à coagulação, mas sem espremer, nem elevar o local, nem realizar outras manobras que possam facilitar a entrada em circulação dos agentes infecciosos. Os detalhes do acidente devem ser registados e considerada a necessidade de obter sangue para testes serológicos (VIH, AgHBs, anti-VHC, VDRL, de acordo com o tipo de exposição).

Chronic Lymphocytic Leukemia 180x180 - Diagnóstico (Trombopenia Induzida por Heparina)

Diagnóstico (Trombopenia Induzida por Heparina)

— O diagnóstico é sugerido pelo aparecimento de trombopenia durante uso de heparina (qualquer formulação e qualquer via), excluídas outras causas.
— O número de plaquetas reduz-se pelo menos para 50% do número inicial.
— Surge entre o 5.° e o 14.° dias habitualmente (pode ser precoce no caso de novos episódios).
— A trombopenia raramente é grave ou causa de hemorragias, mas há fenómenos trombóticos em 30 a 50% dos doentes.
— O diagnóstico é essencialmente clínico, mas podem ser feitos testes funcionais (detecção de activação de plaquetas, controlo em presença de soro do doente e heparina) ou antigénicos (detecção de anticorpos anti-heparina-factor 4).


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zvmdqbeb 180x180 - Teste de Whitaker

Teste de Whitaker

Considerado gold standard até ao aparecimento do renograma, é actualmente pouco utilizado. Fornece a evidência urodinâmica da obstrução mecânica do aparelho urinário alto. É necessária a introdução (percutânea) de um cateter no rim, através do qual é injetado soro (a que se pode adicionar contraste para estudos de imagem urográfica dinâmica com contraste radiológico) e medida a pressão no interior do excretor. A pressão vesical deve também ser monitorizada, e comparada com a pressão renal. Os resultados podem ser divididos em: não obstruído (<15 cmH20), equívoco (15-22 cmH2O), obstruído (>22 cmH20).

julia 180x180 - Tratamento

Tratamento

1) Parar ultrafiltração.
2) Colocar o doente em trendelenburg.
3) Administrar volume (soro fisiológico) em bolus de 150 a 200cc.
4) Quando a hipotensão ocorre num doente ainda com muito peso para retirar, podemos dar bolus de NaCl hipertónico 20 cc a 20%, se ainda faltarem mais de 30 minutos para terminar a diálise.
No doente com hipotensão recorrente na maioria dos tratamentos:
1) Reajustar peso seco.
2) Elevar Na no dialisante até 140 mEq/L e cálcio até 3 mEq/L.
3) Reduzir a temperatura da solução dialisante até 35,5 °C para negativar o balanço térmico da diálise.
4) Personalizar perfil de ultrafiltração ao longo do tratamento.
5) Rever eventuais hipotensores, saltar a dose antes da diálise.
6) Passar a refeição da diálise para o final do tratamento já com o doente desligado.
7) Se a hipotensão se agravar logo no início da diálise ou houver suspeita de neuropatia autonómica, medicar com midodrine (Gutron), dois comprimidos antes da diálise.
8) Considerar aumentar o número de diálises por semana para conseguir atingir o peso seco.
Os perfis de sódio e de ultrafiltração predefinidos pelo monitor não têm qualquer eficiência e provocam balanço positivo de sódio, o que é indesejável por aumentar morbilidade cardiovascular e a sede do doente entre diálises.

Vacina HPV 180x180 - Segurança das Vacinas

Segurança das Vacinas

A maior parte das vacinas disponíveis, sobretudo as recomendadas ou mandatórias, apresentam índices elevados de segurança e tolerabilidade, pelo que os benefícios obtidos geralmente superam largamente os riscos de reacções adversas associados à sua administração. No entanto, é possível a ocorrência de reacções vacinais, que não constituem contra-indicações para sua utilização. As mais comuns incluem as reacções no local da administração, febre e, por vezes, doença do soro, que podem ser devidas quer ao componente antigénico da vacina, quer aos excipientes ou a impurezas proteicas contidas no produto acabado. As reacções anafilácticas podem ocorrer com qualquer vacina ou medicamento.
As contra-indicações das vacinas são muito raras, devendo ser consideradas as seguintes:
– Reacção anafiláctica aquando de uma administração anterior ou alergia grave conhecida à vacina ou a um dos seus componentes.
– Gravidez, no caso de vacinas vivas atenuadas.
– Imunodepressão, no caso de vacinas vivas atenuadas.
– BCG durante doenças febris agudas.
Para além destas situações, é recomendação geral que as vacinas não sejam administradas em condições de doença febril aguda e que vacinas atenuadas não sejam administradas concomitantemente com antimicrobianos, aos quais a estirpe vacinal possa ser sensível (antituberculosos, antigripais, anti-herpéticos) ou em doentes aos quais foram administradas recentemente imunoglobulinas, por risco de perda de eficácia. É fundamental que os técnicos de saúde estejam familiarizados com as reacções adversas esperadas para cada tipo particular de vacina e com o seu tratamento, bem como as suas reais contra-indicações, de modo a aumentar a abrangência da imunização nas populações alvo com o máximo de segurança.

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Acidose Metabólica

No contexto clínico apropriado, o diagnóstico é confirmado por um pH diminuído eia HCO3 baixo; se a compensação ventilatória é inapropriada, devemos detetar um distúrbio respiratório associado. A determinação do AG e do AGU, quando o AG no soro é normal, é importante no diagnóstico diferencial.
No diagnóstico diferencial de uma acidose hiperclorémica com AGU positivo, isto é, com aparente pouca excreção de NH4, pensar primariamente em acidose tubular renal; mas pode ocorrer também que a excreção de NH4 seja adequada mas com um anião não quantificado, de fácil excreção renal, diferente do Cl”, por exemplo o hipurato no caso da intoxicação com tolueno nos sniffers de colas, ou o P-hidroxibutirato em doente cetoacidótico bem hidratado, com fácil excreção renal que, por esse fato, não aumenta o AG no soro e não é detetado pelas fitas reagentes para corpos cetónicos.

transplante cardc3adaco 180x180 - Medidas Gerais de Admissão (Enfarto do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST)

Medidas Gerais de Admissão (Enfarto do Miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST)

1) Seleção das derivações electrocardiográficas a monitorizar de acordo com a localização do enfarte e do ritmo cardíaco.
2) Nos pacientes hemodinamicamente estáveis, sem desconforto torácico de tipo isquémico, repouso no leito nas 12 horas iniciais; podem iniciar deambulação ao segundo dia.
3) Evitar manobras de Valsalva.
4) Atenção escrupulosa ao alívio máximo da dor.
5) Soro fisiológico ou dextrose em água (D5W) para manter veia.
6) Sinais vitais: cada 1/2 hora até estarem estáveis; depois cada 4 horas.
7) Oximetria de pulso nas 24 horas.
8) Dieta: nada p.o. até não haver dor, depois líquidos; progredir para dieta “cardíaca” (carbo-hidratos 50-55% das quilocalorias, gorduras monossaturadas ou não saturadas – 30%), incluindo alimentos com alto teor em potássio (por exemplo, frutos, vegetais, cereais, produtos lácteos), magnésio (por exemplo, vegetais verdes, cereais, feijão) e fibra (por exemplo, frutos, vegetais, cereais).