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Fatores de risco – Tabagismo e obesidade

Devem ser combatidos pelo seu efeito no risco cardiovascular e por acelerarem a progressão da DRC.

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Terapêutica da DPOC Estável – terapêutica de substituição de nicotina

A TSN (terapêutica de substituição de nicotina), ao estimular os recetores cerebrais de nicotina, conduz à libertação de dopamina entre outros neurotransmissores responsáveis pelas sensações de prazer e recompensa. A utilização de TSN é muito mais segura do que a manutenção do tabagismo. Situações particulares como a adolescência, a gravidez, o aleitamento e a doença cardiovascular instável devem ser ponderadas. Como reações adversas salienta-se a insónia e uma eventual irritação no local de aplicação.

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Microbiologia

Na maioria das séries publicadas com base em dados microbiológicos originados em regiões temperadas, o Streptococcus pneumoniae (± 30%) é o agente mais frequente da PAC e aquele que causa, geralmente, doença mais grave. Tabagismo, idade superior ou igual a 65 anos, doença cardiovascular, renal, hepática ou neoplásica são factores de risco para S. pneumoniae. Outros agentes frequentemente envolvidos incluem;
– Haemophilus influenzae (5-11%), sobretudo na doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), bronquiectasias, insuficiência cardíaca (IC).
– Mycoplasma pneumoniae (17-22%), sobretudo nas PAC de gravidade ligeira a moderada, mais frequente nos doentes com menos de 50 anos.
– Staphylococcus aureus (10-15%), sobretudo no contexto de gripe ou outra infecção viral recente, diabetes, doença estrutural do pulmão, incluindo DPOC, utilizadores de drogas intravenosas, imunodeprimidos e doentes idosos com risco de aspiração.
– Chlamydophila pneumoniae (6-17%), sobretudo nos casos de gravidade ligeira a moderada.
– Moraxella catarrhalis, (1%) sobretudo em doentes idosos com DPOC e/ou bronquiectasias e doença cardíaca crónica.
– Legionella spp., ocorrendo por surtos, sobretudo nos meses quentes, relacionado com presença em ambientes com ar condicionado.
– Chlamydophila psittaci, em doentes com contacto com aves psitacídeas.
– Coxiella burnetii, sobretudo em doentes com exposição profissional (matadouros) ou convivendo com animais (cães, gatos, cavalos).
– Enterobacteriáceas, sobretudo em doentes com alcoolismo (Klebsiella pneumoniae), idosos com risco de aspiração.
– Pseudomonas aeruginosa, particularmente em doentes com doença pulmonar estrutural (bronquiectasias, por exemplo), antibioterapia com duração nos últimos 30 dias, corticoterapia crónica e desnutrição.
– Anaeróbios, sobretudo na pneumonia de aspiração (idosos acamados, alterações crónicas do estado de consciência, intoxicações).
– Vírus respiratórios, designadamente vírus Influenza, durante a estação da gripe. A pesquisa do Mycobacterium tuberculosis deve ser sempre efectuada nos grupos de maior risco, nos casos de apresentação subaguda ou crónica, quando haja falência da terapêutica ao fim de 14 dias ou queixas de sudação nocturna e/ou expectoração hemoptoica.
Nos doentes com infecção por VIH, a presença de hipoxemia grave (FiO2= 65%) em repouso, associada a dispneia de esforço e apresentação subaguda da PAC, devem fazer suspeitar de infecção por Pneumocystis jiroveci.

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Classificação (Poliglobulias)

– Poliglobulia espúria (ou falsa poliglobulia) – resultante de contracção do volume plasmático.
– Poliglobulia associada a perturbações cardiorrespiratórias e tabagismo – resultado de adaptação fisiológica a hipoxia crónica.
– Poliglobulia associada a tumores produtores de eritropoietina – rim, fígado, outros.
– Policitemia congénita – mutações no receptor de eritropoietina ou deficiência de 2-3 difosfoglicerato.
– Policitemia familiar.
– Policitemia ou eritrocitose idiopática.
– Policitemia vera – patologia do grupo das doenças mieloproliferativas.
A frequência destas patologias é muito diferente; um estudo em Itália (2003), sugere que as policitemias secundárias são as mais frequentes (2,2/1000), a policitemia vera a menos frequente (0,3/1000) e a policitemia idiopática ocorre em cerca de 1,1/1000.
Do ponto de vista prático, importa abordar a policitemia vera, doença cuja compreensão diagnóstico e abordagem se modificaram nos últimos anos.

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Tabagismo (Osteoporose)

-Tabagismo.
O tabagismo deve ser abolido, principalmente no sexo feminino, estando demonstrado que as fumadoras têm um maior risco fracturado.

hipertensão 2 180x180 - Técnica Correcta de Medição da Tensão Arterial

Técnica Correcta de Medição da Tensão Arterial

O primeiro passo no diagnóstico de HTA é a correta medição da tensão arterial. Esta afirmação pode parecer um pouco incongruente, mas a técnica da medição da tensão arterial raramente merece uma atenção mais que marginal nos textos dos peritos, sejam eles artigos de revisão, capítulos de livros ou normas de orientação clínica (guidelines).
E, no entanto, é essencial que este gesto tenha resultados válidos (isto é, que determine corretamente os valores da tensão arterial) e fiáveis (que o faça de maneira consistente de vez para vez). Existem recomendações que permitem definir um conjunto de regras práticas que garantem a qualidade do desempenho técnico. De resto, a atual disponibilização de aparelhos electrónicos para medição da tensão arterial pode ter transformado um gesto antes de qualidade variável num muito mais preciso, mas este facto não diminui a exigência da medição ser feita da melhor maneira possível.
Mesmo com uma técnica impecável podem os resultados ser falseados por elevada quantidade de variáveis, desde as atividades diárias de rotina dos doentes (andar, vestir-se, ir para o trabalho, falar ao telefone, etc. – todas aumentam os valores da tensão arterial), até à atividade física e ingestão recente de refeição (que baixam os valores), passando por emoções violentas, tabagismo recente, ingestão de álcool ou cafeína, medição em cima da roupa ou até arredondamentos dos valores (que quase sempre aumentam os valores). Os leitores interessados neste aspeto da clínica da hipertensão são aconselhados a ler um dos textos de referência nesta área.
Uma última questão prática refere-se ao número de medições necessárias para se diagnosticar HTA. Os ensaios clínicos diagnosticam HTA com base em 2-3 medições durante um número idêntico de consultas de ambulatório. Modelos matemáticos sugerem que o número menor de falsos positivos ou negativos se consegue com duas medições em cada uma de quatro consultas mas, como é natural, doentes com tensão arterial no limite da normalidade necessitam de mais medições confirmatórias de HTA do que doentes com valores muito elevados ou com lesões de órgão alvo, que devem logo iniciar terapêutica.
A medição de TA é normalmente feita durante a consulta (médica ou de enfermagem), mas por vezes é desejável obter medições domiciliárias. As vantagens desta abordagem incluem a obtenção de um número de medições mais elevado (com um melhor panorama dos níveis tensionais do doente), ausência do efeito da eventual HBB (“hipertensão da bata branca”) e um potencial aumento de adesão terapêutica. As desvantagens são acima de tudo a variável fiabilidade dos resultados das medições e o facto de não possuirmos valores de referência para as tensões arteriais domiciliárias (só possuímos os valores nas consultas). De qualquer modo, se as comparações entre os valores obtidos nestas e em casa dos doentes forem sobreponíveis, poder-se-á entrar em linha de conta com os registos dos doentes para as decisões terapêuticas anti-hipertensivas.
Uma outra técnica de grande importância prática é a MAPA (medição ambulatória da pressão arterial), permitindo medições durante pelo menos 24 horas seguidas. Esta técnica permite a obtenção de valores mais fiáveis da verdadeira tensão arterial do doente do que as medições isoladas na consulta; correlaciona-se melhor com as lesões de órgão alvo que estes doentes por vezes apresentam e é praticamente desprovida de efeitos adversos, sendo no entanto uma técnica algo dispendiosa. A MAPA permite identificar os doentes que não apresentam uma baixa dos valores da sua HTA – habitualmente pelo menos de 10 mmHg – durante o período nocturno de sono (os chamados dippers). Estes não dippers constituem um subgrupo de alto risco, com uma percentagem mais elevada de lesão de órgãos alvo e maiores taxas de morbilidade e mortalidade.

BRAIN AVC 180x180 - Prevenção Primária

Prevenção Primária

A prevenção primária tem como objetivo reduzir a incidência de AVC em indivíduos sem antecedentes conhecidos de doença vascular cerebral. Para tal deve diminuir-se a prevalência dos fatores de risco na população em geral e identificar e tratar os indivíduos com fatores de risco: hipertensão arterial, diabetes, hiperlipidemia, tabagismo, alcoolismo, fibrilhação auricular não valvular e estenose carotídea.

cigarro causa ansiedade 2013 180x180 - Considerações Terapêuticas (Cessação Tabágica)

Considerações Terapêuticas (Cessação Tabágica)

A dependência física e psicológica do tabaco é um fenómeno complexo, com influências ambientais e genéticas. O tabagismo pode ser encarado como uma doença crónica, com múltiplos períodos de recaída e remissão, que requer cuidados continuados, esperando-se uma taxa de sucesso após tratamento de 15-35% aos 12 meses.
A abordagem terapêutica requer uma estratégia global que alia a prevenção do início do consumo, à promoção da cessação, à proteção da exposição ao tabagismo passivo e à adoção de um estilo de vida saudável.

tabagismo conheca os riscos do cigarro 180x180 - Consequências do tabagismo

Consequências do tabagismo

Todos os produtos do tabaco são nocivos, não existindo um limiar de segurança de exposição. Atualmente, o consumo de tabaco é um fator major para diminuição da esperança de vida saudável e aumento da mortalidade. É responsável por 1,6 milhões de óbitos por ano na Europa. Um trabalho recente estima em 11,7% as mortes atribuíveis ao tabagismo em Portugal. Se os fumadores abandonassem os hábitos tabágicos, a mortalidade e os anos de vida ajustados por incapacidade seriam reduzidos em 5,8%.
Existe uma vasta lista de doenças provocadas ou agravadas pelo tabaco. Salienta-se o risco relativo aumentado dos fumadores, face aos não fumadores, para patologia cardio e/ou cerebrovascular (HTA, cardiopatia isquémica, acidente vascular cerebral, doença arterial periférica), patologia respiratória (DPOC, pneumonia) e neoplasias malignas (pulmão, cavidade oral, laringe, esófago, bexiga, rim, pâncreas, estômago e colo do útero). O tabagismo está também relacionado com a infertilidade e é o mais importante fator de risco modificável associado a um mau prognóstico na gravidez.
A cessação tabágica proporciona benefícios a curto, médio e longo prazo a todos os fumadores.


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ALTERAÇÕES DO ESTILO DE VIDA NA TERAPÊUTICA DA HTA NÃO COMPLICADA

A maior parte dos estudos sobre a modificação do estilo de vida na HTA não incluíram-salvo raras excepções- modulações de outros FR (fatores de risco), isto é, estudaram a diminuição da ingestão de sal, por exemplo, mas não tiveram em conta a redução concomitante do peso.
Esta abordagem de redução do fator de risco individual pode ser insuficiente na prática clínica, já que o médico deverá empregar um conjunto de intervenções simultâneas sobre vários fatores de risco-com o problema de desconhecermos o verdadeiro impacto desta abordagem (por exemplo são aditivos?)
-Recomendações sobre a composição da dieta na HTA:
Restrição de sal na dieta é recomendada (<2,3 g/dia) quer em indivíduos hipertensos quer normotensos. A suplementação com potássio (40-50 mEq/dia) é benéfica. A suplementação com cálcio não é recomendada. O reforço do teor em fibras (frutos e vegetais) deve ser recomendado (3-4 porções/dia). Recomendações sobre o peso na HTA: Todos os doentes com HTA devem tentar atingir o seu peso ideal. Recomendações sobre o tabagismo na HTA: Pelos seus múltiplos benefícios, a cessação tabágica é mandatória na HTA. Recomendações sobre o exercício físico na HTA: O exercício físico é recomendado na HTA, especialmente se for aeróbico, de moderada intensidade e se não houver contra-indicações (reação hipertensiva, por exemplo).