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Quit Smoking Cigarettes 180x180 - Tabaco (Insuficiência Cardíaca)

Tabaco (Insuficiência Cardíaca)

Deve ser fortemente desencorajado em todos os doentes, que deverão receber suporte para deixar de fumar.

20120525125522 180x180 - Epidemiologia (Pneumonia Intersticial Não Específica)

Epidemiologia (Pneumonia Intersticial Não Específica)

A idade média do aparecimento é entre os 40-50 anos. Ambos os sexos são igualmente atingidos. Não há aparente relação com tabaco.

Onde ele está 180x180 - Atitudes Preventivas (Disfunção Eréctil)

Atitudes Preventivas (Disfunção Eréctil)

Antes de qualquer outra terapêutica, há que suspender ou diminuir qualquer factor que possa ser prejudicial para a função sexual, por exemplo, o tabaco, o álcool, drogas ou medicamentos. Muitas vezes, só esse cuidado resolve uma DE ligeira ou moderada.

choco frito 180x180 - Medidas higieno-dietéticas (Dispepsia Funcional)

Medidas higieno-dietéticas (Dispepsia Funcional)

—> Medidas higieno-dietéticas.
Estas medidas devem ser tomadas independentemente do sintoma dominante.
O consumo de tabaco e AINEs associa-se numa frequência dupla ao desencadear de uma síndrome dispéptica, pelo que a sua suspensão está indicada na presença desta sintomatologia. Em relação ao café, gorduras e fritos, condimentos e álcool, a associação sintomática não é tão firme, mas a redução da sua ingesta é recomendável.

foto frio 180x180 - Terapêutica não farmacológica (Esclerose Sistémica )

Terapêutica não farmacológica (Esclerose Sistémica )

—> Medidas gerais – os doentes com fenómeno de Raynaud são particularmente sensíveis à vasoconstrição, pelo que devem evitar ambientes frios ou com fumo de tabaco, evitar o stress e utilizar proteção adequada no Inverno (luvas, meias grossas).
Os cuidados de higiene e proteção da pele são muito importantes para evitar úlceras que são de difícil cicatrização. A massagem com cremes hidratantes e mobilização das articulações diminui o desconforto e ajuda a preservar a mobilidade articular.
– Prevenção do refluxo – as medidas não farmacológicas para controlo do refluxo gastroesofágico, tais como ingestão de pequenas quantidades de alimento de cada vez, evitar gorduras, álcool e tabaco, não se deitar logo após a refeição, elevação da cabeceira da cama controlo da obesidade, devem ser encorajadas.

147310122 180x180 - Laringite Crónica

Laringite Crónica

Mais frequente no sexo feminino, está geralmente associada a esforço vocal, má colocação da voz, tabaco, álcool ou sinusite crónica. Manifesta-se por disfonia de agravamento progressivo ao longo do dia e sensação de corpo estranho na orofaringe. Devem corrigir-se os factores precipitantes e aconselhar repouso vocal e terapia da fala.

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Mortalidade na PC

A mortalidade entre os 6 e 10 anos devido à PC é cerca de 12,8 a 19,8%. A mortalidade aos 20-25 anos é cerca de 50%.
O consumo de álcool após terapêutica conservadora/cirúrgica diminui significativamente a sobrevida.
A mortalidade de 20-25% dos doentes é devida a complicações da PC, enquanto nos restantes é resultante de problemas associados ao consumo de álcool, tabaco, má-nutrição, infecção, diabetes mellitus, complicações relacionadas com a insulinoterapia e suicídio.
Estes doentes apresentam um maior risco de mortalidade por cancro, muitos deles relacionados com o tabaco.

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Vareniclina

Em 2007 foi lançada no mercado português a vareniclina, a primeira molécula desenvolvida especificamente para a cessação tabágica (Tabela 10.5). Ao atuar como um agonista parcial específico do recetor nicotínico, liga-se e estimula parcialmente o recetor, gerando uma libertação de dopamina inferior à da nicotina.
Atinge concentrações máximas 3-4 horas após a administração e nível sérico estável a partir do 4o dia de terapêutica.
Proporciona a diminuição dos sintomas de abstinência tabágica e do prazer obtido pelo fumo do tabaco. Os estudos envolvendo este fármaco comprovam taxas de cessação tabágica a longo prazo (12 meses) superiores às alcançadas com a TSN e a bupropiona.
O efeito secundário mais comum – náusea – tende a desaparecer/atenuar com a manutenção do tratamento. A associação da vareniclina a outras formas terapêuticas eficazes na cessação tabágica traduziu-se num aumento de efeitos secundários (náuseas e cefaleias) que diminuem a adesão, pelo que é recomendada a monoterapia com este fármaco.
A semelhança do relatado para a bupropiona, foi notificado o aparecimento ou agravamento de sintomas neuropsiquiátricos (mudanças de comportamento, agitação, humor deprimido, ideação suicida, comportamento suicida). Os resultados de trabalhos publicados em 2009 fornecem alguma tranquilidade quanto à associação da vareniclina com comportamentos suicidas. Recomenda-se vigilância nos fumadores sob tratamento com este fármaco.

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Terapêutica de substituição nicotínica (TSN)

Utilizada com o intuito de substituir a nicotina obtida através da inalação de fumo de tabaco. A eficácia da TSN na evicção tabágica foi comprovada na redução do desconforto, da irritabilidade, da ansiedade, com benefícios na diminuição do humor depressivo e no impulso de fumar.
As formas comercializadas em Portugal (sistemas transdérmicos, gomas de mascar e pastilhas para chupar) são eficazes na cessação tabágica não existindo evidência, através da comparação indireta, de uma diferença significativa entre as diferentes apresentações. A seleção do tipo de formulação deve ter em conta as características do fumador e experiências anteriores de cessação. Nalgumas situações, devido às diferenças farmacocinéticas, existe vantagem em utilizar inicialmente o sistema transdérmico, com posterior associação das gomas ou pastilhas no intuito de melhor controlar o desejo irresistível de fumar e os sintomas diurnos de abstinência.
Os sistemas transdérmicos possibilitam um aporte constante de nicotina, com concentração máxima às 4-10 horas. Existem adesivos que libertam nicotina durante 16 ou 24 horas com igual eficácia. Os com duração de 24 horas permitem evitar os sintomas de privação nas primeiras horas do dia mas são responsáveis por maior incidência de insónia (podem ser retirados no período noturno).
As gomas e pastilhas libertam quantidades controladas de nicotina que é absorvida rapidamente pela mucosa oral. As gomas possuem múltiplos sabores nas doses de 2 e 4 mg. Em fumadores com elevado grau de dependência demonstrou-se um benefício significativo da utilização das de 4 mg face às de 2 mg. As pastilhas de chupar dissolvem-se na boca em cerca de 20-30 minutos, possuindo uma absorção 25% superior às gomas, pelo que as dosagens são de 1,5 e 2 mg. Têm a vantagem de não aderir às peças dentárias.
Apesar da gravidez, amamentação, adolescência e patologia cardiovascular instável constituírem contraindicações, a manutenção dos hábitos tabágicos nestes grupos pode ter repercussões mais deletérias do que a TSN, que poderá ser ponderada em função do risco-benefício, de forma individual e sob atento controlo médico.


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Intervenção Comportamental e Psicológica

Na abordagem clínica preconizam-se dois tipos de intervenção: breve e intensiva.
Na intervenção breve (<10 minutos) a avaliação do uso do tabaco é realizada de forma rotineira por todos os profissionais de saúde (Figura 10.1). Qualquer contacto é aproveitado para identificar o fumador, realçar o problema e a importância da evicção, oferecendo soluções terapêuticas. Recomenda-se a adoção de uma postura segura, empática e promotora da autonomia individual. As cinco etapas principais de intervenção em cessação tabágica no contexto de cuidados de saúde primários (5 As) são: 1-Abordar de forma sistemática todos os utilizadores de tabaco acerca do seu consumo. 2- Aconselhar de forma clara, persuasiva e personalizada todos os utilizadores de tabaco a abandonar o consumo. 3- Avaliar a motivação para tentar cessar o hábito a curto prazo. 4- Ajudar na tentativa de abandono elaborando um plano (marcar o "dia D" para parar de fumar, informar família e amigos, antecipar dificuldades e planear soluções, remover produtos associados ao tabaco, fornecer material de auto-ajuda, propor terapêutica farmacológica) ou referenciar para uma intervenção intensiva. 5- Acompanhar e encorajar a abstinência através de consultas de seguimento e/ou contacto telefónico para prevenir recidivas. Nos utilizadores de tabaco que não desejam deixar de fumar devem averiguar-se as causas: podem não estar conscientes dos malefícios do tabaco, ter receios acerca das consequências da abstinência ou encontrarem-se desmoralizados por recidivas prévias. Existe a possibilidade de responder a uma intervenção motivacional, delineada para educar, assegurar e motivar (5 Rs): 1) Relevância - identificar os benefícios específicos da cessação tabágica para o próprio, família e terceiros. 2) Riscos - identificar as consequências negativas do uso do tabaco. 3) Recompensas - identificar os potenciais benefícios de suspender o uso de tabaco. 4) Resistências - identificar as barreiras ao abandono e apresentar soluções. 5) Repetição - repetir a tentativa de motivação em todas as consultas. A intervenção intensiva (>20 minutos, programada durante meses) engloba múltiplas sessões, em consulta específica e com uma equipa de profissionais treinados em cessação tabágica. Possui, habitualmente, uma maior taxa de sucesso na evicção. Indicada para fumadores motivados, com tentativas prévias infrutíferas, elevado grau de dependência da nicotina, intensa síndrome de privação, outros comportamentos aditivos ou situações particulares por exemplo, neoplasia do pulmão, cardiopatia isquémica, grávidas, etc). Envolve um programa completo (consultas e contactos telefónicos pró-activos, abordagem individual e em grupo) onde se estimula a mudança comportamental e a utilização de terapêutica farmacológica.